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quinta-feira, 22 de março de 2012

As plantas e sua atuação em nosso campo energético

Por Cândida Camini

Na Umbanda é comum encontrarmos nossos amados Pretos e Pretas Velhas, assim como alguns Caboclos,  atendendo com um galho de arruda na mão, ou atrás da orelha (ou os dois). Rei Congo e Ogum Rompe Mato, em nossa casa, trabalham com um galho de pitangueira; Vovó Maria prefere a Guiné e Pai Joaquim costuma usar arruda, guiné e alecrim juntos, em suas benzeduras. 
Aqui mesmo no blog, já postei um vídeo "Por quê a arruda funciona" que explica a atuação desta poderosa erva em nosso campo energético.
Bastante comum também são as recomendações de banhos de ervas, principalmente para descarrego (limpeza) e energização.
Infelizmente hoje em dia as pessoas perderam muito de seu contato com a natureza e com a magia e poder das ervas, o que as priva de desfrutar dos seus benefícios.
Considerando-se que nossos corpos são um aglomerado de energias e que nos vegetais encontramos toda sorte de princípios energéticos potencialmente ativos, é natural que nos beneficiemos deles para nos reequilibrarmos.
A energia vital que nos sustenta não vem somente dos alimentos que ingerimos, mas também do ar que respiramos e das energias que são absorvidas pela nossa aura, ou campo energético. E é justamente aí que as as plantas agem.
Em nosso dia a dia, convivemos com diversos tipos de pessoas, em ambientes diversos e, querendo ou não, acabamos por absorver as energias que circundam estes ambientes e pessoas. Sem contar aquelas geradas pelos nossos próprios pensamentos e atitudes. Como ninguém é perfeito, do contrário não estaríamos juntos neste Planeta que ainda é de provas e expiações, sentimentos como raiva, irritação, medo, tristeza acabam por sugar nossa energia vital.
Com o tempo e a falta de cuidado com nossos pensamentos e atitudes, perdemos nossa capacidade de absorção desta energia vital.
É aí que vem em nosso socorro a natureza pródiga de frutos, folhas, sementes e raízes, auxiliando-nos a recompor nossa aura, equilibrando sentimentos e emoções e eliminando as energias negativas acumuladas.
Queremos aqui deixar claro que não é porque se tratam de elementos naturais que podemos usar indiscriminadamente. Tudo em excesso é prejudicial, até mesmo quando utilizamos os recursos da natureza.
Abusar dos banhos de descarrego pode acabar por nos deixar desvitalizados, tendo efeito contrário.

Receita simples de banho de ervas: arruda e guiné (limpadoras), alecrim, manjericão, hortelã e canela em pau (energizadoras, equilibrantes),  folhas de pitangueira (potencializa o efeito das demais ervas). Acrescente água fria e amasse bem com as mãos até que a água tenha absorvido bem o princípio ativo das plantas (cerca de 5 minutos). Deixe descansar por mais 10 minutos e use após o banho de higiene, do pescoço para baixo. 
Não é necessário muita quantidade de ervas. Algumas folhas de cada são suficientes e água suficiente para que possa ser utilizado em todo o corpo.
Embora a ação das primeiras ervas seja contrária a das demais, elas atuam separadamente em nosso campo energético, primeiro limpando e por último, energizando.

Outro fator importante: ao preparar e tomar o banho de ervas, mentalize sentimentos de humildade e gratidão , através de uma simples prece, agradecendo e pedindo à Mãe Natureza que abençoe este banho, que ele limpe e equilibre sua aura, devolvendo o ânimo e a coragem para seguir na sua trajetória terrena.

Outras ervas podem ser adicionadas ao banho, de acordo com a necessidade de cada um, mas isto lembre-se de perguntar a um Preto ou Preta Velha a próxima vez que sentar no toco prá conversar. Eles sabem, melhor do que ninguém, do que você precisa, sem interferir no seu merecimento e no seu livre arbítrio.

Agô!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Mensagem do Sr. Tranca Ruas das Almas

Salve...

Tem gente que só de ouvir o meu nome já “treme” na base, outros riem sem entender o significado do nome, porém, nomes são símbolos e o meu significa, resumidamente, aquele que bloqueia, impedindo os espíritos de seguirem por caminhos inadequados, gostem eles ou não. Eu cumpro a Lei e promovo a Ordem na Terra e no Astral.
Sou um espírito que lidera uma falange que usa o mesmo nome que eu e isso acontece por questões de afinidade e também por determinação da Lei de Umbanda no Astral.
Isso não significa que somos todos iguais, somos indivíduos que apenas usam o mesmo nome.
Ainda tem gente por ai que acredita no Diabo e quando ouve falar em Exu, Tranca Ruas e outros logo ligam o nosso nome ao ser maligno que nada mais é que a maldade que vive no coração do homem, portanto, ele existe dentro daqueles que desconhecem o bem e estão afastados de Deus.
Grande parte desse folclore, dessa crença sem fundamento, se deve ao fato de o comércio, ávido pelo dinheiro, ter criado a partir de uma mentalidade doentia qualquer, imagens grotescas de nós e das moças que são nossas parceiras. Colocaram grandes chifres em nossas cabeças e em nossas mãos tridentes espetaculares, fazendo cair no ridículo a nossa imagem. Sem dizer que tingem de vermelho escarlate o corpo dessas pobres imagens como se tivessem acabado de sair do inferno para o mundo.
Diante de tal apresentação, até consideramos normal que as pessoas se iludam e acreditem que somos mesmo assim, uma vez que essas imagens são vistas por médiuns que não educaram a sua mediunidade, ficando expostos a toda criação mental que existe vagando ao redor da Terra, fruto do medo secular incutido por algumas religiões que se valem do medo para controlar seus fiéis. Essas imagens são criadas pelas mentes humanas e são projetadas no espaço, ficam soltas a vagar, uma vez captadas, assustam e o médium negligente acaba por acreditar que tais aberrações sejam reais.
Eu afirmo a vocês, porém, Umbandistas interessados em desvendar o mistério Exu, que não somos assim e se quiserem nos conhecer, basta olharem para si mesmos.
Se nos apresentamos, às vezes, vestindo nossas capas, chapéus, botas e outro tipo de indumentária usada na Terra, é porque trabalhamos com espíritos ainda extremamente materializados e a forma faz parte do material que usamos para cumprir a nossa missão.
Esqueçam as imagens bizarras e aprendam a não nos temer. Somos trabalhadores como qualquer outro e contamos com vocês, médiuns esclarecidos e de boa vontade, para nos auxiliarem na árdua tarefa de desmistificar o nosso trabalho e a nossa imagem.
Há uma nova Umbanda florescendo e vocês, filhos de fé, são as mais belas flores desse novo jardim que estamos construindo.
Estejam alertas e atentos. Não relutem em derrubar velhos conceitos. Tudo muda a todo instante.
Acompanhem as mudanças e sejam felizes.

Tranca Ruas das Almas – Médium Annapon em 23.04.2011

segunda-feira, 12 de março de 2012

A Cura Real

“Não trate apenas os sintomas, tentando eliminá-los sem que a causa da enfermidade seja também extinta.


A cura real somente acontece do interior para o exterior ….. Sim, diga a seu médico que V. tem dor no peito, mas diga também que sua dor é dor de tristeza, é dor de angústia.


Conte a seu médico que V. tem azia, mas descubra o motivo pelo qual você, com seu gênio, aumenta a produção de ácidos no estômago.


Relate que V. tem diabetes, no entanto, não se esqueça de dizer também que não está encontrando mais doçura em sua vida e que está muito difícil suportar o peso de suas frustrações.


Mencione que V. sofre de enxaqueca, todavia confesse que padece com seu perfeccionismo, com a autocrítica, que é muito sensível à crítica alheia e demasiadamente ansioso.


Muitos querem se curar, mas poucos estão dispostos a neutralizar em si o ácido da calúnia, o veneno da inveja, o bacilo do pessimismo e o câncer do egoísmo. Não querem mudar de vida.


Procuram a cura de um câncer, mas se recusam a abrir mão de uma simples mágoa.


Pretendem conseguir a desobstrução das artérias coronárias, mas querem continuar com o peito fechado pelo rancor e pela agressividade.


Almejam a cura de problemas oculares, todavia não retiram dos olhos a venda do criticismo e da maledicência.


Pedem a solução para a depressão, entretanto, não abrem mão do orgulho ferido e do forte sentimento de decepção em relação a perdas experimentadas…


Suplicam auxílio para os problemas de tireóide, mas não cuidam de suas frustrações e de seus ressentimentos, não levantam a voz para expressarem suas legítimas necessidades.


Imploram a cura de um nódulo de mama, todavia, insistem em manter bloqueada a ternura e a afetividade por conta das feridas emocionais do passado.


Invocam a intercessão divina, porém permanecem surdos aos gritos de socorro que partem de pessoas muito próximas a si mesmos.


Deus nos fala através de mil modos. A enfermidade é um deles e, por certo, o principal recado que lhe está a chegar da sabedoria divina é que está faltando mais amor e harmonia em nossas vidas.


Toda cura é sempre uma autocura. O Evangelho do Mestre é a farmácia onde encontraremos os remédios que nos curarão por dentro.


Atente para isso: Há dois mil anos esses remédios estão a nossa disposição!


Quando nos decidiremos?


Autor: José Carlos de Lucca
do Livro: "O Médico Jesus"

segunda-feira, 5 de março de 2012

Linha dos ciganos: mediunidade combina com prosperidade financeira?

" É certo que o exercício mediúnico deve se pautar pela seguinte máxima: “dar de graça o que de graça recebemos”.O que me chama atenção é que seguidamente temos médiuns operosos, dedicados, assíduos, e suas vidas não têm prosperidade. Conversando aqui e ali, verifico que ainda temos marcado muito forte em nosso inconsciente que ganhar dinheiro é uma coisa ruim, que não combina com o sagrado, que vai nos atrapalhar.
Todavia, ganhar dinheiro honestamente, em abundância, não constitui maior empecilho que o mundo profano, os apelos carnais e o próprio orgulho, uma vez que ser pobre não é ser humilde e vice-versa.
Voltando à pergunta de que se mediunidade combina com prosperidade, respondo: é claro que sim.
Temos, na Umbanda, a linha dos Ciganos, que nos trazem uma alegre mensagem de axé – força – para abundância, fartura e prosperidade em nossas vidas. "

(Fonte: "Diário Mediúnico" -Ed.do Conhecimento)


Pedir o axé da Linha dos Ciganos na Umbanda para a prosperidade não nos isenta de aplicar nosso esforço e criatividade nesta busca.