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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Salve, Salve essa Nêga! (parte II) - Como tudo começou

“... Se queres partir ir embora
Me olha da onde estiver
Que eu vou te mostrar que eu to pronta
Me colha madura do pé...”

A sessão iria começar em poucos minutos. Sentei na primeira fila, pois estava ansiosa demais e não queria perder nenhum detalhe do que iria acontecer ali.
Na sexta-feira, um dia antes de chegar a casa, fui orientada pelos mentores a ler o livro “Tambores de Angola” do Robson Pinheiro, pelo espírito Ângelo Inácio – quando me refiro a ser orientada, quero dizer que é através da intuição – não cheguei a comprar o livro, li ali mesmo, na livraria, não lembro bem quantas páginas tem o livro, sei que são muitas, mas li em uma tarde. Fiquei maravilhada! 
Que religião é essa, meu Deus? Fui a tantos lugares, procurei tanto e nunca encontrei um lugar assim? Quero conhecer essa Umbanda!
Como as “vozes” me acompanhavam há alguns meses - já estávamos meio que “íntimos” - volta e meia fazia alguns testes para saber se elas (as vozes) existiam mesmo; que isso era coisa da minha cabeça, disso não tinha dúvidas, porque só eu as ouvia, mas se o que me diziam estava certo, aí eram “outros quinhentos”! 
Nesse dia fui mais longe e, ao invés de perguntas e respostas, lancei um desafio - auanta petulância a minha! -Então tá, já que “vocês” estão o tempo todo me dizendo o que devo fazer e eu sigo todas as suas orientações, praticamente sem questionar, desafio vocês a “aparecer” para que eu possa entender, ou pelo menos aceitar que isso que está acontecendo comigo é real e que não estou ficando louca.
Saí da livraria e voltei para casa. Nesse dia estava sozinha, pois o meu marido estava fora do Brasil há quase três meses e a minha filha tinha ido passar o final de semana com os irmãos. Ah! Esqueci de dizer que uma das ferramentas que eles utilizavam nas “aulas” era a internet! Sim, eles são muito mais atualizados do imaginamos! 
Me orientavam a pesquisar no “aparelhinho” (no meu caso, o celular com o qual acessava a internet), que muitas das respostas estariam lá. 
Então, disseram duas palavras para a pesquisa: “Pretos Velhos”
Pretos Velhos, como assim? Fiquei intrigada, mas como não costumo questionar as ordens dos meus 'professores', lá fui eu pesquisar. Achei um monte de coisa no Google e nada fazia sentido.  
Assim não dá! Preciso de mais informação. 
“Sábado” - disseram – Ok. Melhorou um pouco! - coloquei na barra de pesquisa: sábado - pretos –velhos. E dessa vez, sabe o que apareceu?

Porque é sábado!
Me dei conta que sábado era no dia seguinte. Então, precisava encontrar o endereço ou telefone desse lugar. 
Passei a noite pesquisando sobre a “Casa”, li o blog do início ao fim e descobri, para a minha alegria, que a “casa” ficava em Porto Alegre! E também foi só. Essa era a única informação sobre a localização da casa. 
E agora? Como vou chegar lá? E, mais uma vez, a “voz” disse que ficasse calma, que no dia seguinte as coisas iam ficar mais claras. 
Foi difícil dormir naquela noite. 
No dia seguinte acordei cedo e decidida, mas ansiosa, porque ainda não tinha o endereço. Falei com meu marido pelo skype por um tempo mais curto que o habitual, pois tinha um compromisso inadiável naquele dia e não poderia me atrasar. 
E o endereço? Até aquele momento, nada! Pesquisei mais um pouco e descobri que ficava no bairro Sarandi. Ufa! Já era mais uma pista! Mas o Sarandi é imenso! E agora? 
– “O ônibus. Pega o ônibus” – Ãh? E faço o quê, turismo? Vou andar de um lado para o outro dentro do bairro? 
“Alguém vai te ajudar, confia.” 
E foi o que fiz, entrei no ônibus, sentei e rezei.  Seja o que Deus quiser! Minha mãe costuma dizer que “tem que crer se quiser ver” e foi o que fiz.
Tem outro detalhe que não revelei a vocês: meu marido não tinha nem ideia do que se passava comigo! Ele estava em Portugal e, embora nos falássemos com muita freqüência e várias vezes ao dia, não tinha coragem de relatar a ele que mantinha contato com “mentores espirituais”.  Ele estava do outro lado do oceano cheio de problemas, não queria colocar mais um em sua lista.
Para garantir, peguei um caderno que costumava escrever e passei a relatar tudo o que acontecia comigo, cada pensamento estava escrito ali. Se caso estivesse entrando em um processo depressivo ou seja lá o que for, estava tudo registrado no caderninho. Esse processo de comunicação intensa durou quase quatro meses. Começou algumas semanas depois que meu marido foi viajar e terminou quando, finalmente, consegui chegar na “Casa”.


(continua...na próxima postagem, última parte)

Texto de Márcia Souza

http://marciaholi.blogspot.com.br/

Leia a primeira parte desta história no link:





quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Quando o coração fala [6]

Esta semana o Ricardo e eu estávamos conversando sobre o tamanho da responsabilidade que temos e que não dimensionamos, claro, sobre a vida das pessoas que vem a esta Casa.
Conversando com um casal que aqui vem regularmente, tive a idéia de pedir a ela, a esposa, que escrevesse sobre a relação deles com a Casa, como chegaram até nós, enfim, contassem a sua história, para que eu publicasse aqui no Blog. E saiu esta maravilha, que vou publicar em capítulos, porque é um pouco longo (e isto que é só a parte dela, ainda estou aguardando o texto dele, o marido), mas que vale à pena.
Obrigada, Márcia, pelo lindo texto! E vamos a ele:


Salve, Salve Essa Nêga! (Parte I)

 “De todo o amor que eu tenho
Metade foi tu que me deu
Salvando minh'alma da vida
Sorrindo e fazendo o meu eu...”
Era sábado, dia de “Pretos velhos”.
E lá fui eu em direção a “não sei onde”, com uma única certeza na mente: que deveria ir. Naquele momento não parecia fazer sentido questionar, seguir em frente era a única atitude que me ocorria. 
Mas ir para onde, se nem um endereço eu tinha? 
E aquela voz, insistindo em me lembrar: “Hoje é dia de pretos velhos”. 
E lá fui eu, sozinha (ou pelo menos achava que estava) seguindo as poucas pistas que me eram dadas mentalmente – Sim, eu ouvia vozes! - Peguei o ônibus em direção ao bairro Sarandi, na Zona Norte de Porto Alegre, que aliás conhecia muito pouco, para não dizer que desconhecia totalmente, acho que fui uma única vez para aqueles lados – Disseram-me que ficasse calma que tudo daria certo, que alguém me ajudaria a chegar.
O ônibus rodou por quase uma hora e nada do “sei lá quem” que “eles” disseram que iria me ajudar. 
Na entrada do bairro havia um ônibus parado com problemas mecânicos e todos os passageiros foram obrigados a trocar para o ônibus em que eu estava. Eis que entra uma senhora, se dirige ao cobrador e pergunta: 
“O senhor me avisa quando chegar na Rua 21 de Abril, na esquina da farmácia?” 
Pensei que só poderia ser ela!  Apressei-me em perguntar se poderia acompanhá-la, pois ia para o mesmo lugar. Não tinha nada a perder, àquela altura achava que nem a sanidade eu tinha mais, então perderia o quê?  
Não tem aquele ditado que diz que “qualquer caminho serve para quem está perdido?” Então? O máximo que poderia acontecer era chegar a lugar nenhum e ter que voltar de onde comecei. 
Desembarcamos e ela me perguntou se iria na “casa” também. 
- “Claro! - respondi - Também tô indo na “casa”! - completei. 
- “Então vamos juntas. Essa é minha primeira vez!”, comentou a senhora. 
- “É a minha também” pensei, ainda sem saber o que significava “a casa”. 
Caminhamos menos de meia quadra e lá estávamos em frente a uma casa pintada de verde bem clarinho.
O que estava acontecendo comigo? Por que vim parar nesse lugar? Quem são essas pessoas? Não importa, o lugar é lindo e vou entrar, pensei. Estava meio tonta, ainda atordoada com tudo que estava acontecendo.
A única certeza que tinha, naquele momento, era de que estava, exatamente, onde deveria estar: Na Casa de Pai Joaquim de Cambinda.
Para a minha surpresa, não havia “surpresa”! 
Era como se o “plano” estivesse, apenas, se concretizando.
E de repente, tudo começou a fazer sentido: as vozes que durante meses me passavam ensinamentos – que mais tarde vim a compreender que eram meus mentores - os livros que li antes de chegar a casa, os sonhos que pareciam tão reais, as pessoas da casa, as músicas e “a música”. 
Tudo, tudo começou a fazer sentido...

(continua...)

Texto de Márcia Souza 

http://marciaholi.blogspot.com.br/

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Atuação dos Espíritos junto aos Evangélicos

Depois de algum tempo afastada (e algumas cobranças de leitores assíduos rsrsrsrs), estou de volta ao Blog.
Tenho publicado muitos textos no grupo Casa Pai Joaquim de Cambinda do Facebook (https://www.facebook.com/groups/465703210154506/) , alguns comentários sobre livros que li ou estou querendo ler, e pensei que o tempo que dedico lá, posso voltar a dedicar aqui, não é mesmo? 
E vou começar falando de livros com teor espiritualista, não necessariamente Umbandista, já que a Umbanda que praticamos em nossa Casa usa o Evangelho Segundo o Espiritismo como guia e não tem preconceito algum com qualquer religião, nem mesmo a Evangélica, tão criticada por aí.
Já ouvi muito Pai Joaquim contar sobre sua atuação em Igrejas Evangélicas, quando solicitado.

Pois eis que o último livro que li, na verdade devorei, porque foram 277 páginas em menos de 48 horas (para isso servem os finais de semana chuvosos), nos conta como os espíritos atuam nestas Igrejas, nos cultos, junto a pastores e fiéis. Trata-se do livro "Encontro com a Vida", de Robson Pinheiro, pelo espírito Ângelo Inácio. Sim, o mesmo Robson, tão criticado, eu diria até execrado pelos espíritas e umbandistas quando do lançamento de seu primeiro livro, Tambores de Angola.
Alguns afirmam que Umbanda se aprende no Terreiro e não nos livros.
Concordo, mas atualmente as coisas estão acontecendo em tamanha velocidade, que nem nós, que estamos com as entidades quatro vezes por semana conseguimos obter deles todos os ensinamentos disponíveis e necessário. Imaginem então os frequentadores.
O estudo é válido sim, porém com filtro e sempre questionando e levando as dúvidas para serem esclarecidas pelos nossos guias.
Agora, falando sobre alguns temas abordados pelo livro:
  • Assédio espiritual aos usuários de drogas: relata o quanto os espíritos amparadores são limitados no auxílio quando o usuário já está bastante comprometido e, mesmo com as limitações advindas do livre arbítrio, encontram uma maneira de ajudar
  • Transmutação de vales de sombra em colônias de socorro: descreve a tecnologia avançada que os espíritos utilizam para isso.
  • Explicação de como é o 'céu' dos evangélicos, ou seja, para onde vão os espíritos dos seres de crença evangélica quando desencarnam e o que acontece lá.
  • Reencarnação: como é feito o planejamento reencarnatório de um espírito que irá renascer de uma mãe portadora do HIV, as técnicas utilizadas para que o bebê não nasça com o vírus, já que a doença não faz parte do seu resgate.
  • Bebês prematuros: uma situação que aparentemente parece ser um grande problema, na verdade é uma maneira do mundo espiritual acelerar o processo de nascimento para que não se perca a oportunidade de um bebê reencarnar dentro do seu planejamento de volta à carne.
  • O poder da prece: principalmente quando se trata da prece de uma mãe, intercedendo por uma filha completamente perdida no mundo das drogas. O livro relata como a oração se transforma em energia e alcança as esferas superiores, mobilizando espíritos abnegados e prontos ao auxílio.
É considerado um romance espírita, porém recheado de ensinamentos, cujo enredo é utilizado apenas para deixar o livro mais leve, menos didático e mais atrativo, principalmente para os que não gostam muito de ler e/ou estudar (que não é o meu caso, claro).

Boa leitura para quem quer entender um pouco mais sobre como as coisas funcionam realmente do lado de lá. Este entendimento, nos ajuda a compreender e respeitar os diferentes, ao invés de julgar e condenar.


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Luiza, luz, esperança, amor incondicional

Oi, pessoal! 

Preciso justificar minha ausência por aqui, mas garanto que é por um motivo mais que justo.No dia 3 de julho passado, Deus nos enviou um anjinho, chamado Luiza, que mudou nossa rotina por aqui.Para melhor, é claro, porque quando ela nos olha com seus olhinhos tão expressivos, nos derretemos e esquecemos toda e qualquer dificuldade que possa estar na volta.Luiza é luz, é esperança, é amor incondicional.Só temos a agradecer a nossa filha Débora e nosso genro, Gabriel, por nos proporcionar tamanha alegria.Mais adaptada aos novos tempos, estou de volta, e logo darei continuidade às postagens.


Fiquem na paz de Oxalá!