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domingo, 26 de junho de 2011

O Bordado

Nesta última quarta-feira do mês vamos atender com os Pretos Velhos, para não atrapalhar nosso calendário de atendimentos das quartas-feiras.


Reproduzo a seguir um texto que Pai Joaquim sempe me pede para entregar àquelas pessoas que o procuram inconformadas com o rumo que suas vidas estão tomando e não conseguem compreender por que isto acontece:


" Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito.
Eu me sentava no chão, brincando perto dela, e sempre lhe perguntava o que  estava fazendo.
Respondia que estava bordando.
Todo dia eram a mesma pergunta e a mesma resposta.
Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava  sentada e repetia:
"Mãe, o que a senhora está fazendo?"
 Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho  e confuso.
Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns  grossos e outros finos. Eu não entendia nada. Ela sorria, olhava para  baixo e gentilmente me explicava:
"Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo  você e o coloco sentado em meu colo. Deixarei que veja o trabalho da minha  posição."
Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo:

"Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros?"
"Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados?"
"Por que estavam cheios de pontas e nós?"
"Por que não tinham ainda uma forma definida?"
"Por que demorava tanto para fazer aquilo?"
Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou:
"Filho, venha aqui e sente em meu colo."
Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado.
Não podia crer!
Lá de baixo parecia tão confuso!
E de cima vi uma paisagem maravilhosa!
Então minha mãe me disse:
"Filho, de baixo parecia confuso e desordenado porque você não via que na  parte de cima havia um belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da minha  posição, você sabe o que eu estava fazendo."
Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito:
"Pai, o que estás fazendo?"
Ele parece responder:
"Estou bordando a sua vida, filho."
E eu continuo perguntando:
"Mas está tudo tão confuso... Pai, tudo em desordem. Há muitos nós, fatos  ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido. Os fios são tão  escuros. Por que não são mais brilhantes?"
O Pai parece me dizer:
"Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim... e  Eu farei o meu trabalho. Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver  o plano da sua vida da minha posição."
Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas.
As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo.
É que estamos vendo o avesso da vida!
Do outro lado, Deus está bordando...

(texto atribuído ao Prof. Damásio de Jesus, um dos maiores tratadistas do Direito Penal Brasileiro, com incontáveis publicações na área Processual)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

No Garimpo de Mamãe Oxum



Quem entrar nas Águas da Mamãe Oxum à procura de ouro, certamente encontrará.
Não a pepita em si. Encontrará o OURO DE DEUS, que nunca perece e nem se esconde entre cascalhos, mas é capaz de atrair para as nossas vidas todas as Bênçãos da Prosperidade.

Para entrar nessas Águas não é preciso levar e nem ficar girando e girando a bateia, no demorado processo de peneirar, separando o cascalho. 
Para entrar nelas é preciso abrir o coração e as mãos, entregando-se ao Coração Divino da Mãe do Amor e se despojando dos desejos de posse e de controle.
É preciso livrar-se dos apegos, soltar as ilusões, para banhar-se na doçura de mel dessas Águas. 
Quem entra sai um ser renovado, modificado intimamente, renascido, aberto e liberto.
Um ser que olha para as Águas e ali vê o CRIADOR e a Criação, espelhados, unidos, abraçados para toda a eternidade.

As Águas da Mamãe Oxum correm tranquilas nas fontes e rios e descem majestosamente nas cachoeiras, espalhando as Vibrações do Amor Maior por onde passam.
Vão a todos os lugares porque também evaporam e tornam à terra, como gotinhas poderosas no preparo da germinação, concebendo vidas e mais  vidas, como agentes silenciosos da Vida Maior. 

Como bem disse o Poeta GUILHERME ARANTES, numa das mais belas canções da nossa terra, à qual ele denominou “PLANETA ÁGUA”: 


“Água que nasce na fonte
  Serena do mundo
  E que abre
  Profundo grotão
  Água que o sol evapora
  Pro céu vai embora
  Virar nuvens de algodão...”

O Poeta cantou como ninguém, as Águas da Divina Oxum...
E ao contemplar essas Águas, nossos olhos ficam banhados da Compaixão da Mãe Divina.
Ela Se compadece das nossas dores e aflições e nos envolve no Seu Manto, depositando nas gotas d’água o alívio e o conforto que buscamos.

Cada gota que nos toca modifica a nossa alma, o nosso pensar e o nosso querer. 
Já não queremos como antes.
Não nos apegamos tanto a nada e a ninguém.
Começamos a aprender a amar... 
Começamos a nos soltar e a soltar tudo, deixando a Vida fluir livremente em nós e através de nós.
Não nos apossamos de ninguém.
Começamos a compreender o valor da liberdade que somente o Amor pode trazer.
Deixamos ir quem precisa ir...
Deixamos ficar quem precisa ficar... 
Começamos a nos respeitar de verdade.
Começamos a desejar para os outros a mesma Bênção do fluir daquelas Águas, daquelas gotas da Compaixão, daquele bálsamo do Divino Amparo...

Quem poderá almejar maior riqueza?
Quem poderá nos tirar tamanha riqueza?
Salve o OURO e as Águas da Mamãe Oxum! 
Salve o Divino Mel que verte sobre nós, do Coração da Mãe do Amor Maior!  
Salve a Divina Senhora da Concepção!   
(texto de Maria de Fátima)

Oxum aqui no Sul é sincretizada com Nª Sª da Conceição e fazemos nossas homenagens a esta Grande Mãe no dia 8 de dezembro.

sábado, 18 de junho de 2011

Os sete sorrisos de um Preto Velho

Circula a bastante tempo na internet um texto chamado "As sete lágrimas de um Preto Velho".

Recebi este de um amigo, mas sem menção ao autor. Se alguém souber, me avise para que possa dar o devido crédito:


O Primeiro sorriso é pelo médium que está sempre zelando por sua conduta e equilíbrio espiritual; quando um Preto Velho ou outra entidade chega ao terreiro, o mesmo trata com tamanho carinho.

O Segundo sorriso é pelas crianças carnais que em muitas ocasiões estão presentes nas giras, enchendo o ambiente de alegria, amor e muito carinho.

O Terceiro sorriso é pelos médiuns que estão dispostos a ajudar e zelar pela casa de nosso Pai, que chegam cedo para ajudar; os que vem fora dos dias de trabalho para organizar a casa pela sua própria vontade e que, muitas das vezes, são os primeiros a chegarem nas giras e os últimos a sairem também.

O Quarto sorriso é pela assistência, quando olham para ela e veem através de seus olhares, humildade, solidariedade, igualdade e vontade de receber a caridade, pois estes olhares são de sentimentos que brotam em seus corações.

 O Quinto sorriso é pelo consulente que vem até junto de nós e fala: HOJE, MEU PRETO VELHO, NÃO VIM PARA PEDIR E SIM PARA AGRADECER A NOSSO PAI OXALÁ POR TUDO QUE RECEBI.

O Sexto sorriso é pelo zelo que o dirigente tem por nossa mãe UMBANDA e pelos seus irmãos. E muitas vezes, por sua tamanha humildade, não sabem a tamanha referência que é.

O Sétimo sorriso é por agradecimento aos Orixás, pois por intermédio deles nosso Zambi concede maior oportunidade de poderem praticar a caridade e elevarem-se na espiritualidade.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

13 de Junho: Salve todo o Povo da Rua!


                      Alupo, Exu!          Alupo, Gira!

Exu Caveira e Pomba Gira 7 Saias

Esta é uma das formas com as quais se cumprimenta Exu e Pomba Gira e a que usamos nesta casa.
Dia 13 de Junho foi o dia escolhido para homenagear esta falange, pois no sincretismo Cristão Exu foi associado à Imagem de Santo Antônio, embora pejorativamente também tenha sido associado à imagem do Demônio, o que demonstra ignorância e preconceito de quem o faz.

Neste dia, que não é só de homenagens, mas também e principalmente de agradecimento ao povo da rua, nossos queridos Exus e Pombas Giras, queremos agradecer também ao Senhor, nosso Pai, por criar esta falange tão próxima de nós, tão afim às nossas energias, pois é desta forma que eles conseguem nos ajudar em nossas dificuldades materiais.

Sabemos do valor e da importância deste povo guardião e por isto mesmo, pedimos muita luz para aqueles que almejam a evolução e muita força e proteção para aqueles que desejam permanecer nesta falange.

Permita ainda Senhor, que com a ajuda deste povo, possamos, todos nós, chegar cada vez mais perto da sua luz.

Que Assim Seja!

 
Alupo, Exu Caveira, responsável pelos Exus que trabalham nesta Casa!

Alupo Pomba Gira 7 Saias, sua companheira inseparável!

Alupo todos Exus e Pombas Giras!

Fica aqui nossa Homenagem!
 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Conselho de Preta Velha

Posto a seguir, parte de um texto de autor desconhecido (pelo menos para mim), chamado "Os Bastidores da Umbanda", que demonstra toda a sabedoria dos Pretos Velhos:

" Vovó Maria Redonda, espírito portador de grande sabedoria e humildade, apresentando-se no terreiro com o corpo astral de negra velha de pequena estatura, com roupas simples e alvas, cuja saia comprida e larga era coberta por um avental onde um bolso era recheado de ervas e patuás, tinha uma maneira simplista e diplomática de fazer com que os filhos entendessem que eles próprios eram seus médicos curadores:

- Minha mãe, acho que estou sendo vítima de "trabalho feito" pela minha ex mulher...

Sorrindo e com linguagem peculiar, segurava com firmeza as mãos do moço passando-lhe com isso confiança e com a voz recheada de afeto respondia:

Negra velha vai explicar para que o filho entenda:


- Quando sua casa está totalmente fechada, fica escura e nada pode entrar, às vezes nem a poeira. Não é isso?
Quando o filho abre as janelas e portas, a luz do sol entra invadindo todos os cantos, mas podem entrar também as moscas, baratas, formigas e até os ladrões, não é?
Para a sujeira e os bichos, o filho pode usar a vassoura, para os ladrões a lei, a segurança.
E para a luz do sol?

Ah, essa filho, fica ali iluminando até que o filho feche toda a casa outra vez.
Assim também é a nossa casa interna; quando nos fechamos para a vida, para o trabalho, ficamos no escuro e ao nos abrirmos, deixamos a luz entrar, mas ficamos sujeitos a todas as outras energias que estão ao nosso redor.
Mas como acontece na casa material, onde não houver os atrativos da sujeira e do lixo, os insetos não se aproximam.
Se estivermos equilibrados, sem raiva, mágoa, ciúmes, vícios e todos esses lixos que os filhos buscam na matéria, nada nem ninguém consegue afetar nossa energia, nossa vida. Só o sol permanece no coração de quem procura manter-se limpo.

Negra velha sabe que esse mundão está de cabeça para baixo.

No lado material os filhos andam desarvorados pela dificuldade de sustento de suas famílias, quando não, em busca de supérfluos.
Mas mesmo assim, é preciso lembrar aos filhos, que embora estejam na matéria e sujeitos a ela, a vida real está no espírito imortal.

É preciso dar mais atenção, senão prioridade, à essência em detrimento do restante, para que possa haver o equilíbrio dos elementos inerentes à vida, na sua totalidade.

O mal que é enviado aos filhos, só vai instalar-se se encontrar no endereço vibratório, ambiente adequado.

Sem contar que o medo é porta aberta - e atrativo - para a entrada do desequilíbrio.
O medo é sentimento muito usado pelas energias do astral inferior, uma vez que fragiliza o corpo emocional facilitando sua atuação mórbida.

Por outro lado, negra velha pergunta para o filho:
- Se a desordem não houvesse se instalado, por acaso o filho estaria aqui, sentado no chão, em frente à preta velha, buscando humildemente ajuda espiritual? Nem sempre o que nos parece mal, é tão prejudicial assim. Pode ser o remédio adequado para o momento, ou talvez a estremecida necessária no corpo astral dos filhos, para que a ordem possa reinstalar-se.

As trevas, meu filho, estão vinte e quatro horas de plantão. E os filhos, acaso estão?

Não adianta orar e não vigiar, pois o pensamento é energia e com ele nos adequamos ao campo energético que quisermos. "

Salve todos os Pretos e Pretas Velhas que, humildemente, trazem o consolo e o entendimento a todos os filhos e filhas que buscam na sua sabedoria um norte para sua vida.


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Saúde e doença, pela ótica espiritual - Depressão

Doença e saúde se referem ao estado em que se encontram as pessoas e não ao estado de órgãos ou partes do corpo.
O corpo físico nunca está só doente ou só saudável, já que nele se expressam realmente as informações da consciência.
O corpo de um ser humano vivo deve seu funcionamento ao espírito que o habita.
Quando as várias funções corporais se desenvolvem em conjunto dentro de uma harmonia, ele se encontra num estado que denominamos de saúde.
Se uma função falha, ela compromete a harmonia do todo e então falamos que ele se encontra em um estado de doença. A doença é a perda relativa da harmonia.

Origem da desarmonia no corpo espiritual:

Sabemos todos que o corpo espiritual:

- É preexistente e sobrevivente à morte do corpo material, transmitindo suas vontades ao corpo físico e as impressões do corpo físico ao espírito;
- Que o envoltório carnal se modela e as células se agrupam de acordo com a forma espiritual;
- Que as qualidades ou defeitos, faltas, abusos e vícios de existências passadas registrados no espírito reaparecem no corpo físico como enfermidades e moléstias.

Inúmeras almas já renascem “adoecidas”, ou seja, com os componentes psíquicos enfermiços. Em grande parte dos casos o componente inicial dessa enfermidade é a falta de auto-amor.

O amar a si mesmo ainda é uma lição que todos temos que aprender. Muitas reencarnações têm como objetivo precípuo restabelecer o desejo de viver e recuperar a alegria de sentir-se em paz.

Uma conseqüência da falta do auto-amor é a depressão.

Como se pode conceituar depressão à luz do conhecimento espiritual?

Depressão é cansaço de viver, é não aceitar a vida como ela é.
É a “doença prisão” que cassa a liberdade da criatura rebelde, viciada em ter seus caprichos atendidos.
É uma intimação de leis da vida convocando a alma a mudanças inadiáveis.
Em tese, depressão é a reação da alma que não aceitou sua realidade pessoal como ela é estabelecendo um desajuste interior que a incapacita para viver plenamente.
No capítulo “Receituário oportuno” do livro “Escutando os Sentimentos” de Wanderley S. de Oliveira, Ermance Dufaux nos diz ser necessário ingerir três medicações com freqüência:

1. Acreditar que merece a felicidade, assim como todos os seres humanos (ser feliz é contentar-se com o que se é, sem que isso signifique estacionar; é o amor a si);

2. Parar de encontrar motivos externos para suas dores, encontrando-lhes as causas íntimas (dentro de cada um está a cura para todos os seus males);

3. Parar de pensar em felicidade para depois da morte e tentar ser feliz ainda em vida (a felicidade resulta da habilidade de consolidar o sentido da vida a partir do “olhar de impermanência”).

(texto de José Carlos Jotz, Médico Homeopata)



sexta-feira, 3 de junho de 2011

Xangô, Kaô Kabecile!

Xangô é a divindade que rege o fogo, o trovão, os raios.
Pode, através da sua justiça, dispensar favores, movendo favoravelmente ventos, raios, trovões para nos defender e para ganharmos causas.
A sua Lei é como a rocha: dura, justa, cega...
Portanto, devemos pensar duas vezes antes de batermos a mão, a cabeça e clamarmos por justiça, pois se a nossa demanda for justa ele nos amparará e se não for aos rigores de sua lei seremos chamados e o seu raio de correção virá para cima de nós mesmos. Então quando nos sentirmos injustiçados, devemos pedir que Xangô nos esclareça e se estivermos certos então que ele esclareça a outra parte e se esta não ouvir então não precisamos nem pedir, que a lei de ação e reação é automática e se cumprirá a justiça de Xangô em nossas vidas.
O santuário natural, sagrado, ponto de força e habitat, é no alto de uma pedreira ou na cachoeira.
Na pedreira, com Iansã, Xangô nos traz o arrojo, a determinação, a fortaleza, a segurança, a firmeza e a sustentação.
Na cachoeira, junto com Oxum, nos purifica, nos energiza, nos dá vida, vigor, saúde e inteligência.
Xangô é o Senhor das Almas, cujo atributo é a sabedoria a fim de exercer a Justiça Divina, aferindo em sua balança todas as almas.
Através da manipulação do elemento fogo, Xangô, mais do que fazer cumprir a lei kármica para todos os seres viventes, ilumina o caminho a ser seguido, bem como ajuda a libertar dos grilhões milenares dos enganos que escravizam a consciência. 

No sincretismo associou-se o Xangô das Pedreiras a São Jerônimo (Xangô Velho), aquele que amansa o leão e que tem o poder da escrita e o livro onde escreve na pedra suas leis e seus julgamentos. Protetor dos intelectuais, dos magistrados.
Já na cachoeira o sincretismo foi com São João Batista, por causa do batismo de Jesus, de lavar a cabeça na água doce para se purificar.
Com o poder do fogo de Xangô é queimado, destruído tudo o que é de ruim e ocorre a transmutação trazendo tudo o que é de bom, todo o bem possível, de acordo com o nosso merecimento. Isso é o que pedimos nas fogueiras do mês de junho.  
Tudo o que é ligado a trabalhos e pedidos de estudos, à cabeça, papéis, entregamos a linha de Xangô.
Xangô é o grande Rei, poderoso, autoritário, porém que tem compaixão e é justo. Xangô tem autoridade é valente, mas tem um grande e bom coração. O seu machado é o simbolo da imparcialidade.
Xangô, sincretizado com São João Batista, é também o patrono da linha do oriente, na qual se manifestam espíritos mestres em ciência ocultas, astrologia, quiromancia, numerologia, cartomancia.



Temos ainda, na Umbanda, Xangô Jovem (Aganjú), sincretizado com São Miguel, como uma qualidade de Xangô enquanto dono das leis e das escritas e padroeiro dos intelectuais, em contraste com Xangô Agodô (o Xangô mais velho, ou o Xangô propriamente dito), que é principalmente o Orixá da justiça e do equilíbrio.

(baseado em texto retirado do blog http://vodunabeyemanja.blogspot.com/)