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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

No jardim do céu, brincam as crianças....


Estes dias uma amiga doou para a biblioteca de nossa Casa o livro de Lauro Trevisan, "Porque é que as pessoas felizes são felizes" e, como sempre faço antes de colocá-lo à disposição dos leitores, dei uma lida e me deparei com este texto, que me fez lembrar imediatamente da Falange de Cosme e Damião na Umbanda. 
Guardei com carinho para dividir com vocês neste dia, quando todos os Umbandistas se tornam um pouco crianças também, confraternizando com estes pequenos que enchem o Terreiro de amor e alegria quando chegam.

Dedico especialmente à Mariazinha,  a popular Marsch (apelido que ganhou quando pela primeira vez senti sua vibração numa festa infantil, ao encher a boca de marschmallow, doce que eu definitivamente não gosto).
A maioria das pessoas que a conhecem, provavelmente nem sabem seu nome, pois todos a chamam carinhosamente de Marsh. E quando alguém pergunta o seu nome ela responde, faceira: Mariazinha Marschmallow (adoro!) e ainda explica porquê tem nome e 'sobrenome' !
Só tenho a agradecer a ela por ter reacendido algumas destas velas no meu coração.
Segue o texto, para reflexão de todos os adultos estressados, amargurados, inconformados, que venham participar da nossa festa, neste sábado, 29/9, das 15h às 17h e reaprender a ser feliz! E depois desta experiência, olhem para suas crianças com mais amor, paciência e respeito. Olhem para sua criança interior e permitam que se acendam novamente estas velas.

Segue o texto:

O ser humano nasceu com muitas velas acesas no coração.
Quando era criança, a vela do amor brilhava tanto que as pessoas, ao seu redor, ficavam fascinadas e abraçavam-no e beijavam-no com um carinho inebriante.
Havia também a vela da felicidade, verdadeiro sol resplandecente. Toda a gente exclamava: "Como é belo ser criança!" Um grande sábio, de origem extraplanetária, vendo aquela luz tão bela, proclamou: "É preciso ser como a criança!"
Lá estava, ainda, a arder com uma luz irradiante, a vela da alegria. A luz desta vela celebrava a festa da vida e todos adoravam estar com a criança, que os fazia rir à vontade.
Uma outra vela ocupava um lugar de destaque no seu coração: a vela da fé, que emanava uma luz intensa, quase ofuscante. Com a luz dessa vela, a criança confiava em tudo e em todos.
Não era possível deixar de prestar atenção a uma outra vela de luz aconchegante, que se consumia transmitindo algo transcendental: era a vela da espiritualidade. A sua luz mostrava Deus dentro do seu coração.
Mais para o outro lado do coração, ardia uma vela que recendia um perfume especial. Era a vela da paz, que fazia a criança dormir serenamente e ter o coração tranquilo.

A criança foi crescendo, crescendo mais ainda, com vontade de conquistar a vida e o mundo. Corria veloz pelas ruas, pelos estádios, pelos clubes, pelas escolas; amava sofregamente; trabalhava desmedidamente a fim de acumular bens que acenavam para um futuro abundante. E as velas foram sendo esquecidas.
A vela do amor ficou sufocada pelas desilusões e mágoas e apagou-se. A vela da felicidade não resistiu aos ventos impetuosos. A vela da alegria foi definhando e extinguiu-se. A vela da fé perdeu a sua luz. A vela da espiritualidade foi apagada e substituída pela matéria opaca e rígida. A vela da paz ficou sozinha e não resistiu.
Já maduro, o homem, certa vez, contemplou a sua vida, o seu passado, e percebeu que a sua escuridão interior estava apenas vagamente iluminada por uma velinha abandonada no fundo do coração: a vela da esperança ainda permanecia acesa.
0 homem fixou o olhar naquela vela e a sua mente foi entrando na chama trêmula. De repente, sentiu que a sua vida poderia ter significado. Olhou ao seu redor e viu, com pena, as outras velas apagadas, minguadas, em resignado silêncio. Lembrou-se de como era tudo melhor quando elas iluminavam o seu coração.
Teve, então, uma inspiração. Pegou na vela acesa da esperança e, com ela, acendeu todas as outras. 0 seu coração passou a brilhar novamente.
Desde aquele momento, o homem voltou a ser feliz.
Não importa quantas velas estejam apagadas dentro de si, também não se perturbe se o seu coração jaz na escuridão da vida, sem rumo, descrente de tudo e de todos.
Pegue nessa vela e acenda novamente todas as outras. Você precisa apenas disso para ser feliz. "


Que a energia desta Falange maravilhosa de Cosme e Damião possa envolver a todos e, de modo especial, àqueles que não compreendem, não aceitam e discriminam tanto a nossa fé, utilizando-se de uma coisa tão pura como é a alma de uma criança para semear a discórdia e o medo. Que nosso Pai Maior, assim como todos nós, Umbandistas, tenha piedade e perdoe.

Salve as Crianças!



sábado, 22 de setembro de 2012

Quantas vezes ainda seremos surpreendidos com gratas e emocionantes surpresas?


Nosso irmão de corrente que prefere não se identificar quis dividir conosco as emoções de um dia de trabalho que começou como tantos outros e terminou de uma forma inesperada, como ele mesmo conta a seguir. Mérito dele, que entrou de corpo e alma nesta casa há bem pouco tempo e, sem esperar nada em troca, já recebeu esta benção. Só temos a agradecer por compartilhar:


" Num sábado “normal” de trabalho com a falange dos Pretos Velhos, um pouco antes do encerramento da sessão, o PRETO BENEDITO havia acabado de se despedir, e fui surpreendido com a imensa vontade de dar/ receber um abraço dos Pretos Velhos que por ali ainda estavam. Digo surpreendido porque não tenho o costume de procurá-los neste momento para não atrapalhar o bom andamento dos trabalhos, mas desta vez não me contive.
Ao chegar próximo ao Pai Joaquim de Cambinda fui recebido com aquele abraço carinhoso e caloroso  que todos que já passaram por esta CASA sabem como é. Logo a seu lado, Pai Joaquim de Aruanda, o qual me deu um grande abraço  e logo me disse, com determinação:
- Senta aí nêgo!
Neste exato momento minha intenção era continuar o ciclo do abraço, mas como não atender este chamado. 
Porém,  assim que puxei o toco, soube o que estava por vir e ao ser questionado sobre isso pelo Pai Joaquim de Aruanda, pude responder com toda a certeza que eu sabia o que estava acontecendo.
Foi pedido o auxilio de mais uma médium da Casa para a realização desta tarefa,. Precisávamos  auxiliar nossos irmãos  desencarnados  que ali estavam, com a permissão do PAI MAIOR e necessitados de  realizarem este contato.  Poderíamos até dizer que nada estava diferente do habitual em nossa rotina de trabalho, mas havia algo que logo se revelaria como muito especial para mim.
Então rapidamente o que eu já havia intuído, começou a acontecer. Assim que e a médium ajeitou-se em seu toco, manifestou-se um espírito masculino, que veio  ao meu encontro  para um longo e caloroso abraço fraternal , regado a muitas lágrimas e carinho. 


Além disto, me oportunizou o esclarecimento de muitas coisas que se passaram em minha jornada nesta vida, sendo uma delas permitir que eu soubesse quem era aquele NEGRO que constantemente aparecia em meus sonhos, do qual eu tinha muito medo durante minha infância, e o quanto me auxiliou neste caminho, a superar as dificuldades que a escola da vida nos impõem.
Sou muito grato ao Senhor por me mostrar que a sorte que eu pensava ter, na realidade era  monitorada e zelada pelos seus cuidados.  Foram muitos esclarecimentos em poucas palavras!
Tentei me recompor, pois sentia que algo ainda estava por vir, assim como nossa Irmã, encarregada de permitir estas passagens. Mas não deu tempo, sob o olhar nitidamente emocionado de Pai Joaquim de Aruanda e o largo e afetuoso sorriso de Pai Joaquim de Cambinda estava  lá uma senhora desencarnada a quase 15 anos, e que necessitava de ajuda para sanar suas dores, necessitava de ajuda para seguir seu caminho, necessitava pedir desculpas.
Meu coração tomado de emoção impedia que eu falasse sem chorar, mas respondi que quem precisava ser desculpado era eu mesmo. Aquele choro incontrolável servia como um restaurador de energia para ambos. Mais uma vez poucas palavras e muitos esclarecimentos – além de sinceros pedidos de perdão pelos erros cometidos. Neste momento o meu coração tinha um tamanho muito maior que a capacidade de permanecer dentro do peito. Abraçado a ela pude auxiliá-la a seguir um novo caminho.
Sinceramente, em nenhum momento nesta CASA, nem como Consulente nem como Membro da Corrente, pedi informação sobre como estavam meus pais, já falecidos a tanto tempo. 
Meu pai acabei conhecendo através  deste contato, pois desencarnou antes que eu completasse 4 anos de idade. Digo agora que o conheci, mas hoje percebi que sempre esteve a meu lado.
Minha Mãe falecida há quase 15 anos, com a qual tive um relacionamento um pouco conturbado  em alguns momentos, carecia ainda de auxilio para sanar suas dores e assim foi ajudada a seguir seu novo caminho, e levou com ela todo ressentimento que eu poderia ainda ter.
Hoje entendo o porquê de minha ausência na reunião de desenvolvimento da noite anterior, pois havia percebido estar em uma tarefa junto ao Sr Tranca Rua, em busca de algo ou alguém que naquele momento eu não  conseguia identificar. O meu obrigado a este Senhor do Povo da Rua, por me oportunizar  trabalhar a seu lado neste resgate, que se tornou tão especial para mim.
Obrigado ao Pai Joaquim de Aruanda, por dirigir esta tarefa e retirar as dores de minha mãe que ainda sofria.
Obrigado ao Pai Joaquim de Cambinda  por permitir que nesta CASA isso acontecesse. Minha gratidão eterna por permitir que cada vez que eu transponha este portão para mais uma jornada de trabalho meu coração se encha de orgulho e esperança. Meu muito obrigado por me permitir vestir o branco e fazer parte desta grande família.
E como andam dizendo por ai que “somos uns “bechoqueiros” (menção ao comentário do Jaime na postagem da Rose),
Um grande beijo a todos! "




' Ser um intermediário a serviço do bem , não tem preço! '


De um médium da CASA 


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Quando a gira termina no Terreiro, o trabalho continua no Astral

Essa história foi contada pela Pomba Gira Maria Padilha das 7 Encruzilhadas, que trabalha na egrégora do Centro Espiritualista Caboclo Pery, visando esplicar algumas dinâmicas de trabalho na Umbanda. Os personagens receberam nomes fictícios:

" Carlos se dirige a um Centro de Umbanda aconselhado por um amigo, pois a sua vida está bastante complicada. Sua mãe vive doente, já tendo ido a diversos médicos sem sucesso na cura. O seu pai foi demitido da empresa que trabalhava há mais de 25 anos e vive deprimido e chorando pelos cantos. Ele mesmo desempregado há três anos, vê o seu filho adoecer sem condições de comprar o medicamento. A sua esposa, única ainda empregada, apresenta sérios indícios de fadiga mental e física.
Ao chegar no centro descobre que é dia de consulta com Preto Velho. O seu amigo Cláudio, vai explicando a rotina da casa e como ele deve agir e pedir na hora da consulta.
Chega finalmente a sua vez de se consultar, o seu 
pensamento está coberto de dúvidas, achando que estava chegando ao fundo do poço ao se dirigir a um terreiro de macumba, falar com uma pessoa que nunca viu antes na vida e abrir o seu coração, suas dúvidas e temores. Num primeiro momento acha graça da posição do médium todo curvado e do jeito de falar, não consegue se aquietar, mas o Preto Velho vai aos pouquinhos ministrando alguns passes e por fim Carlos começa a se abrir.
O Preto Velho a tudo ouve, manifestando de tempos em tempos palavras encorajadoras para o aflito Carlos.
Carlos não entende o por que, mas enquanto ele fala, o Preto Velho vai estalando os dedos em volta dele, olha discretamente para o copo d’água ao lado da vela, joga para cima a fumaça de seu cachimbo, e assim vai firmando e passando as informações para os guardiões que pertencem a egrégora da Casa, que através dos Exus de trabalho partem com a velocidade do pensamento para a casa de Carlos.
Em dado momento, o Preto Velho que está “preso” ao corpo carnal do médium e conseqüentemente com sua visão limitada, utiliza alguns elementos magísticos e ritualísticos para proporcionar alívio ao Carlos. 
Diz no final da consulta que irá trabalhar para ele e toda a sua família, dá algumas recomendações sobre como rezar e elevar o pensamento a Deus e se despedem.
Carlos tem alguma sensação de alívio, sente-se mais leve e confiante, mas ao mesmo tempo não acredita que meia dúzia de estalar de dedos vão “resolver” o seu problema... Incrédulo, mas não tão fraco retorna a sua casa sem nem imaginar que a batalha está apenas começando.
O Preto Velho ao ver Carlos se levantar e ir embora sabe que a essa altura toda a egrégora da Casa já está se preparando para a batalha, e, apesar de ainda estar preso ao corpo do médium pelo processo de incorporação, pôde perceber que será grande.
Mas ainda há o que ser feito em terra... Precisa descarregar o seu aparelho e o terreiro. Terminado o saravá ele parte indo se unir com os outros membros da egrégora.
Com o término dos trabalhos, os médiuns começam a ir embora e no Terreiro de Umbanda se faz silêncio. Mas um silêncio apenas aos ouvidos humanos, pois os sons ali emitidos estão numa freqüência diferente dos sons conhecidos nessa Terra.
E os médiuns pensam: “A gira terminou.” Não meus caros, a “gira” está apenas começando.
A egrégora da Casa está reunida dentro do terreiro aguardando o retorno dos Exus de Trabalhos com as informações reais de cada consulta que foi realizada.
Os Exus vão retornando, um a um.
O Mentor da Casa assiste e faz intervenções quanto às deliberações do Alto, e os Chefes de Linha estabelecem o famoso “quem vai fazer o que”. Tudo isso ocorre em ambiente absolutamente harmônico e organizado.
Exus, Caboclos e Pretos Velhos trocam impressões a respeito dos problemas apresentados e deliberam.
Mas, voltando ao nosso amigo Carlos.
(Nesse momento vou dar nomes fictícios também as entidades envolvidas nesse trabalho. Digamos que o Preto Velho que atendeu Carlos chama-se Pai Benedito e o Exu de Trabalho chamado por ele foi Exu Marabô). 
Quando Exu Marabô retorna com as informações a respeito do que encontrou na casa de Carlos, o diálogo que se dá é o seguinte:
Marabô: É, Pai Benedito, a situação lá está bem complicada.
Pai Benedito: Eu já suspeitava. O que você viu?
Marabô: A casa do moço Carlos foi totalmente absorvida por uma rede de energia que tem seres bem grotescos mantendo-a firme. Segui buscando a origem dessa rede e me deparei com uma construção logo acima da casa. 
Adentrando ao recinto vi uma inteligência poderosa por trás disso, mas sem nenhuma relação direta com nenhum dos envolvidos. Buscando entender a “trama” continuei procurando o porque daquilo e encontrei uma mulher bastante dementada, com um aparelho acoplado em sua nuca e pude “ler” seus pensamentos e “sentir” seus desejos que eram de vingança para com o pai carnal do moço Carlos. Vi também que eles ainda não sabem que o moço Carlos veio aqui no terreiro.
Bem, em resumo: A inteligência envolveu essa pobre infeliz e prometendo-lhe “devolver” o pai do moço Carlos pra ela e suga suas energias que é retro-alimentada pelo sentimento de culpa que o pai do moço Carlos tem. Parece que foi uma aventura dele na juventude, só não me preocupei em saber se desta ou de outra vida, pois achei que os dados que tinha já eram suficientes para podermos trabalhar.
Pai Benedito: Sim, sim... Mais do que suficientes! Não estamos aqui para julgar ninguém. Isso cabe ao Pai. 
Bem, nesse caso teremos que destruir essa construção, mas precisamos primeiro recuperar a moça, e já que o pai de Carlos está involuntariamente retro-alimentando a construção, precisaremos de recursos para auxiliar os familiares também.
Assim, Pai Benedito se dirige ao Caboclo Flecha Dourada, responsável pela corrente de desobsessão daquele terreiro e expõe a situação. 
Imediatamente o Caboclo determina que a Pomba Gira Figueira irá utilizar os seus elementos magísticos para que a equipe de resgate da Casa recupere a moça e quem mais tenha condições de tratamento e a “equipe de força” destrua a construção e todos os equipamentos dentro dela. 
Tarefas distribuídas, eles partem para a construção.
Caboclos, Pretos Velhos e Exus guardam uma certa distância da construção e observam a Pomba Gira Figueira assumir uma configuração praticamente transparente. 
Ao chegar perto da construção percebe-se sair de sua boca uma espécie de fumaça enegrecida que começa a tomar conta do ambiente. Logo atrás dela, homens empurram uma espécie de carrinho, que lembram os carrinhos usados em minas de escavação de carvão.
Conforme a Sra. Figueira vai entrando no ambiente tomado por essa fumaça negra, os seres que lá estão caem em profundo sono, sendo resgatados pelos homens e colocados dentro dos carrinhos. A ação dela é rápida. Ninguém percebe a sua presença.
Quando todos são resgatados, a Sra. Figueira começa a manipular a energia dos instrumentos dentro da construção mudando sua forma, plasmando outras energias e transformando os instrumentos em bombas auto-destrutivas.
Finalmente sai da construção e os Exus que compõe a “tropa de choque” ou “equipe de força” passam a detonar a bomba e a destruir a construção e a malha que envolve a construção material na Terra e a prender os seres grotescos que dão sustentação a malha no ponto da construção material.
Caboclos e Pretos Velhos começam a tratar ali mesmo as inteligências retiradas da construção, colocando-os em macas e direcionando aos locais adequados aos tratamentos que irão receber, sob os olhos atentos dos Exus Guardiões, Amparadores e de Trabalho.
Outros partem para a construção material e começam o trabalho individualizado entre os membros da família. Exus fazem o trabalho de limpeza e descarga, resgatando os “perdidos”, para serem encaminhados para os trabalhos de desobsessão da Casa de Umbanda, abrindo espaço e dando condições vibratórias para o trabalho dos Caboclos e Pretos Velhos que é o de inspirar pensamentos de perdão ao pai de Carlos, de esperança no próprio Carlos, saúde e bons eflúvios na esposa e mãe de Carlos. Através de passes magnéticos Caboclos e Pretos Velhos transformam o campo vibratório da casa e cuidam de seus moradores.
Enquanto tudo isso ocorre a casa dorme, e todos são tratados em espírito.
Enquanto isso os médiuns daquele terreiro também dormem em suas casas, mas alguns estão doando ectoplasma, auxiliando nos trabalhos de transmutação energética.
Uns participando ativamente e outros observando e aprendendo, através do processo de desdobramento, assistem a boa parte dos trabalhos.
Após o trabalho realizado o Mentor da Casa sorri.
É claro que todos sabem que de agora em diante é de acordo com o merecimento de cada um, de cada membro dessa família, tudo dependerá do quanto cada um irá lutar para melhorar, mas agora sem as “amarras” ou interferência do Astral Inferior. 
A Umbanda através de uma ação conjunta dos componentes da egrégora de uma Casa de Umbanda pôde proporcionar alívio, conforto e libertação aos membros da família e auxílio aos irmãos perdidos nas trevas da ignorância, do ódio, do rancor, do remorso e da culpa. 
Mesmo que Carlos nunca mais volte ao terreiro para agradecer a melhora, ou que nunca desperte para a ajuda que recebeu, mesmo que o pai de Carlos nunca se perdoe, a Umbanda se fez presente em Caridade e Amor!
LAROYÊ EXU! "

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Brechó Beneficiente


No próximo dia 15 de setembro, sábado, das 9h às 11h, realizaremos um Brechó cuja renda será destinada a suprir as necessidades mais urgentes das entidades que o GAHC atende. (http://gahcvoluntarios.blogspot.com.br/).

São roupas adulto e infantil, sapatos, acessórios, com preços a partir de R$ 1,00.

O Brechó será realizado na Casa Pai Joaquim de Cambinda, na Av. 21 de Abril, 1385, Bairro Sarandi, Porto Alegre (RS).

Contamos com a colaboração de todos!


domingo, 9 de setembro de 2012

Quando o coração fala [4]

Incentivados por mim, os médiuns desta Casa estão abrindo seu coração e contando como aqui chegaram.
Segue o depoimento da Janete:


" Em 29 de junho de 2011, entrei pela primeira vez na Casa Pai Joaquim de Cambinda, movida mais pelo desespero em que me encontrava, mas o que importa é como fui recebida e o atendimento que tive, que me esclareceu algumas coisas que estavam me perturbando.
O fato é que mesmo sem ter qualquer experiência no assunto, ou pelo menos neste tipo de casa (que achava não existir), fui surpreendida pela manifestação de minha Mãe Iemanjá, através de outra médium da Casa.
Fui embora com muitas dúvidas, as quais só poderiam ser esclarecidas se eu retornasse a este lugar.
E uma semana depois, estava de volta.
Recordo cada momento deste dia, como se fosse hoje.
Difícil explicar tamanha emoção!

Noite do Povo Cigano.
Logo que passei do portão, mesmo sem saber o que iria acontecer, quem eram aquelas Entidades (nem sabia que este povo trabalhava na Umbanda), senti uma alegria imediata, uma emoção, vontade de sorrir, de dançar, uma energia tão forte que parecia que me faltava o ar. As narinas ardiam, mas era bom, estava em êxtase e não compreendia a razão de tantos sentimentos ao mesmo tempo.
Fui esta noite apenas para tomar um passe, mas o destino estava traçado e eu tive certeza disso quando ouvi a Cândida (Cambona Chefe da Casa) anunciar que havia um horário de consulta disponível com a Cigana Anita. Quando dei por mim estava de braço erguido, solicitando este horário.
Ao me posicionar a frente daquela Cigana, mal conseguia falar, tamanha minha alegria e eu nem sabia por quê.
Falei o que estava sentindo e ela, com o olhar muito doce e um sorriso lindo nos lábios, disse que era muito simples. Pegou minha mão e fez com que eu girasse.
Completado o giro, saí dançando Flamenco pelo salão, ao mesmo tempo surpresa e emocionada, uma confusão de sentimentos que não podia explicar.
Quando parei de dançar, a Cigana Anita me disse que havia recebido a Cigana Esmeralda, minha mãe espiritual, que sempre esteve ao meu lado desde o meu nascimento e que me aguardava para trabalharmos juntas nesta Casa.
Dei-me conta então do por que sempre tive tanta afinidade com os costumes dos Ciganos.
Depois deste dia, passei a freqüentar a Casa e todas as entidades com as quais eu conversava me aconselhavam a entrar para o Grupo de Estudos e Desenvolvimento Mediúnico, pois minha mediunidade estava aflorando muito rápido e eu ainda não sabia como lidar com isso.
Conversei com Pai Joaquim de Cambinda e, com sua autorização, passei a freqüentar as reuniões do grupo de estudos e, em seguida, entrei para a corrente mediúnica, como cambona.
Desde o primeiro dia de trabalho senti que os pontos cantados vibravam numa energia muito forte e me dediquei a aprendê-los. Cantar e irradiar amor me fazia muito bem.
E então, começaram as surpresas.
Num sábado, Pai Joaquim de Cambinda estava fazendo um atendimento de saúde na maca e eu, no salão, recebi uma entidade que se dirigiu ao congá. Uma cambona perguntou se precisava de alguma coisa e ela respondeu que queria um ‘toco’. Sentou-se ao lado do ‘toco’ do Pai Joaquim e ficou mirando o congá.

A Cambona perguntou seu nome e ela respondeu: - Vovó Maria Preta – e começou a rir e a falar, contando das brincadeiras que fez comigo em casa, durante a semana.
Quando se despediu eu pensei: - Estou ficando louca, da onde tirei este nome, todos vão rir de mim. Mas logo fui tranqüilizada pelas demais entidades, que era assim mesmo, que com o tempo eu iria adquirindo mais confiança.
Com o tempo, fui conhecendo outras entidades com as quais eu iria trabalhar e várias formas de trabalho.
A cada dia uma surpresa! Recebi a Cosme, de nome Gioconda (Gigi). Riam, dizendo que ela tinha nome de vó. Qual não foi minha surpresa ao descobrir que ela era, nada mais nada menos que o espírito que tinha sido minha avó nesta encarnação!
Foi a maior emoção que já tive.
Mas que fique claro que todas as entidades que trabalham comigo me alertam que o mais importante é o trabalho que realizamos juntos e como realizamos esses trabalhos. Os sentimentos que colocamos, a maneira que nos portamos e o objetivo pelo qual o fazemos.
Eles me deixam claro a todo instante que o mais importante é como eu me dirijo a este trabalho, a energia que me entrego, os sentimentos que direciono, a limpeza interna!
Também me alertam que, na maioria das vezes, ficamos preocupados em saber o nome das entidades, que roupa usam, o que bebem, se fumam ou não, que acabamos atropelando tudo, ansiosos, perdemos a melhor parte, que é sentir a energia, direcioná-las, usá-las da melhor forma, simplesmente deixar fluir com tranquilidade. Como diz meu ‘padrinho espiritual’, Rompe Mato: - Um passinho de formiguinha de cada vez, sem pressa!
Sei que é difícil, na prática, principalmente para os iniciantes, mas a gente consegue, se nos focarmos na direção certa.
Que somos assim porque temos muitas dívidas a saldar e a melhor forma de resgate é com muito amor, humildade, fazendo a caridade, como mostra nossa bandeira.
Digo nossa, porque quem mais ganha nisso tudo somos nós mesmos!
Aprendendo, nos reformando, nos limpando, tornando-nos melhores, ou menos ruins...
Enfim, é isso que as Entidades com quem trabalho me passam.
Mas também vem junto o que sinto, que é uma alegria, uma felicidade muito grande, quando sentimos que realmente conseguimos ajudar alguém, encarnado ou desencarnado.
Quando os consulentes chegam até nós com um sorriso no rosto, ou lágrimas nos olhos e dizem: - Hoje eu vim somente para agradecer a ajuda recebida!
É muito bom!
Mostra-nos o quanto vale à pena o tempo que estamos aqui, nesta Casa, que para mim é como quando me levam para a colônia espiritual. Um grande lar, de uma família linda, cheia de luz, amor, atenção, respeito, carinho.
Se todos que aqui trabalham para aqui se dirigirem com esses sentimentos, nosso trabalho, nossa sementeira, irá dar lindos frutos, para aqueles que aqui chegam famintos de afeto.
E quando vocês me virem chorando, emocionada, principalmente na abertura e/ou encerramento dos trabalhos, saibam que Eles estão me mostrando, pela clarividência, algumas coisas que acham importantes que eu perceba com mais profundidade neste trabalho. É muito lindo!
Poderia dizer muito mais, mas acho que isso é suficiente!
Se alguém quiser saber mais, me procure, vou adorar dividir/somar experiências.
Muito obrigada, grande e amada família PJ!


Isso é somente parte do que já aprendi aqui, mas que sei que ainda tenho muito, mas muito mesmo a aprender.
Eles me lembram isso a todo momento e que as dificuldades , na verdade, são como degraus, nós decidimos se queremos subi-los ou não. "


Janete – Médium da Casa Pai Joaquim de Cambinda

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

7 Ensinamentos Ciganos




1- FELICIDADE - um campo aberto, um luar, um violão, uma fogueira, o canto do sabiá e a magia de uma cigana.

2- ORGULHO - é saber que nunca participamos de guerras e nunca armamos para matar nossos semelhantes. Somos os menestréis da paz.

3- AMOR - amar é viver em comunidade, é repartir o pão, nossas alegrias e até nossas
aflições.

4- LEALDADE - é não abandonar nossos irmãos quando precisam. É nunca negar o ombro amigo, a mão forte e o incentivo à vida.

5- RIQUEZA - é termos o suficiente para seguirmos pela estrada da vida.

6- NOBREZA - é fazermos da humilhação um incentivo ao perdão.

7- HUMILDADE - é não importar-se em ser súdito ou nobre, importar-se apenas em saber servir.

Optchá!