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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O Anjo da Misericórdia

O texto é um pouco longo, mas vale à pena reservar alguns minutos neste dia de Natal, para ler e refletir sobre o  que Ele nos deixou:


" Na tarde trágica e tormentosa do Calvário, quando Jesus se encontrava estiolado pelas ulcerações dos cravos e dos espinhos implantados na Sua carnes, ocorreu um inesperado acontecimento, que as testemunhas do lutuoso fato não puderam perceber, por transcorrer além das fronteiras objetivas da matéria. 
As vozes ululantes da Natureza dominavam a paisagem lúgubre, e os homens, atormentados, pareciam vencidos pelas cruéis expressões do primitivismo animal, em total alucinação diante do Justo crucificado.
Nos momentos finais do horrendo espetáculo, 3 vultos luminosos, reverentes, se acercaram do madeiro da agonia e um deles, jovem mulher iluminada, qual se fosse uma tocha de crepitante flama, após contemplar a face do Mestre, falou, comovida:  
- Senhor, venho oferecer-Te o testemunho do meu fracasso na tarefa em que fui investida. "Segui-Te os passos por toda a parte e procurei guarida nos corações que foram atraídos pela Tua palavra consoladora. 
" Levantei ânimos, impulsionei sentimentos desavisados à razão e convoquei servidores ao trabalho da fraternidade... 
" Não obstante, estive contigo no momento da defecção de Simão Pedro, quando Te negou conhecer, o que fez por três vezes consecutivas, expulsando-me dos seus sentimentos, nos quais estive agasalhada por largos meses. 
" Desiludida dos homens, venho rogar-Te licença para seguir, ao Teu lado, na direção dos Cimos Esplendorosos da Vida. 
" Tu sabes, eu sou a FÉ!... " 
O Mestre, em agonia, fitou-a, compungido, e sem dizer qualquer palavra, através da cortina de lágrimas sanguinolentas que lhe nublavam a claridade visual, olhou a segunda personagem, que também mais se acercou do instrumento da arbitrária punição e elucidou:  
- Vivi todas as Tuas instruções e procurei remodelar os campos moral e emocional dos homens que Te seguiram. 
" Vi muitos deles, que estavam a borda do desespero e da loucura, mas, graças à Tua palavra de libertação, fi-los esperar por melhores dias confiando nos retos deveres em favor de perspectivas futuras abençoadas. 
" Aqueles outros que se lamentavam sob o luto da saudade e o peso das agonias, consegui soerguer o ânimo e encorajá-los para a luta sem quartel do progresso. 
" Em todo o lugar, encontrei oportunidade de serviço e de ação edificante, que soube aproveitar... 
" Apesar disso, estava seguindo Judas e tentando convocá-lo à lucidez, arrependido como se apresentava, após a infame traição... Percebendo-lhe os pensamentos infelizes e o desespero envolvi-o em ternura chamando-o à ordem dizendo-lhe que sempre há oportunidade para quem deseja regenerar-se... 
" Ele, todavia preferiu o enforcamento covarde numa figueira brava... Ainda retenho na memória a visão do seu corpo oscilante na corda vigorosa em que ceifou a vida carnal... 
" Porque fracassei entre as criaturas venho rogar-Te permissão para acompanhar-Te ao solio do Altíssimo, abandonando a Terra... 
" Conforme Te recordas, eu sou a ESPERANÇA!..." 
Jesus estorcegou nas traves grosseiras, enquanto a moe humana, infrene e enlouquecida, agitava-se no acume do ensombrado morro da Caveira.  
E porque Ele tentasse ouvir, já nas últimas contorções do corpo exangue, a terceira visitante uniu-se às duas primeiras e, ainda luminosa, expôs: 
- Por onde o Teu olhar passeou ternura e amor, eu procurei alojamento e serviço. 
" Através das Tuas mãos, abri bocas sem melodia à música da palavra; descerrei ouvidos moucos aos sons da Natureza; conduzi pernas e corpos mortos ao movimento; tomei as doenças dominadoras e consegui mudá-las das pessoas que as padeciam... 
" Jamais vacilei em ajudar, gerando simpatia, sustentando a FÉ e motivando a ESPERANÇA. 
" As multidões esfaimadas, por meu intermédio e sob as Tuas ordens, receberam pães e peixes, o mesmo ocorrendo com a água em Caná, quando eu lhe facultei especial sabor na festa das bodas felizes... 
" Mesmo assim em face do abandono a que todos Te relegaram, e porque acabo de presenciar o legionário Longinus, no cúmulo da frieza moral de que é portador e sem qualquer compaixão lancetar-Te o peito, para apressar-Te a morte, não suporto mais tanta ingratidão. 
" Recorro, deste modo, à Tua aquiescência para sair do mundo e voar na direcção das estrelas, para onde seguirás... 
" Bem recordas, eu sou a CARIDADE!... "  
Em face do silêncio pesado, que se fez natural, naquela esfera transcendental, o Mestre, para surpresa geral, na noite que havia tombado sobre a tarde cruel, suplicou: 
- Perdoa-os (aos homens), meu Pai, porque eles não sabem o que fazem! 
Houve uma estranha movimentação no povo e nos milicianos, que não sabiam o que se passava. Naquele instante, porém, rasgou-se nas sombras espessas uma estrada luminosa e um ser, de esplêndida beleza, aproximou-se do Crucificado, e, respeitoso, falou, emocionado: - Eu sou o Anjo da MISERICÓRDIA, enviado pelo Pai, que Te atende o apelo. 
" Dize, Senhor, o que desejas de mim pois que eu o farei." 
Com a voz inaudível para os ouvidos humanos, no entanto, inteligível para o emissário de Deus, Jesus determinou, comovido: 
- Fica no mundo, levando contigo a FÉ, a ESPERANÇA e a CARIDADE, em meu nome, para que os homens, que me conheçam ou não, possam ter minoradas as suas dores e penas, evitando, quanto possível, as desventuras, sob o pálio do meu Amor. 
" Que permaneçam sem cansaço, nem desânimo até à consomação dos séculos, como luzes acesas apontando rumos felizes! " 
Automaticamente, as três Entidades - Virtudes abraçaram o Anjo da MISERICÓRDIA e partiram, para recolher, de início, o espírito Judas, em perturbação, prosseguindo na direção de Pedro, a fim de que este não enlouquecesse de remorso, de imediato colocando nos olhos apagados de Longinus a claridade da visão... 
Foi então, que Jesus inteiriçou-se na cruz e bradou: 
- Pai, nas Tuas Mãos entrego o meu espírito. Tudo está consumado!  
A partir daquela hora, quando as dores atingem o máximo de intensidade nos corações humanos; quando a hidra da guerra ceifa milhões de vidas indefesas; quando a amargura domina,esmagando os sentimentos; quando a vida parece sucumbir e todos os acontecimentos se apresentam com funestas perspectivas, o Anjo da MISERICÓRDIA envolve as criaturas, deixando aqui e ali, neste e naquele coração a chama da FÉ que reanima, ou a pulsação da ESPERANÇA que renova e encoraja, ou as mãos sublimes da CARIDADE, que sustenta e liberta, em nome do AMOR infinito do CRISTO, que não cessa jamais. "
Fonte: Livro “Pelos Caminhos de Jesus”
Autor Espiritual: Amélia Rodrigues
Psicografado por: Dival P.Franco

sábado, 22 de dezembro de 2012

Então, é Natal....

Mais um Natal para nos lembrar do aniversariante, d'Aquele que se doou incondicionalmente para tentar nos passar tantos ensinamentos que somente agora, no limiar de uma nova Era, a humanidade parece começar a compreender.
Mensagens e vídeos bombardeiam-nos através da Internet, trazendo 'novos códigos' evolutivos, que nada mais são do que o "amai-vos uns aos outros", ou "não faças aos outros o que não queres que te façam", ou ainda "não julgueis para não serdes julgados", apenas com uma nova roupagem.
É válido, porque o objetivo é mesmo chamar a atenção através do 'novo', afinal muitos ainda acham que é carolismo ficar falando de Jesus e suas mensagens.
Não importa a origem, não importa o autor. O mais importante sempre vai ser o teor da mensagem e a que ela se destina.
Para nós Umbandistas, a mensagem do Mestre Jesus, ao qual chamamos de Oxalá, sempre será soberana em sua simplicidade.
Quer algo mais simples, direto e sublime do que o "Orai e Vigiai" ou o "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo" ?
O Natal , mais do que qualquer outra celebração material, é tempo de reflexão.
Refletir a respeito de nossos pensamentos e atitudes durante todo o ano que passou. Pensar em quantas vezes fomos carinhosos e solidários e atenciosos com as pessoas que fazem parte do nosso dia a dia, como o somos efetivamente no Natal.
Oxalá os abençoe e tenham todos um Feliz Natal, com a presença do aniversariante em seus lares!

Cândida e Ricardo



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Quiumbas x Exus



Este relato foi feito por um membro de uma comunidade do Orkut, o qual não lembro o nome, do contrário, mencionaria aqui.

" Em nossa ultima reunião uma das médiuns foi levada a um local no umbral onde ela viu umas lanças em pé e um ser do outro lado, parecia preso.
Era uma criatura muito feia, peluda. Nós a libertamos e a trouxemos até nós.
Outra médium achou o ser muito feio mesmo e comentou em voz alta, ao que ele, já incorporando em outra médium do grupo, questionou por que ela tinha dito isso, já que ele era muito bonito.
Falou a outra médium que o ser horrível que ela viu não era ele.
Reclamou que a médium de incorporação não permitiu que ele chegasse dançando por que não pode apresentar a sua "graça" e quando questionado, afirmou ser o Exu Tiriri.
Disse que era muito bonito e que nos terreiros quando baixava, só faltava as mulheres 'tirarem a calcinha pra ele', segundo afirmou orgulhoso. Ainda complementando disse que se quisesse faria sexo com qualquer uma delas.
Conversando conosco ele revelou que fazia muitos tipos de trabalho para prejudicar as pessoas e que se alimentava de sangue e que precisava disso. Afirmou que gostava de negociar, que onde estavam brigavam até por um galo podre e que um 'quatro patas' é o que ele gostava mesmo (se referia a animais de quatro patas, geralmente cabritos, que são oferecidos a eles em troca de seus trabalhos).
Dialogamos com esse irmão perturbado e mostramos a ele primeiramente que ele não era 'bonito' como imaginava e ele ficou chocado quando percebeu que ele era o ser horrível visto pela outra médium.
Depois ainda lhe mostramos o futuro provável que ele teria em consequencia de suas ações e também como poderia ser esse futuro se mudasse de atitude.
Quando lhe dissemos que ele não era um 'exu' mas sim um 'quiumba' ele disse que sempre lhe disseram que ele era um exu e que as pessoas o chamavam e respeitavam nos terreiros e lhe ofereciam comida (sangue) e oferendas, em troca de seus serviços.
Perguntamos se ele queria ver um exu de verdade ele afirmou que agora já tinha visto, e apontou em uma direção da sala onde disse estar o exu que ele viu, e que ele sim era muito bonito.
Apos conversarmos mais com esse espírito e 'negociarmos' com ele dizendo que ele teria comida para onde iria (em dado momento ele afirmou que um dos motivos dele aceitar isso é por que  morreu de fome e que quem disse a ele que ele era um exu afirmou a ele que nunca passaria fome pois as pessoas sempre procuram os exus e lhe dão de comer para ele realizar os trabalhos).
Expliquei que ele não se alimentaria mais de sangue e que aprenderia a obter alimento de outras formas para onde iria e o incitei a nos ajudar a libertar os outros 'exus' que estavam no mesmo local onde ele se encontrava.
Ele aceitou e voltou lá com uma das médiuns videntes, que viu uma cena que lhe pareceu dantesca, pois os tais 'exus' estavam todos presos em jaulas que estavam empilhadas umas sobre as outras. Estavam tão hipnotizados se achando exus que mesmo após desmaterializarmos as jaulas não queriam sair de onde estavam sem que se cantasse algum ponto cantado (pequenos versos que se usa para invocar a entidade nos terreiros). Ele então entoou alguns pontos por que disse que também havia muitas Padilhas por lá, Sete Saias, etc (nomes de pomba-gira, exu feminino). Colocamos todos em uma enorme bolha que plasmamos e eles foram encaminhados para outro local pela equipe espiritual, a fim de serem tratados.
Muitas pessoas simploriamente classificam todas as entidades que se manifestam como boas ou más. Muitos desses espíritos que estão por ai fazendo coisas erradas são seres ainda ignorantes e que são escravizados e dirigidos por mentes poderosas ainda devotadas ao mal.
Sempre que se apresenta algum irmão perturbado, mesmo com a intenção declarada de nos prejudicar, tentamos demovê-lo de suas intenções lhe mostrando o mal que esta causando a si mesmo. Em muitos casos esses seres são libertados e encaminhados para uma vida nova, onde lhe serão apresentados os reais valores do espírito."

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O raio de Iansã, sou eu!

Minha singela homenagem, neste 4 de Dezembro!
 Epahei, minha Mãe!



"É vista quando há vento e grande vaga
Ela faz um ninho no rolar da fúria e voa firme e certa como bala
As suas asas empresta à tempestade
Quando os leões do mar rugem nas grutas,
Sobre os abismos, passa e vai em frente
Ela não busca a rocha, o cabo, o cais
Mas faz da insegurança a sua força e do risco de morrer, seu alimento
Por isso me parece imagem justa
Para quem vive e canta no mau tempo"
O raio de Iansã sou eu
Cegando o aço das armas de quem guerreia
E o vento de Iansã também sou eu
E Santa Bárbara é santa que me clareia (2x)
A minha voz é o vento de maio
Cruzando os ares, os mares, o chão
Meu olhar tem a força do raio que vem de dentro do meu coração
O raio de Iansã sou eu
Cegando o aço das armas de quem guerreia
E o vento de Iansã também sou eu
E Santa Bárbara é santa que me clareia
Eu não conheço rajada de vento mais poderosa que a minha paixão
Quando o amor relampeia aqui dentro, vira um corisco esse meu coração
Eu sou a casa do raio e do vento
Por onde eu passo é zunido, é clarão
Porque Iansã, desde o meu nascimento, tornou-se a dona do meu coração
O raio de Iansã sou eu...
Sem ela não se anda
Ela é a menina dos olhos de Oxum
Flecha que mira o Sol
Oyá de mim.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Dia Nacional da Umbanda

O dia 15 de Novembro foi escolhido como o Dia Nacional da Umbanda, pois foi neste dia que o Caboclo das 7 Encruzilhadas, incorporado em seu médium, o jovem Zélio Fernandino de Moraes, instituiu a Umbanda no Brasil (leia a história aqui mesmo no Blog, acessando o link: http://casapaijoaquimdecambinda.blogspot.com.br/2010/11/102-anos-da-umbanda.html).

Dia da Umbanda, são todos os dias, principalmente aqueles em que irmãos de fé se reúnem nos terreiros para a prática da caridade. Porém, instituir um dia para que esta religião de amor seja homenageada é uma demonstração de reconhecimento a todos que sofreram e ainda sofrem com o preconceito e a intolerância. É uma forma de divulgar e desmistificar a Umbanda. Mais do que tolerância, queremos respeito!
Salve a Umbanda e todos os espíritos que nela trabalham!
Salve a Umbanda e todos os trabalhadores que se doam para auxiliar o próximo!
Salve a Umbanda e todos aqueles que acreditam nela!
Salve nossos amado Pai Joaquim de Cambinda, que nos guia e é o nosso exemplo maior!


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Finados - A morte é uma ilusão



O hábito de visitar os mortos, como se o cemitério fosse sala de visitas do Além, é cultivado desde as culturas mais remotas. Mostra a tendência em confundir o indivíduo com seu corpo.
Há pessoas que, em desespero ante a morte de um ente querido, o "VISITAM" diariamente. Chegam a deitar-se no túmulo. Desejam estar perto do familiar.
Todos os espiritualistas, acreditam na existência e sobrevivência do Espírito. Obviamente, o ser etéreo não reside no cemitério.
Muitos preferem dizer que perderam o familiar, algo que mostra falta de convicção na sobrevivência do Espírito. Quem admite que a vida continua jamais afirmará que perdeu alguém. Ele simplesmente partiu. Quando dizemos "perdi um ente querido", estamos registrando sérios prejuízos emocionais. Se afirmarmos que ele partiu, haverá apenas o imposto da saudade, abençoada saudade, a mostrar que há amor em nosso coração, o sentimento supremo que nos realiza como filhos de Deus.
Em datas significativas, envolvendo aniversário de casamento, de morte, finados, Natal, Ano Novo, dia dos Pais, dia das Mães, sempre pensamos neles. 
COMO PODEMOS AJUDAR OS QUE PARTIRAM ANTES DE NÓS? Envolvendo o ser querido em vibrações de carinho, evocando as lembranças felizes, nunca as infelizes; enviando clichês mentais otimistas; fazendo o bem em memória dele, porque nos vinculamos com os Espíritos através do pensamento.
Além disso, orando por ele, realizando caridade em sua homenagem, tudo isso lhe chegará como sendo a nossa contribuição para a sua felicidade; a prece dá-lhe paz, diminui-lhe a dor e anima-o para o reencontro futuro que nos aguarda. 
PODEMOS CHORAR? Podemos chorar, é claro. Mas saibamos chorar. Que seja um choro de saudade e não de inconformação e revolta. O choro, a lamentação exagerada dos que ficaram causam sofrimento para quem partiu, porque eles precisam da nossa prece, da nossa ajuda para terem fé no futuro e confiança em Deus. Tal comportamento pode atrapalhar o reencontro com os que foram antes de nós. Porque se eles nos visitar ou se nós os visitarmos (através do sono) nosso desequilíbrio os perturbará. Se soubermos sofrer, ao chegar a nossa vez, nos reuniremos a eles, não há dúvida nenhuma. 
QUAL A IMPORTÂNCIA DO CORPO FÍSICO? O corpo físico é patrimônio que Deus elaborou para servir de veículo ao Espírito nas suas variadas reencarnaçõesÉ com ele que o Espírito pratica seus conhecimentos e vive experiências necessárias, melhorando-se dia-a-dia. Assim, devemos ter para com nosso corpo um carinho e uma atenção especial, zelando e ofertando-lhe o que de melhor a natureza pode lhe dar. Daí o necessário repúdio as drogas, desde as mais simples, como o cigarro e a bebida alcoólica, até as mais graves; daí também o cuidado com a higiene; com a alimentação e os sentimentos equilibrados, enfim, com a saúde do corpo. 
ENTÃO OS ESPÍRITAS NÃO VISITAM  O CEMITÉRIO? Nós espíritas não visitamos os cemitérios, porque homenageamos os “vivos desencarnados” todos os dias.  Mas a posição da Doutrina Espírita, quanto as homenagens (dos não espíritas), prestadas aos "MORTOS" neste Dia de Finados, ao contrário do que geralmente se pensa, é favorável, DESDE QUE SINCERAS E NÃO APENAS CONVENCIONAIS.
Os Espíritos, respondendo a perguntas de Kardec a respeito (em O Livro dos Espíritos), mostraram que os laços de amor existentes entre os que partiram e os que ficaram na Terra justificam esses atos. E declaram que no Dia de Finados os cemitérios ficam repletos de Espíritos que se alegram com a lembrança dos parentes e amigos. Há espíritos que só são lembrados nesta data, por isso, gostam da homenagem; há espíritos que gostariam de serem lembrados no recinto do lar. Porque, se ele desencarnou recentemente e ainda não está perfeitamente adaptado às novas realidades, irá sentir-se pouco à vontade na contemplação de seus despojos carnais; Espíritos com maior entendimento, pedem que usemos o dinheiro das flores em alimento aos pobres. Portanto, usemos o bom senso em nossas homenagens. Com a certeza que ELES VIVEM. E se eles vivem, nós também viveremos. E é nessa certeza que devemos aproveitar integralmente o tempo que estivermos encarnados, nos esforçando para oferecer o melhor de nós em favor da edificação humana. Só assim, teremos um feliz retorno à pátria espiritual. 
 
Fonte: http://grupoallankardec.no.comunidades.net/index.php?pagina=1722324882

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O que nos consome energia



Recebi este texto de uma médium da nossa casa, a Rose, em maio de 2011, que por sua vez o retirou do Blog de Sandra Beck, Terapeuta Vibracional (http://sandrabeckterapeutavibracional.blogspot.com.br/). Decidi postá-lo aqui, porque muitas das pessoas que chegam até nós em busca de auxílio, chegam aqui bastante desvitalizadas, cansadas mesmo, parecendo carregar o mundo nos ombros. Além do passe, que harmoniza e recarrega a energia vital, é importante cuidar desta energia no dia a dia, identificando os fatores de exaustão da mesma e exercitando a reforma íntima. 
Neste texto, as dicas são para que sejam trabalhados fatores internos, mas devemos lembrar que estamos sujeitos também aos externos, que seriam principalmente ambientes e pessoas desarmonizados, que acabam por sugar nossas energias, porém isto só acontece se, internamente, também estamos fora do eixo.
Por isso a importância de ficarmos e nos mantermos bem energeticamente.
Segue o texto:


1. PENSAMENTOS OBCESSIVOS - Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos - mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.

2. SENTIMENTOS TÓXICOS - Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.

3. MAUS HÁBITOS - Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.

4. FUGIR DO PRESENTE - As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: “bons tempos aqueles!”, costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.

5. FALTA DE PERDÃO - Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e a si mesmo, fica ”energeticamente obeso”, carregando fardos passados.

6. MENTIRA- Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.

7. VIVER A VIDA DO OUTRO - Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.

8. BAGUNÇA E PROJETOS INACABADOS - A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro “escape” de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe “diz” inconscientemente: “você não me terminou! Você não me terminou!” Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da terminação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.

9. AFASTAMENTO DA NATUREZA - A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Mensagem de João Caveira


Estava lá fora, sentada, fumando, quando senti a aproximação de um guia espiritual que me acompanha, o Exu João Caveira.
Nossa conversa, apesar de se estender um pouco, foi bem interessante, discutimos acerca do uso do álcool e do fumo na umbanda, tão mal falado por seguidores de outras religiões e mal explicado por nós, médiuns.
Ele se aproximou de mim e eu disse:
- Salve compadre!
- Salve moça!
- Eu vou comprar o uísque que te prometi, mas gostaria de saber se o senhor vai tomar na garrafa.
- Sim, porquê?
- Hum, porque eu acho que não vão deixar o senhor tomar na garrafa, lá no terreiro, o uso do álcool é controlado.
- Sei disso, mas tomarei na garrafa assim mesmo.
- E como o senhor tem tanta certeza disso?
- Simples, eu sou um Exu guardião, trabalho dentro das leis da umbanda, que provêm do Alto, não bebo por vício ou prazer, se eu quisesse apenas beber, seria mais fácil encostar num médium que estivesse no bar, bebendo, e não num terreiro de umbanda, entende?
- Sim. Já que o senhor está por aqui, poderia me explicar um pouco sobre essa questão do uso do álcool e do fumo na umbanda?
- Posso. O álcool é apenas um extrato da planta, pode ser da cana, da uva entre outras plantas, logo, quando estou com o marafo na mão, estou utilizando o elemento vegetal, porém, tendo em vista que a planta se abastece de água, e é composta por água em seu caule e folhas, o álcool tem uma parte do elemento mineral, sendo assim, quando eu estou com meu marafo, estou manipulando duas energias de elementos distintos da natureza, que se fundem e me dão um resultado, o elemento mineral mesclado com o elemento vegetal. Quando incorporado, bebo o marafo para limpar o médium e alterar o seu estado de consciência, fazendo com que ele fique mais disperso e facilite o meu trabalho, quando sirvo ao consulente, serve para descarrego e também para deixá-lo mais à vontade, sabe, parece que não é fácil conversar com exu, o povo fica tenso, então eu uso dessas propriedades para deixá-lo mais tranqüilo e também serve como um contraste pois eu adentro o “interior” do consulente.
- Legal, e o fumo?
- O fumo é feito de uma combinação de ervas. Claro que hoje em dia eles misturam um monte de porcaria, esses fumos industrializados não são muito fortes porque contem mais agentes químicos do que ervas, por isso que se fuma muito. Para manter o charuto aceso ele forma uma brasa certo?
- Certo.
Larvas astrais
- Esse é o elemento ígneo(fogo), e a fumaça que sai é o elemento eólico(ar). Essa combinação dos três elementos: vegetal, ígneo e eólico ajuda a equilibrar a aura do consulente, envolvendo-a como um manto protetor, e também, dissolvem alguns tipos de larvas astrais, miasmas, entre outras funções.
- Mas e…
- Já sei, vai me perguntar onde está o elemento terra não é?
- Pois é…
- O elemento telúrico esta presente o tempo todo, é o único que o guia não pode ficar sem utilizar em uma sessão. Mesmo em terreiros que não se utilizam de álcool e fumo pois encontraram uma outra alternativa para suprir essas necessidades, veja bem, eles se utilizam de outras alternativas, não porque são mais ou menos evoluídos, apenas trabalham diferente, mas nunca poderão deixar de utilizar o elemento telúrico, que está abaixo dos nossos pés, e isso explica porque não se usam calçados nas giras (ou calçados com solado natural, não isolante).
- É verdade.
- A terra é uma ótima condutora de eletricidade, sem perceber, numa combinação de passes, toda a energia é descarregada na terra, mas há também o sentido contrário.
- Como assim?
- Para aquela pessoa que está ansiosa, irritada, o corpo dela está conduzindo eletricidade em demasia, sofrendo diversas descargas elétricas em virtude do desequilíbrio emocional, o passe é dado de forma que essas descargas sejam descarregadas na terra, deixando o consulente mais calmo, tranqüilo e esperançoso. O sentido inverso ocorre quando o consulente está, por exemplo, desanimado, seu corpo produz uma estática, ou seja, há uma ausência total ou quase total de descargas elétricas, dessa forma, é dado um passe ao contrário, ou seja, a terra, por meio de descargas elétricas, provocam essa estática e reanimam o consulente, dando uma sensação de força e fé a ele. Entenda que o corpo também necessita de eletricidade, mas esta não pode ficar ausente totalmente ou em demasia, deve ter uma quantidade certa para que o corpo, a mente e o espírito estejam em equilíbrio.
- Poxa, que interessante.
- É muito simples, não tem muito mistério não. Só vim ver como andam as coisas por aqui, tenho outras coisas a fazer agora, e não vim te cobrar meu uísque. Até mais!
- Até mais compadre! Salve tuas forças.
E ele se foi, me deixando com a cabeça cheia de informações. Parece até que tantas respostas eram até óbvias, mas a gente nem imagina que é tão simples como parece.

Salve todos os Exus!!!

Salve Sr. João Caveira, por sua luz, força e sabedoria!

Axé

(Joyce Gorgoll / Pandora)

domingo, 7 de outubro de 2012

Quando o coração fala [5]



Geralmente sou melhor falando do que escrevendo, mas a Cândida pediu que colocássemos no papel um pouco da nossa história na Casa Pai Joaquim de Cambinda, então vamos lá!!!
Fazem mais de dois anos que entrei pela primeira vez nesta Casa e, como tantos consulentes, fui tratar problemas de “saúde”, que depois vim a descobrir que eram espirituais.
Já havia frequentado centros espíritas e uma casa que trabalha somente com cromoterapia, pêndulos...nunca tinha frequentado uma casa de Umbanda e pela falta de conhecimento e ignorância sempre ficava assustada com algumas situações.
Quando sentei a primeira vez em frente ao Pai Joaquim, senti que muita coisa mudaria em minha vida, só não tinha noção do quanto, e já disse isso a ele. Foi amor a primeira vista, e ele como sempre começou com aquela conversa que muitos conhecemos sobre a espiritualidade, vidas passadas, resgates, mediunidade, incorporação...
E assim o meu tratamento se estendeu por vários sábados. O que eu não percebi no início foi que não era só um tratamento e sim um mini desenvolvimento, pois enquanto me tratava falava sobre protetores, como eles trabalham, sobre como era o trabalho na Umbanda... Até que um dia veio o inevitável convite: - “Nega, o que você acha de começar a desenvolver sua mediunidade?” Antes que eu respondesse, Pai Joaquim já se adiantou e disse: “Não precisa responder agora, pense no assunto”
Minha primeira reação foi nunca mais voltar, pois até então o medo do desconhecido sempre me afastou de outras casas onde a mesma pergunta me foi feita, mas como nada é por acaso (frase que escutamos muito, inclusive), e porque eu já tinha a meu lado um negro muito lindo que é conhecido como Bento (apesar de não ser esse o nome dele, até porque o pai dele fez a bondade de batizá-lo com um nome muito complicado, mas isso também aprendemos, que o nome não é tão importante e sim o trabalho que fazem), depois de meses pensando aceitei entrar para o grupo de estudos e desenvolvimento mediúnico, mas eu disse “é só para conhecer” (doce ilusão).
A cada sábado era uma emoção diferente, uma descoberta diferente. Quando comentei que sempre admirei o Povo Cigano pelos seus mistérios, suas danças, Pai Joaquim chamou uma médium da casa e nesse dia me foi apresentada minha cigana (Constanza). Fiquei muda, não consegui perguntar nada, as perguntas foram feitas pelo próprio Pai Joaquim.
Mas com certeza a maior emoção que senti foi quando Pai Joaquim me contou que o Bento (o Preto que trabalha hoje comigo) e a Clarinha (Cosme) tinham sidos meus filhos em outra vida em épocas diferentes. Saber que o Bento foi meu filho com o Pai Joaquim no início me confundiu, mas depois de algumas explicações entendi e me orgulho muito de ter tidos filhos que hoje me protegem.
Mas se eu for relatar todos os momentos incríveis que vivi nesses dois anos com certeza terei de escrever um livro. Sendo assim escolhi escrever um pouco sobre os meus protetores e o que aprendi e ainda estou aprendendo com todos eles, pois tenho ciência que tenho muito a aprender ainda. 
Hoje vou falar um pouco da Constanza e do Bento, respectivamente, entidades da linha Cigana e dos Pretos Velhos.


CONSTANZA: A primeira vez que senti a presença dessa cigana maravilhosa foi na festa dos ciganos de 2010. Ainda não participava do grupo de desenvolvimento e fui convidada pelo Pai Joaquim para conhecer melhor o Povo Cigano e, óbvio, aceitei na hora. Desde então tenho aprendido muito com ela e descobri por que sou uma pessoa muito intensa em tudo que faço. Entre nós há uma afinidade imensa, com ela aprendi que a vida pode ser vivida com intensidade sim, mas que precisamos ter cuidado para não confundir intensidade com impulsividade. Sempre me mostrou que mesmo com as perseguições sofridas o Povo Cigano nunca se escondeu ou se sentiam vítimas. Viviam um dia de cada vez, pois não sabiam o que estava reservado para eles no dia seguinte. Então à noite dançavam, bebiam, amavam e assim eram felizes. O que ela quis me dizer com isso é para não sofrer por antecipação, por que sofrer hoje com algo que pode nem acontecer amanhã? Ta bem eu sei que nem sempre a ouço como devia, mas como sempre digo nunca é tarde para aprender.
Como é um povo que tem grande conhecimento sobre os mistérios do amor, hoje sei que o amor incondicional e verdadeiro é aquele que liberta, pois quando se ama de verdade queremos ver a pessoa que amamos feliz e não presa, aliás, liberdade é a essência de um cigano, como um grande amigo me disse uma vez “quer matar um cigano, o faça prisioneiro”.
Algo que é inexplicável é a serenidade, suavidade, delicadeza e ao mesmo tempo a força da Constanza, quando dançamos me faz flutuar, como se me tirasse de onde estou e me transportasse para outro plano com uma energia e felicidade incrível.
E se tem algo que temos muito em comum é a paixão pela dança, que pra mim sempre foi sinônimo de liberdade, é um momento que não tenho como descrever, é único, só sinto me envolvo e deixo me levar, é fascinante.
BENTO (Preto Velho, embora se apresente como um negro jovem e forte): Esse tenta e muito me ensinar várias coisas, algumas eu ouço, outras brincamos de fingir, como ele mesmo diz “eu finjo que mando nela e ela finge que me obedece” 
Brincadeiras a parte sei que tenho muito a aprender com ele, mas algumas coisas sei que melhorei. Ele me ensina a paciência, a humildade, que o orgulho em demasia nunca foi um bom conselheiro, sempre me passou para nunca fazer nada a outra pessoa que eu não gostaria que fizessem a mim, aliás, acho que todos os pretos nos dizem isso. Em muitos momentos quando está trabalhando mostra-me que a plantação é livre, mas a colheita é obrigatória.
Sou suspeita em falar dele a quem carinhosamente chamo de minha “pérola negra”, que chegou comigo na primeira vez que entrei na casa, com aquele sorriso lindo, só faltou dizer “ufa consegui trazê-la” 
A primeira vez que recebi o Bento quase morri de dor de cabeça e por não saber o que fazer nem o que falar, e claro o Pai Joaquim riu muito da situação, principalmente quando comentei que o meu protetor era mudo, pois não falava, nunca vou esquecer o que o Pai Joaquim me falou ”filha pra que me serve um preto mudo?” 
Coitado do Bento, ficou mudo por muito tempo, pois eu não deixava falar nada, só sorria, até que ele se cansou de ficar calado e começou a falar e até hoje fala pelos cotovelos.
Como sou curiosa comecei a questionar sobre a vida do Bento, como ele era, desde quando estava comigo, ou seja, questionamentos normais de uma médium não muito normal.


Soube pelo Pai Joaquim que ele está comigo há muito, mas muito tempo, que ambos estamos na Umbanda pela primeira vez e que quando encarnado sempre foi um líder, um exímio capoeirista, sempre lutou contra as torturas e tristezas impostas aos negros, mas como diz o Pai Joaquim, quando desencarnou libertou-se de tudo e hoje é um dos meus protetores. As vezes acho até que ele pensa que é o único protetor que tenho rsrsrs.
No meu batizado ele me disse uma das coisas mais lindas que já ouvi, senão a mais linda. Sempre que lembro esse momento me emociono. Ele disse: “minha preta, um dia você me deu a vida, hoje com certeza  daria a minha por você” 
Sempre falamos que somos suspeitos em falar um do outro, mas há poucos dias outro preto maravilhoso, o Pai João (protetor de outro médium da casa) me falou que o Bento é um exemplo a ser seguido pela sua coragem, pelo homem que foi e pelo que faz hoje no plano espiritual. Não preciso dizer o quanto fiquei orgulhosa do meu negro.
Nunca consegui dizer o que aprendemos, que não é o “meu” preto e sim que é o “preto que trabalha comigo”, e é por um motivo simples, ele é o meu Bento, é assim que nos sentimos um em relação ao outro, ele é meu e eu sou dele, sempre...


Em outra oportunidade conto mais sobre o trabalho com outros protetores maravilhosos, com quem aprendo mais, a cada dia.

Só tenho a agradecer ao Pai Joaquim de Cambinda e demais entidades que trabalham nessa casa maravilhosa que me mostrou um mundo desconhecido e porque não dizer misterioso e que eu aprendi a conhecer e amar.

Agradeço também aos médiuns, irmãos de corrente,  pelos ensinamentos, pelo carinho e pela paciência, porque eu sei que  não é fácil me aturar (até com as entidades eu brigo as vezes). 

Um beijo enorme.

Ana Ramos


Este texto continua no link: http://casapaijoaquimdecambinda.blogspot.com.br/2013/01/quando-o-coracao-fala-5-2-parte.html



quinta-feira, 27 de setembro de 2012

No jardim do céu, brincam as crianças....


Estes dias uma amiga doou para a biblioteca de nossa Casa o livro de Lauro Trevisan, "Porque é que as pessoas felizes são felizes" e, como sempre faço antes de colocá-lo à disposição dos leitores, dei uma lida e me deparei com este texto, que me fez lembrar imediatamente da Falange de Cosme e Damião na Umbanda. 
Guardei com carinho para dividir com vocês neste dia, quando todos os Umbandistas se tornam um pouco crianças também, confraternizando com estes pequenos que enchem o Terreiro de amor e alegria quando chegam.

Dedico especialmente à Mariazinha,  a popular Marsch (apelido que ganhou quando pela primeira vez senti sua vibração numa festa infantil, ao encher a boca de marschmallow, doce que eu definitivamente não gosto).
A maioria das pessoas que a conhecem, provavelmente nem sabem seu nome, pois todos a chamam carinhosamente de Marsh. E quando alguém pergunta o seu nome ela responde, faceira: Mariazinha Marschmallow (adoro!) e ainda explica porquê tem nome e 'sobrenome' !
Só tenho a agradecer a ela por ter reacendido algumas destas velas no meu coração.
Segue o texto, para reflexão de todos os adultos estressados, amargurados, inconformados, que venham participar da nossa festa, neste sábado, 29/9, das 15h às 17h e reaprender a ser feliz! E depois desta experiência, olhem para suas crianças com mais amor, paciência e respeito. Olhem para sua criança interior e permitam que se acendam novamente estas velas.

Segue o texto:

O ser humano nasceu com muitas velas acesas no coração.
Quando era criança, a vela do amor brilhava tanto que as pessoas, ao seu redor, ficavam fascinadas e abraçavam-no e beijavam-no com um carinho inebriante.
Havia também a vela da felicidade, verdadeiro sol resplandecente. Toda a gente exclamava: "Como é belo ser criança!" Um grande sábio, de origem extraplanetária, vendo aquela luz tão bela, proclamou: "É preciso ser como a criança!"
Lá estava, ainda, a arder com uma luz irradiante, a vela da alegria. A luz desta vela celebrava a festa da vida e todos adoravam estar com a criança, que os fazia rir à vontade.
Uma outra vela ocupava um lugar de destaque no seu coração: a vela da fé, que emanava uma luz intensa, quase ofuscante. Com a luz dessa vela, a criança confiava em tudo e em todos.
Não era possível deixar de prestar atenção a uma outra vela de luz aconchegante, que se consumia transmitindo algo transcendental: era a vela da espiritualidade. A sua luz mostrava Deus dentro do seu coração.
Mais para o outro lado do coração, ardia uma vela que recendia um perfume especial. Era a vela da paz, que fazia a criança dormir serenamente e ter o coração tranquilo.

A criança foi crescendo, crescendo mais ainda, com vontade de conquistar a vida e o mundo. Corria veloz pelas ruas, pelos estádios, pelos clubes, pelas escolas; amava sofregamente; trabalhava desmedidamente a fim de acumular bens que acenavam para um futuro abundante. E as velas foram sendo esquecidas.
A vela do amor ficou sufocada pelas desilusões e mágoas e apagou-se. A vela da felicidade não resistiu aos ventos impetuosos. A vela da alegria foi definhando e extinguiu-se. A vela da fé perdeu a sua luz. A vela da espiritualidade foi apagada e substituída pela matéria opaca e rígida. A vela da paz ficou sozinha e não resistiu.
Já maduro, o homem, certa vez, contemplou a sua vida, o seu passado, e percebeu que a sua escuridão interior estava apenas vagamente iluminada por uma velinha abandonada no fundo do coração: a vela da esperança ainda permanecia acesa.
0 homem fixou o olhar naquela vela e a sua mente foi entrando na chama trêmula. De repente, sentiu que a sua vida poderia ter significado. Olhou ao seu redor e viu, com pena, as outras velas apagadas, minguadas, em resignado silêncio. Lembrou-se de como era tudo melhor quando elas iluminavam o seu coração.
Teve, então, uma inspiração. Pegou na vela acesa da esperança e, com ela, acendeu todas as outras. 0 seu coração passou a brilhar novamente.
Desde aquele momento, o homem voltou a ser feliz.
Não importa quantas velas estejam apagadas dentro de si, também não se perturbe se o seu coração jaz na escuridão da vida, sem rumo, descrente de tudo e de todos.
Pegue nessa vela e acenda novamente todas as outras. Você precisa apenas disso para ser feliz. "


Que a energia desta Falange maravilhosa de Cosme e Damião possa envolver a todos e, de modo especial, àqueles que não compreendem, não aceitam e discriminam tanto a nossa fé, utilizando-se de uma coisa tão pura como é a alma de uma criança para semear a discórdia e o medo. Que nosso Pai Maior, assim como todos nós, Umbandistas, tenha piedade e perdoe.

Salve as Crianças!



sábado, 22 de setembro de 2012

Quantas vezes ainda seremos surpreendidos com gratas e emocionantes surpresas?


Nosso irmão de corrente que prefere não se identificar quis dividir conosco as emoções de um dia de trabalho que começou como tantos outros e terminou de uma forma inesperada, como ele mesmo conta a seguir. Mérito dele, que entrou de corpo e alma nesta casa há bem pouco tempo e, sem esperar nada em troca, já recebeu esta benção. Só temos a agradecer por compartilhar:


" Num sábado “normal” de trabalho com a falange dos Pretos Velhos, um pouco antes do encerramento da sessão, o PRETO BENEDITO havia acabado de se despedir, e fui surpreendido com a imensa vontade de dar/ receber um abraço dos Pretos Velhos que por ali ainda estavam. Digo surpreendido porque não tenho o costume de procurá-los neste momento para não atrapalhar o bom andamento dos trabalhos, mas desta vez não me contive.
Ao chegar próximo ao Pai Joaquim de Cambinda fui recebido com aquele abraço carinhoso e caloroso  que todos que já passaram por esta CASA sabem como é. Logo a seu lado, Pai Joaquim de Aruanda, o qual me deu um grande abraço  e logo me disse, com determinação:
- Senta aí nêgo!
Neste exato momento minha intenção era continuar o ciclo do abraço, mas como não atender este chamado. 
Porém,  assim que puxei o toco, soube o que estava por vir e ao ser questionado sobre isso pelo Pai Joaquim de Aruanda, pude responder com toda a certeza que eu sabia o que estava acontecendo.
Foi pedido o auxilio de mais uma médium da Casa para a realização desta tarefa,. Precisávamos  auxiliar nossos irmãos  desencarnados  que ali estavam, com a permissão do PAI MAIOR e necessitados de  realizarem este contato.  Poderíamos até dizer que nada estava diferente do habitual em nossa rotina de trabalho, mas havia algo que logo se revelaria como muito especial para mim.
Então rapidamente o que eu já havia intuído, começou a acontecer. Assim que e a médium ajeitou-se em seu toco, manifestou-se um espírito masculino, que veio  ao meu encontro  para um longo e caloroso abraço fraternal , regado a muitas lágrimas e carinho. 


Além disto, me oportunizou o esclarecimento de muitas coisas que se passaram em minha jornada nesta vida, sendo uma delas permitir que eu soubesse quem era aquele NEGRO que constantemente aparecia em meus sonhos, do qual eu tinha muito medo durante minha infância, e o quanto me auxiliou neste caminho, a superar as dificuldades que a escola da vida nos impõem.
Sou muito grato ao Senhor por me mostrar que a sorte que eu pensava ter, na realidade era  monitorada e zelada pelos seus cuidados.  Foram muitos esclarecimentos em poucas palavras!
Tentei me recompor, pois sentia que algo ainda estava por vir, assim como nossa Irmã, encarregada de permitir estas passagens. Mas não deu tempo, sob o olhar nitidamente emocionado de Pai Joaquim de Aruanda e o largo e afetuoso sorriso de Pai Joaquim de Cambinda estava  lá uma senhora desencarnada a quase 15 anos, e que necessitava de ajuda para sanar suas dores, necessitava de ajuda para seguir seu caminho, necessitava pedir desculpas.
Meu coração tomado de emoção impedia que eu falasse sem chorar, mas respondi que quem precisava ser desculpado era eu mesmo. Aquele choro incontrolável servia como um restaurador de energia para ambos. Mais uma vez poucas palavras e muitos esclarecimentos – além de sinceros pedidos de perdão pelos erros cometidos. Neste momento o meu coração tinha um tamanho muito maior que a capacidade de permanecer dentro do peito. Abraçado a ela pude auxiliá-la a seguir um novo caminho.
Sinceramente, em nenhum momento nesta CASA, nem como Consulente nem como Membro da Corrente, pedi informação sobre como estavam meus pais, já falecidos a tanto tempo. 
Meu pai acabei conhecendo através  deste contato, pois desencarnou antes que eu completasse 4 anos de idade. Digo agora que o conheci, mas hoje percebi que sempre esteve a meu lado.
Minha Mãe falecida há quase 15 anos, com a qual tive um relacionamento um pouco conturbado  em alguns momentos, carecia ainda de auxilio para sanar suas dores e assim foi ajudada a seguir seu novo caminho, e levou com ela todo ressentimento que eu poderia ainda ter.
Hoje entendo o porquê de minha ausência na reunião de desenvolvimento da noite anterior, pois havia percebido estar em uma tarefa junto ao Sr Tranca Rua, em busca de algo ou alguém que naquele momento eu não  conseguia identificar. O meu obrigado a este Senhor do Povo da Rua, por me oportunizar  trabalhar a seu lado neste resgate, que se tornou tão especial para mim.
Obrigado ao Pai Joaquim de Aruanda, por dirigir esta tarefa e retirar as dores de minha mãe que ainda sofria.
Obrigado ao Pai Joaquim de Cambinda  por permitir que nesta CASA isso acontecesse. Minha gratidão eterna por permitir que cada vez que eu transponha este portão para mais uma jornada de trabalho meu coração se encha de orgulho e esperança. Meu muito obrigado por me permitir vestir o branco e fazer parte desta grande família.
E como andam dizendo por ai que “somos uns “bechoqueiros” (menção ao comentário do Jaime na postagem da Rose),
Um grande beijo a todos! "




' Ser um intermediário a serviço do bem , não tem preço! '


De um médium da CASA 


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Quando a gira termina no Terreiro, o trabalho continua no Astral

Essa história foi contada pela Pomba Gira Maria Padilha das 7 Encruzilhadas, que trabalha na egrégora do Centro Espiritualista Caboclo Pery, visando esplicar algumas dinâmicas de trabalho na Umbanda. Os personagens receberam nomes fictícios:

" Carlos se dirige a um Centro de Umbanda aconselhado por um amigo, pois a sua vida está bastante complicada. Sua mãe vive doente, já tendo ido a diversos médicos sem sucesso na cura. O seu pai foi demitido da empresa que trabalhava há mais de 25 anos e vive deprimido e chorando pelos cantos. Ele mesmo desempregado há três anos, vê o seu filho adoecer sem condições de comprar o medicamento. A sua esposa, única ainda empregada, apresenta sérios indícios de fadiga mental e física.
Ao chegar no centro descobre que é dia de consulta com Preto Velho. O seu amigo Cláudio, vai explicando a rotina da casa e como ele deve agir e pedir na hora da consulta.
Chega finalmente a sua vez de se consultar, o seu 
pensamento está coberto de dúvidas, achando que estava chegando ao fundo do poço ao se dirigir a um terreiro de macumba, falar com uma pessoa que nunca viu antes na vida e abrir o seu coração, suas dúvidas e temores. Num primeiro momento acha graça da posição do médium todo curvado e do jeito de falar, não consegue se aquietar, mas o Preto Velho vai aos pouquinhos ministrando alguns passes e por fim Carlos começa a se abrir.
O Preto Velho a tudo ouve, manifestando de tempos em tempos palavras encorajadoras para o aflito Carlos.
Carlos não entende o por que, mas enquanto ele fala, o Preto Velho vai estalando os dedos em volta dele, olha discretamente para o copo d’água ao lado da vela, joga para cima a fumaça de seu cachimbo, e assim vai firmando e passando as informações para os guardiões que pertencem a egrégora da Casa, que através dos Exus de trabalho partem com a velocidade do pensamento para a casa de Carlos.
Em dado momento, o Preto Velho que está “preso” ao corpo carnal do médium e conseqüentemente com sua visão limitada, utiliza alguns elementos magísticos e ritualísticos para proporcionar alívio ao Carlos. 
Diz no final da consulta que irá trabalhar para ele e toda a sua família, dá algumas recomendações sobre como rezar e elevar o pensamento a Deus e se despedem.
Carlos tem alguma sensação de alívio, sente-se mais leve e confiante, mas ao mesmo tempo não acredita que meia dúzia de estalar de dedos vão “resolver” o seu problema... Incrédulo, mas não tão fraco retorna a sua casa sem nem imaginar que a batalha está apenas começando.
O Preto Velho ao ver Carlos se levantar e ir embora sabe que a essa altura toda a egrégora da Casa já está se preparando para a batalha, e, apesar de ainda estar preso ao corpo do médium pelo processo de incorporação, pôde perceber que será grande.
Mas ainda há o que ser feito em terra... Precisa descarregar o seu aparelho e o terreiro. Terminado o saravá ele parte indo se unir com os outros membros da egrégora.
Com o término dos trabalhos, os médiuns começam a ir embora e no Terreiro de Umbanda se faz silêncio. Mas um silêncio apenas aos ouvidos humanos, pois os sons ali emitidos estão numa freqüência diferente dos sons conhecidos nessa Terra.
E os médiuns pensam: “A gira terminou.” Não meus caros, a “gira” está apenas começando.
A egrégora da Casa está reunida dentro do terreiro aguardando o retorno dos Exus de Trabalhos com as informações reais de cada consulta que foi realizada.
Os Exus vão retornando, um a um.
O Mentor da Casa assiste e faz intervenções quanto às deliberações do Alto, e os Chefes de Linha estabelecem o famoso “quem vai fazer o que”. Tudo isso ocorre em ambiente absolutamente harmônico e organizado.
Exus, Caboclos e Pretos Velhos trocam impressões a respeito dos problemas apresentados e deliberam.
Mas, voltando ao nosso amigo Carlos.
(Nesse momento vou dar nomes fictícios também as entidades envolvidas nesse trabalho. Digamos que o Preto Velho que atendeu Carlos chama-se Pai Benedito e o Exu de Trabalho chamado por ele foi Exu Marabô). 
Quando Exu Marabô retorna com as informações a respeito do que encontrou na casa de Carlos, o diálogo que se dá é o seguinte:
Marabô: É, Pai Benedito, a situação lá está bem complicada.
Pai Benedito: Eu já suspeitava. O que você viu?
Marabô: A casa do moço Carlos foi totalmente absorvida por uma rede de energia que tem seres bem grotescos mantendo-a firme. Segui buscando a origem dessa rede e me deparei com uma construção logo acima da casa. 
Adentrando ao recinto vi uma inteligência poderosa por trás disso, mas sem nenhuma relação direta com nenhum dos envolvidos. Buscando entender a “trama” continuei procurando o porque daquilo e encontrei uma mulher bastante dementada, com um aparelho acoplado em sua nuca e pude “ler” seus pensamentos e “sentir” seus desejos que eram de vingança para com o pai carnal do moço Carlos. Vi também que eles ainda não sabem que o moço Carlos veio aqui no terreiro.
Bem, em resumo: A inteligência envolveu essa pobre infeliz e prometendo-lhe “devolver” o pai do moço Carlos pra ela e suga suas energias que é retro-alimentada pelo sentimento de culpa que o pai do moço Carlos tem. Parece que foi uma aventura dele na juventude, só não me preocupei em saber se desta ou de outra vida, pois achei que os dados que tinha já eram suficientes para podermos trabalhar.
Pai Benedito: Sim, sim... Mais do que suficientes! Não estamos aqui para julgar ninguém. Isso cabe ao Pai. 
Bem, nesse caso teremos que destruir essa construção, mas precisamos primeiro recuperar a moça, e já que o pai de Carlos está involuntariamente retro-alimentando a construção, precisaremos de recursos para auxiliar os familiares também.
Assim, Pai Benedito se dirige ao Caboclo Flecha Dourada, responsável pela corrente de desobsessão daquele terreiro e expõe a situação. 
Imediatamente o Caboclo determina que a Pomba Gira Figueira irá utilizar os seus elementos magísticos para que a equipe de resgate da Casa recupere a moça e quem mais tenha condições de tratamento e a “equipe de força” destrua a construção e todos os equipamentos dentro dela. 
Tarefas distribuídas, eles partem para a construção.
Caboclos, Pretos Velhos e Exus guardam uma certa distância da construção e observam a Pomba Gira Figueira assumir uma configuração praticamente transparente. 
Ao chegar perto da construção percebe-se sair de sua boca uma espécie de fumaça enegrecida que começa a tomar conta do ambiente. Logo atrás dela, homens empurram uma espécie de carrinho, que lembram os carrinhos usados em minas de escavação de carvão.
Conforme a Sra. Figueira vai entrando no ambiente tomado por essa fumaça negra, os seres que lá estão caem em profundo sono, sendo resgatados pelos homens e colocados dentro dos carrinhos. A ação dela é rápida. Ninguém percebe a sua presença.
Quando todos são resgatados, a Sra. Figueira começa a manipular a energia dos instrumentos dentro da construção mudando sua forma, plasmando outras energias e transformando os instrumentos em bombas auto-destrutivas.
Finalmente sai da construção e os Exus que compõe a “tropa de choque” ou “equipe de força” passam a detonar a bomba e a destruir a construção e a malha que envolve a construção material na Terra e a prender os seres grotescos que dão sustentação a malha no ponto da construção material.
Caboclos e Pretos Velhos começam a tratar ali mesmo as inteligências retiradas da construção, colocando-os em macas e direcionando aos locais adequados aos tratamentos que irão receber, sob os olhos atentos dos Exus Guardiões, Amparadores e de Trabalho.
Outros partem para a construção material e começam o trabalho individualizado entre os membros da família. Exus fazem o trabalho de limpeza e descarga, resgatando os “perdidos”, para serem encaminhados para os trabalhos de desobsessão da Casa de Umbanda, abrindo espaço e dando condições vibratórias para o trabalho dos Caboclos e Pretos Velhos que é o de inspirar pensamentos de perdão ao pai de Carlos, de esperança no próprio Carlos, saúde e bons eflúvios na esposa e mãe de Carlos. Através de passes magnéticos Caboclos e Pretos Velhos transformam o campo vibratório da casa e cuidam de seus moradores.
Enquanto tudo isso ocorre a casa dorme, e todos são tratados em espírito.
Enquanto isso os médiuns daquele terreiro também dormem em suas casas, mas alguns estão doando ectoplasma, auxiliando nos trabalhos de transmutação energética.
Uns participando ativamente e outros observando e aprendendo, através do processo de desdobramento, assistem a boa parte dos trabalhos.
Após o trabalho realizado o Mentor da Casa sorri.
É claro que todos sabem que de agora em diante é de acordo com o merecimento de cada um, de cada membro dessa família, tudo dependerá do quanto cada um irá lutar para melhorar, mas agora sem as “amarras” ou interferência do Astral Inferior. 
A Umbanda através de uma ação conjunta dos componentes da egrégora de uma Casa de Umbanda pôde proporcionar alívio, conforto e libertação aos membros da família e auxílio aos irmãos perdidos nas trevas da ignorância, do ódio, do rancor, do remorso e da culpa. 
Mesmo que Carlos nunca mais volte ao terreiro para agradecer a melhora, ou que nunca desperte para a ajuda que recebeu, mesmo que o pai de Carlos nunca se perdoe, a Umbanda se fez presente em Caridade e Amor!
LAROYÊ EXU! "