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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Okê Caboclos!

Existem variações no entendimento que os umbandistas têm sobre o que sejam os caboclos.
A palavra caboclo vem do tupi kariuóka, que significa da cor de cobre; acobreado. 
A partir daí vem a relação com os índios brasileiros, de tez avermelhada. 
Assim, a palavra caboclo passou a designar aquilo que é próprio de bugre, do indígena brasileiro de cor acobreada. Posteriormente surgiu a noção de caboclo como mestiço de branco com índio, o sertanejo. 
Dada essa relação dos caboclos com os indígenas – nos terreiros de Umbanda é dessa forma que se manifestam -, e aproximando esse fato ao Orixá Oxóssi, que em África é cultuado como Odé, o caçador, o Senhor das Florestas, conhecedor dos segredos das matas e dos animais que lá vivem, diz-se que os Caboclos que baixam na Umbanda são espíritos ligados a Oxossi. Muitos entendem que somente esses são caboclos e que as entidades da vibração de Ogum, Xangô, Yemanjá e Oxalá não seriam, propriamente, caboclos. 
No entanto, há caboclos da praia, do mar e das ondas, das pedreiras, das cachoeiras, dos rios etc., cujos elementos se associam mais aos outros Orixás que a Oxossi.
Outra maneira de se interpretar as entidades de Caboclo, é como espíritos que se apresentam com uma postura forte, de voz vibrante, que trazem as forças da natureza, manipulando essas energias para trabalhar nas questões de saúde, vitalidade e no corte de correntes espirituais negativas.

Aqui estamos entendendo os Caboclos de maneira mais ampla, como símbolo de fortaleza, do vigor da fase adulta, existindo caboclos de Oxossi, Xangô, Ogum e mesmo aquelas entidades ligadas aos orixás femininos, como Yemanjá, Oxum, Yansã. É claro que essas últimas entidades não vêm como índias, mas com uma forma tipicamente relacionada aos seus atributos.
Todas as entidades de Umbanda são importantes. Ainda que alguns se orgulhem de serem médiuns de caboclos renomados e tidos como chefes de falange, o que vemos é que quando estão no terreiro, os Caboclos tratam uns aos outros como iguais, mostrando que o que importa é o trabalho espiritual e, como em uma aldeia, tudo é feito em conjunto e com as ordens dos planos superiores. Assim diz um ponto cantado de caboclos:

" Na sua aldeia ele é caboclo, é Rompe-mato é Arranca-toco, 
na sua aldeia lá na jurema, não se faz nada sem ordem suprema. "

É também do linguajar de caboclo, que não cai uma folha da jurema (da mata), sem ordem de Oxalá, ou seja, que tudo na vida tem motivo e que nossas ações são registradas na lei de causa-e-efeito, ou lei do karma. Mas isso não significa ficar passivo, esperando o pior acontecer. 
Os Caboclos também ensinam a termos coragem e a sermos guerreiros na vida, lutando pelo que é justo e bom para todos. 
No que é possível, os caboclos nos ajudam a entrar na macaia (a mata que simboliza a vida), a cortar os cipós do caminho (vencer as dificuldades) e, se preciso, caçar os bichos do mato (vencer as interferências espirituais negativas).
 Mas muito melhor do que qualquer leitura sobre caboclo é vê-lo incorporado atendendo quem precisa.
 
(texto adaptado da Revista Orixás)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

" Atrás do trio elétrico, também vai quem já morreu "

Ao contrário do que reza o frevo de Caetano Veloso, não são somente os “vivos” que formam a multidão de foliões que se aglomera nas ruas das grandes cidades brasileiras ou de outras plagas onde se comemore o Carnaval. 
Estamos o tempo todo em companhia de uma inumerável legião de seres invisíveis, recebendo deles boas e más influências a depender da faixa de sintonia em que nos encontremos. Essa massa de espíritos cresce sobremaneira nos dias de realização de festas pagãs, como é o Carnaval. 
Nessas ocasiões, como grande parte das pessoas se dá aos exageros de toda sorte, as influências nefastas se intensificam e muitos dos encarnados se deixam dominar por espíritos maléficos, ocasionando os tristes casos de violência criminosa, como os homicídios e suicídios, além dos desvarios sexuais que levam à paternidade e maternidade irresponsáveis.
O Carnaval é festa que ainda guarda vestígios da barbárie e do primitivismo que ainda reina entre os encarnados, marcado pelas paixões do prazer violento. Como nosso imperativo maior é a Lei de Evolução, um dia tudo isso, todas essas manifestações ruidosas que marcam nosso estágio de inferioridade desaparecerão da Terra. Em seu lugar, então, predominarão a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real, com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade. 
A folia em que pontifica o Rei Momo já foi um dia a comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias; foi reverência coletiva ao deus Dionísio, na Grécia clássica, quando a festa se chamava bacanalia; na velha Roma dos Césares, fortemente marcada pelo aspecto pagão, chamou-se saturnalia e nessas ocasiões se imolava uma vítima humana.
Na Idade Média, entretanto, é que a festividade adquiriu o conceito que hoje apresenta, o de que uma vez por ano é lícito enlouquecer, em homenagem aos falsos deuses do vinho, das orgias, dos desvarios e dos excessos, em suma.
Bezerra de Menezes cita os estudiosos do comportamento e da psique da atualidade, “sinceramente convencidos da necessidade de descarregarem-se as tensões e recalques nesses dias em que a carne nada vale, cuja primeira silaba de cada palavra compõe o verbete carnaval”. Assim, em três ou mais dias de verdadeira loucura, as pessoas desavisadas, se entregam ao descompromisso, exagerando nas atitudes, ao compasso de sons febris e vapores alucinantes. Está no materialismo, que vê o corpo, a matéria, como inicio e fim em si mesmo, a causa de tal desregramento. Esse comportamento afeta inclusive aqueles que se dizem religiosos, mas não têm, em verdade, a necessária compreensão da vida espiritual, deixando-se também enlouquecer uma vez por ano.

Mas, do mesmo modo como somos facilmente dominados pelos maus espíritos, quando, como já dito, sintonizamos na mesma frequência de pensamento, também obtemos, pelo mesmo processo, o concurso dos bons, aqueles que agem a nosso favor em nome de Jesus. 
Basta, para tanto, estarmos predispostos a suas orientações, atentos ao aviso de “orar e vigiar” que o Cristo nos deu há dois mil anos, através do cultivo de atitudes salutares, como a prece e a prática da caridade desinteressada. 
(Fonte: Revista Visão Espírita - Março/2000)


Nós, Umbandistas,  não apoiamos nem condenamos o Carnaval, o que fazemos, é esclarecer. 
O Carnaval é uma festa popular e, como em qualquer outro dia, o importante é buscarmos ficar em equilíbrio e tranquilidade, sem aflições nem excessos. Enquanto muitos se divertem, desequilibradamente, podemos fazer o bem. 
Se gostamos do carnaval, podemos entrar na festa, mas lembrando que é fundamental manter sempre uma postura moral elevada, independente da ocasião. 
No mais, para todas as situações da vida, lembremos sempre da recomendação de Paulo de Tarso (I Coríntios 10:23): “Todas as coisas me são lícitas, mas nem tudo me convém; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas edificam”.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O Acaso - Mensagem do Exu das 7 Encruzilhadas das Almas


Certo dia, no fundo da sua vida, você sentiu uma necessidade qualquer de algo desconhecido, olhou ao redor e viu que estava tudo bagunçado, com as coisas fora do lugar, jogadas pelo chão, sobre suas prioridades, até então sufocadas.
Eis que o acaso resolveu um dia bater a sua porta e em meio a essa baderna, você abriu. Esse acaso se fez convite à mudança de vida. Você, cansado e sem ver o sol nascer a tempos, aceitou. Este convite te levou a mim, embora você não soubesse. Não sabia porque suas prioridades estavam transformadas em bolor e as coisas tolas da vida tomaram proporções maiores. Tanta proporção que virou "meio de vida" e objetivo insano a ser perseguido.
No data marcada do convite, você chega soberbo, orgulhoso e senhor de si, pois fora convidado como se fosse alguém de grande importância, o que realmente era, mas uma importância de valores invertidos na tosca visão do mundo. Para o convite do acaso, sua importância era outra.
E eu ali estava. Fora de foco e à parte aos seus gracejos. Sou pequeno, sem dimensão estelar, mas quis Alguém que fosse eu a lhe falar. Acabados os festejos, você bate em retirada... mas só seu peito sabe o quanto arfa, pois após todo o momento passado, lembra-se que se faz hora de voltar para a bagunça que havia deixado sua vida.
E agora?
Você resolve voltar àquele lugar, pois no dia do convite  você se sentira bem disposto. Você resolve voltar a este local. Quando você volta, foi a mim que você foi encaminhado. Quando me viu, olhou-me desconfiado de cima a baixo, com extra auto-confiança e superioridade que alguém, por algum motivo, ensinou que deveria ter. Mesmo respeitosamente, tendo em vista a boa educação recebida, você era um ainda convidado, pois fora assim que fora aparecer lá e eu, o apêndice de anfitrião.
Mas, por obra do acaso, resolvi falar algumas coisas e comecei a notar que quanto mais lhe falava, menos você conseguia articular sua verborragia. Parecia que eu lhe dizia coisas que você não acreditava que mais ninguém soubesse ou que poderiam até existir na sua vida, mas sendo apenas tratada de forma hipotética.
E no fim desse dia, após minhas palavras, você resoluto, concordou e me abraçou. Eu sorri e você se foi. Se foi, mas com um coração renovado, alegre e de novo rejuvenescido. Nunca, na sua sã consciência você poderia imaginar que eu pudesse falar tantas coisas... logo eu, um espírito que é vítima do preconceito hipocrático da sociedade, pois ela se vale de meus serviços quando precisa... um pequenino Exu.
No correr dos dias a sua vida deu uma bela harmonizada, situações complicadas e constrangedoras deixaram de existir como que por mágica. Mágica não, irmão! Magia.

Magia.
A Umbanda trabalha com a magia.
Mas não com a bruxaria.
E sim evidencia.
A manipulação da energia.
Com o que a Natureza oferta dia a dia.
Sempre com impressionante maestria.

Estamos ligados a uma religião liberta de dogmas e expansiva em espiritualidade, atratora em amor, geradora de vida e ordenadora de atitude. A Umbanda é religião que religa o homem com Deus através dos Sagrados Orixás que emanam suas portentosas energias, e nós, guias e trabalhadores desta seara, nos fortalecemos, vibramos e orgulhamos disso porque não somos pequenos como se pensa ou age, não somos resolução ou solução barata de última hora para agentes materiais.
Nós somos espíritos manifestados para a prática da caridade, conforme ensinou o Caboclo das 7 Encruzilhadas. E nós, Exus, não somos zombeteiros e a toas das ruas, nem as Pombas Giras são mulheres de vida fácil. Não, todos nós somos agentes da vida dura, porque trabalhamos na sua vida, mergulhados em boa vontade, dentro do seu carma, a fim de que sua vida melhore e seja expansiva em valores reais.

E, por favor, não me dê nada em troca. Sou um Exu e não um agiota. A graça de Deus me basta e por isso dou de graça o que de graça recebi.
Isso tudo eu quis dizer e você não quis escutar.
O motivo foi porque aqueles antigos anseios voltaram à tona e com proporção avassaladora e seus interesses, hoje, são maiores que as suas necessidades, que você não enxerga e nem sente. O essencial é invisível aos olhos, consta no belíssimo Pequeno Príncipe... só se vê bem com o coração!
Eu tentei te dizer isso, mas você não quis escutar.
Sua vida se tornou nova tormenta e quando pensa em me procurar, mais uma vez não ouve o que eu digo e desses interesses que a nada te levarão não quer escutar, achando que é este o caminho que deve trilhar. Afinal, quem sou eu? Apenas um agente das encruzilhadas que pode resolver problemas, essa é a sua concepção.
Quando falo em necessidade, seus ouvidos filtram interesse. E quando falo em mudança de vida, seus ouvidos traduzem "bens". Quando falo em libertação, seus ouvidos exclamam "aprisionamento à matéria" e quando falo em trabalho, eles questionam se é carma.
Daí, vendo que você busca o efeito enquanto tudo que te falei foi sobre a causa, o que mais posso fazer, sendo um Exu, senão dar-te uma injeção psíquica de palavras duras, mas com pano de fundo a mexer digna e positivamente em seu brio? Que posso fazer a não ser vitalizar seu senso de sobrevivência e desestruturá-lo quanto a sua superioridade, conquistada em castelos de areia, quando ainda em parcas eras se julgava nobre imortal?
Mas... será que meu tiro sairá pela culatra, pois se ainda traz essas parcas eras tão impregnadas, pode ser que não mais resolva escutar aquilo que já foi proveito e hoje encara como enfadonho e repetitivo. Sim, pois falo preto e você quer branco, sem ter o trabalho de se propor a clarear.
O que farei eu, um trabalhador que carrega um "fardo" que me sustenta, mas que mobiliza as vidas, se você definitivamente fugir de minha alçada? Sim, digo fuga, pois o acaso te levou até mim porque sua programação encarnatória tem um propósito e até agora você não a abraçou, achando que pelos caminhos funestos que escolheu a encontrará. E quando o "acaso" te levou até a minha frente, o mesmo pequenino espírito que você julgou e não sei ainda se mudou seus conceitos, mal sabia você quão grandiosa era a minha tarefa, pois grande é o trabalho que desempenho na minha pequenez, tão pressuposta pelos homens.
Mas, caso você fuja, não de mim, mas da verdade que ante a ela Pilatos se calou, nada mais poderei fazer a não ser empenhar-me mais em te salvar. E aí, a vida... sim, a boa e velha vida, onde nela trafega o seu carma, agirá de forma nua, fria e neutra. E, quem sabe, seja eu novamente solicitado "pelo acaso" para desempenhar esse papel. Sim, eu, o Exu. Simplesmente um Exu.
Simples porque é simples a forma de ver a vida, de como tenta incendiar a vida dos mornos e frívolos, para que estes sejam sal da terra, ou então apagá-los de vez para não ocupar um lugar indevido no cenário da vida. Simples porque nada tem de complexo, contudo trabalhoso, ser motivador de vidas e desmotivador das mesmas. Apenas agir, sem sentir, pois a Lei assim exige que se cumpra.


O Exu não cruza os braços... ele neutraliza seu tridente, embainha sua espada, guarda seu punhal, se recolhe em seu campo de força e deixa tudo... tudo entregue nas mãos da Lei.
E ali espera as ordenanças seguintes, para o cumprimento da mesma.
Espero dizer até breve, para não ter que lamentar sobre a fuga daqueles cujo o acaso divino lhes bateu a porta e lhes ofereceu ajuda para renascerem nesta mesma vida.


*Exu das Sete Encruzilhadas das Almas
(Mensagem recebida psicograficamente pelo médium Julio Cesar, Pai Pequeno do Templo Espiritualista do Cruzeiro da Luz)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A origem das moléstias que se instalam no nosso corpo físico

Ilustração: Hélio Jesuíno
As moléstias se originam no mundo oculto das forças que alimentam o pensamento e o sentimento
A saúde e a enfermidade são o produto da harmonização ou desarmonização do indivíduo para com as leis espirituais que do mundo oculto atuam sobre o plano físico; as moléstias, portanto, em sua manifestação orgânica, identificam que no mundo psíquico e invisível aos sentidos da carne, a alma está enferma! 
O volume de cólera, inveja, luxúria, cobiça, ciúme, ódio ou hipocrisia que porventura o espírito tenha imprudentemente acumulado no presente ou nas existências físicas anteriores forma um patrimônio “morbo-psíquico”, uma carga insidiosa e tóxica que, em obediência à lei da Harmonia Espiritual, deve ser expurgada da delicada intimidade do perispírito. 
O mecanismo ajustador da vida atua drasticamente sobre o espírito faltoso, ao mesmo tempo que o fardo dos seus fluidos nocivos e doentios vai-se difundindo depois pelo seu corpo físico.
Durante o período gestativo da nova encarnação, esses resíduos psíquicos venenosos, provenientes de energias gastas morbida­mente, vão-se condensando gradativamente no corpo físico à medi­da que este cresce e, por fim, lesam as regiões orgânicas que por hereditariedade sejam mais vulneráveis. 
Esse processo de o espírito drenar o seu psiquismo doentio através da carne humana, a Medici­na estuda e classifica sob grave terminologia técnica, preocupando-se mais com as “doenças”, em lugar de se preocupar mais com os “doentes”. Embora a ciência médica classifique essa drenação, em sua nomenclatura, sob a designação de lepra, pênfigo, sífilis, tuber­culose, nefrite, cirrose ou câncer, trata-se sempre de um espírito doentio a despejar na carne a sua carga residual psíquica e deleté­ria, que acumulou no passado, assim como pode tê-la acumulado no presente. 
A causa da moléstia, na realidade, além de dinâmica, é oculta aos olhos, ou aos sentidos físicos; o enfermo sente o estado mórbido em si, mas o médico não o vê nem pode apalpá-lo, como se fora uma coisa objetiva. 
Quando ocorre a sua materialização físi­ca, enfermando a carne, alterando os tecidos, deformando órgãos ou perturbando os sistemas vitais, é porque o morbo-psíquico atin­giu seu final, depois, quase sempre, de longa caminhada oculta pelo organismo do doente, para atingir a periferia da matéria e nesta se acomodar ou acumular. E que o espírito, através de vigoroso esfor­ço, termina focalizando os resíduos num local orgânico vulnerável, na tentativa de sua eliminação tóxica. 
Por isso, não é no momento exato que o indivíduo acusa os sintomas materiais da doença que realmente ele fica doente; de há muito tempo ele já vivia mental e psiquicamente enfermo, embora o seu mundo exterior ainda não houvesse tomado conhecimento do fato.
As inflamações, úlceras, tumores, fibromas, tuberculoses, sarcomas, quistos, hipertrofias, cirrose, adenomas, amebíases, etc., são apenas os sinais visíveis identificando a manifestação mórbi­da que “desceu” do psiquismo enfermiço para a exterioridade da matéria.


Ramatís - do livro FISIOLOGIA DA ALMA

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

2 de Fevereiro, dia de saudar a grande Mãe das Águas Salgadas-Iemanjá

Sereia Rainha, protetora da fauna e flora marítima, guia dos marinheiros, navegantes, pescadores e dos que se encontram perdidos nos mares da existência, dirige também os humildes, os simples de coração, os fracos, os aprendizes, os ignorantes e todos os que se desviaram da rota correta com suas incertezas morais e evangélicas, navegando em ondas tempestuosas sem divisar o porto seguro da perfeição espiritual …
Deusa das Águas, juntamente com sua corte de sereias, ondinas e ninfas, caboclas do mar e espíritos aquáticos, lava as impurezas da mente daqueles que, afastados dos nobres ensinamentos do mestre Oxalá, guiados pelo instinto animal, procedam mal, intentando toda sorte de maldades contra o semelhante, para que, purificados em seus sentimentos, entrevejam e se conscientizem de que somos todos células do mesmo organismo social, humano, divino e, enquanto existir uma célula doente, o corpo todo não está sadio …
Mãe Universal, faça que todos se irmanem nos mesmos ideais e sentimentos cristãos de fraternidade, união e compreensão; que os companheiros que forem às praias para te homenagearem, o façam com todo respeito, afeto e carinho e, acima de tudo, com esperança de um futuro melhor para o gênero humano, sem mágoas, ódios ou ressentimentos, mas com amor, a única semente capaz de gerar bons frutos, sê, querida Sereia, a base devocional de nossa estimada Umbanda, fazendo-a progredir para o bem comum; que todos, na praia, à beira de teu encantado Reino líquido, se dêem as mãos e se unam em bondade, caridade e amor uns aos outros para, limpos das impurezas dos vícios e imperfeições materiais, estejam aptos a alcançarem o plano angélico, a meta mais próxima do estágio humano, para breve podermos nos integrar na Mente Divina em Sua glória e onipotência.

Odoyá!



Mais informações sobre Iemanjá, aqui mesmo no Blog: 
http://casapaijoaquimdecambinda.blogspot.com/2011/07/odoya-iemanja.html