AVISO IMPORTANTE:

* Nossa casa fica em Porto Alegre (RS). Para maiores informações, contate-nos via e-mail.




quinta-feira, 28 de abril de 2011

Agradecimento


Após a linda festa de ontem, onde a energia da Falange de Ogum envolveu a todos de forma tão maravilhosa, só temos a agradecer a todos que compareceram e nos auxiliaram a realizar esta homenagem.
 
São estes momentos de alegria e confraternização, onde recebemos o carinho de todos, que mais uma vez nos fazem ter orgulho de ser Umbandistas.
 
Aproveitamos e sugerimos a vocês a leitura de um texto de Douglas Fersan, que fala com muita propriedade sobre o nosso trabalho, " A difícil e gratificante tarefa de ser Umbandista", e que pode ser acessado no link a seguir: http://umbandaemdebate.blogspot.com/2011/04/dificil-e-gratificante-tarefa-de-ser.html
 
Grande beijo no coração de cada um!
 
Ricardo e Cândida

domingo, 24 de abril de 2011

1° Aniversário de Inauguração da Nova Casa - Como tudo começou

Em 24 de abril de 2010, inauguramos os atendimentos na nova casa, com nosso homenagem à falange de Ogum.
Nova casa, porque esta casa já existia antes de abrirmos as portas deste terreiro no Bairro Sarandi, aqui em Porto Alegre.

Congá montado todo sábado, na mesa da sala
Muitos desconhecem, mas foram 6 anos de trabalho, atendendo na sala de nosso apartamento na Rua Anita Garibaldi, todos os sábados.
No início, atendendo uma pessoa a cada 15 dias. Aos poucos, nós ainda não tínhamos idéia disto, mas esta casa ia tomando forma.

As pessoas não acreditavam que estávamos fazendo este trabalho dentro de casa e hoje posso confessar, nem nós.

Congá na estante do corredor
Umbandistas menos esclarecidos sobre a Umbanda, não aceitavam que estávamos fazendo este trabalho em um apartamento. Onde fazem firmeza prá Exu? perguntavam. E a segurança dos trabalhos? e assim por diante.

Claro que recebemos autorização espiritual para isso e os Exus que trabalham na Umbanda não precisam de firmeza na matéria (assentamento, como chamam, ou explicando melhor prá quem não sabe, aquelas casinhas vermelhas que tem na frente de algumas casas).
E esta autorização veio dos guias do Ricardo, que já tinha mais de 15 anos de trabalho na Umbanda.

No início foi um susto, mas aos poucos fomos firmando nossa fé no povo da espiritualidade que aqui trabalha e nos conduz.
E, seis anos depois, estávamos agendando consulta para três meses à frente.
A sala do apartamento ficou pequena, já tínhamos um grupo de 20 médiuns em desenvolvimento, muitos prontos prá trabalhar.
Resolvemos então vender o apartamento e procurar uma casa, ou melhor, duas no mesmo terreno, onde pudéssemos enfim realizar o plano da espiritualidade, que até então nós desconhecíamos.
Foram dois longos anos de ansiedade, expectativas, até que finalmente encontramos.

O início das obras de reforma
Em agosto de 2009 nos mudamos, mas o local escolhido para os trabalhos estava precisando de muitas reformas. Reunimos o grupo, fizemos uma rifa para angariar fundos e, finalmente em 24 de abril de 2010 inauguramos os trabalhos.

Primeiro Congá

Como não podia ser diferente, foi num dia de homenagem à falange de Ogum, que abriu nossos caminhos e muito nos amparou nesta batalha, para que pudéssemos chegar até aqui.



Hoje temos 40 médiuns na corrente e mês passado iniciamos um novo grupo de desenvolvimento, que já conta com 17 participantes.

O objetivo desta casa é um só: praticar a caridade, dando de graça, o que de graça recebemos destes guias maravilhosos da Umbanda.

Obrigada a todos que fizeram este sonho tornar-se realidade!

Parabéns a todos que aqui chegaram e que permanecem com a gente até hoje!

Pai Joaquim de Cambinda, retratado pela
nossa filha Débora

Parabéns Pai Joaquim de Cambinda!
Nós sabemos como é importante para este Preto Velho querido a realização deste sonho e o cumprimento desta missão.


Parabéns a toda a espiritualidade que nos acompanha, nos auxilia, nos dá coragem e nos ampara neste trabalho.

Saravá , Umbanda!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Salve Ogum, Salve Jorge Guerreiro!!!


Dia de São Jorge, sincretizado na Umbanda com Ogum.
Por todo o país, terreiros, igrejas, se mobilizam para homenageá-lo.
Em nossa casa não será diferente.
Porém, devido ao feriadão, vamos fazer nossa homenagem na próxima 4ª feira, dia 27, às 19h, na Sessão de Caboclos.
Será uma sessão festiva, sem consultas, apenas com passe de corrente.
Todos que comparecerem receberão uma espada de São Jorge energizada por esta maravilhosa falange.
Para quem ainda não conhece e quiser saber mais sobre Ogum, aqui mesmo neste blog tem uma postagem a respeito .
Existem lindos pontos cantados que fazem referência a Ogum e seu trabalho na Umbanda, mas eu particularmente prefiro homenageá-lo, no seu dia, com esta prece, cantada por Caetano Veloso.


Saravá Ogum!


quinta-feira, 21 de abril de 2011

Páscoa na Creche

No último sábado, dia 16, fizemos a festinha de Páscoa para as crianças da Creche Luz do Amanhã, na Vila Jardim, em Porto Alegre.
Embora nem todas as crianças tenham comparecido devido à chuva, foi muito gratificante interagir com elas fazendo a nossa parte e levando, mais do que o lanche e as cestinhas com os chocolates, um pouco de carinho e alegria.
Seguem algumas fotos:







Pintando as carinhas de coelho!








Brincando de imitar coelinho!







Hora do lanche!











Entrega das   cestas!







A hora mais esperada, descobrir o que tem dentro!







Prazer cumprido!

domingo, 17 de abril de 2011

Desmistificando Exu



Há que se entender de uma vez por todas que Umbanda e Candomblé são religiões absolutamente distintas, que guardam muito mais diferenças do que semelhanças.
Existem semelhanças? Sim como, por exemplo, os nomes de alguns Orixás, mas a forma de entendimento do que seja Orixá e principalmente a forma de culto a esses Orixás é absolutamente diferente.
Com Exu não poderia ser diferente. O Candomblé o entende como sendo Orixá.
Como a nossa discussão não diz respeito as interpretações do Candomblé, visto se tratar de outra religião, nos ateremos a Umbanda onde Exu não é Orixá. Não é Orixá porque Orixá é energia emanada de Zambi (Deus), representada na terra através das Forças da Natureza.
Orixá é potencia de Luz.

Vamos tentar esclarecer alguns pontos que são mitos dentro da Umbanda. Mitos que foram criados por pessoas que não entendiam o verdadeiro trabalho de Exu na Umbanda, aliás não entendiam o verdadeiro trabalho da Umbanda.

A Umbanda em sua dinâmica básica lida com espíritos dos mais variados graus de evolução. As entidades, guias e mentores que se apresentam nos terreiros exercem um trabalho incansável contra as forças trevosas.

Na Umbanda a origem de Exu está em função da necessidade de existirem guardiões, encaminhadores e combatentes das forças trevosas. Por isso se diz que “Sem Exu não se faz nada”. Isso não porque Exu não deixa, porque é vingador, traíra ou voluntarioso como querem fazer pensar algumas lendas sobre Exu, mas sim porque não há como combater forças trevosas sem defesa e proteção.
Então pode vir a pergunta: “Então nossos guias (caboclos e pretos velhos) não nos protegem e defendem?” Claro que protegem e defendem, entretanto cabe a Exu o primeiro combate, o combate direto contra as energias que circulam no Astral Inferior. Esta é a especialidade de Exu, pois conhece profundamente os caminhos e trilhas desse ambiente energético. É a sua função primeira, assim como a dos Caboclos e Pretos Velhos é a de nos orientar e aconselhar.

Um segundo mito a ser desfeito diz respeito a confiabilidade de Exu. Como disse anteriormente, Exu não é traíra! Qual a lógica de Orixá e entidades de luz o colocarem como guardião, defensor se ele fosse “subornável”, se ele não fosse confiável?
Seguindo o mesmo raciocínio outro mito que não tem base alguma é “Exu tanto faz o mal quanto faz o bem e depende de quem pede.
Se uma criança sabe diferenciar o bem do mal, como Exu, conhecedor de segredos de magia, manipulador de magia, defensor, combatente de forças trevosas possa ser tão imbecil a ponto de não diferenciar o bem e do mal e o que é pior trair a confiança de Caboclo e Pretos Velhos?

Aí vem outra pergunta: “Mas eu fui num terreiro e disseram que o trabalho contra mim foi feito por um Tranca Ruas”. Resposta: o trabalho foi feito por um obsessor se passando por Tranca Ruas. Aliás, obsessor se passa por tudo, inclusive por enviado de Orixá, como Caboclo e Preto Velho.
E por que isso acontece? Por causa de médiuns invigilantes. Médiuns pouco compromissados com o Astral Superior, médiuns e dirigentes ignorantes. Médiuns e dirigentes que buscam os terreiros de Umbanda para satisfazer as suas baixas aspirações, como válvulas de escape para fazerem “incorporados” o que não tem coragem de fazer de “cara limpa”! Médiuns de moral duvidosa que gritam, xingam, bebem, dançam de maneira grotesca para uma casa religiosa e imputam a Exu esses desvarios. Caso estejam realmente incorporados estão na realidade é sofrendo a incorporação de kiumbas (que são espíritos moralmente atrofiados ou que buscam apenas tumultuar o ambiente). Nunca um Exu ou Pomba Gira de verdade irá se prestar a um papel desses.

Exus são espíritos de luz em busca de evolução. Que estão altamente compromissados com as esferas superiores, com os guias e protetores do médium e com toda a egrégora de luz da Casa na qual o médium está inserido.

Trabalhando diretamente com esta egrégora eles auxiliam no combate e encaminhamento dos espíritos que são atraídos pela corrente de desobsessão do terreiro que fazem parte.

Entretanto, cabe lembrar, que o estágio evolutivo de Exu de Trabalho está abaixo de Caboclo e Pretos Velhos. Isso não significa que não sejam evoluídos apenas encontram-se num estágio abaixo. Sua energia é mais densa.

Outro aspecto a ressaltar é que esse estágio evolutivo não impede Exu de trabalhar conjunta e harmoniosamente com entidades mais evoluídas, até porque além de trabalharem sob as suas ordens, ou seja, sob as ordens de enviados de Orixá, a questão “hierarquia” é muito bem resolvida no Astral Superior. Lá não existem “disputas” pelo “poder” ou se questiona quem “manda”. Todos estão conscientes de seus papéis e do trabalho que precisa ser realizado, além de trabalharem com um mesmo objetivo, a Caridade!
A palavra de ordem de Exu é “compromisso”! Por tudo isso ele não é e nem nunca foi traidor ou do “mal”.
Exu é um grande manipulador de energias, transfigurando-se em formas diferenciadas de acordo com o ambiente em que está.
A exemplo disso vemos Exu se apresentando aos obsessores que irão combater em configuração que desperte medo e/ou respeito. Ele não poderia se apresentar a um “inimigo” como se fosse uma linda Cinderela... Isso não assustaria ninguém, então ele assume sim formas rudes, entretanto ele o faz por estratégia e não por serem deformados, e muito menos eles tem chifres, rabos e pés de bode como são tão mal retratados nessas imagens que encontramos em casas de artigos religiosos.
Detalhe importantíssimo: Exu não tem necessidade de sacrifícios de animais e despachos em encruzilhadas, porque quem “recebe” tudo isso é kiumba! Lembrando ainda que isso dentro do Ritual de Umbanda!

Alupo, Compadres e Comadres!

(baseado em texto de Mãe Iassan Ayporê Pery, dirigente do Centro Espiritualista Caboclo Pery, RJ)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

As Umbandas



Falam em tantas Umbandas.

Branca, esotérica, popular, traçada, de nação, omolocô, umbandolé, candomblé de caboclo, evangelizada, kardequizada, iniciática e outras mais.

O que é Umbanda então?

Se forem tantas, porque cada qual teima em dizer que somente a sua, aquela que ele pratica, é a verdadeira?

Origens, respondem todos em uníssono!
Esta seria a solução para os problemas!


E qual a origem da Umbanda verdadeira?


Lá vamos nós novamente viajar por inúmeras teses. Negros Africanos, Sumérios, Atlântida, Astros, Planetas diversos, Seres extraterrenos, Anjos celestiais, etc…

Mas será que isso tudo é importante?

Por que temos que precisar ou determinar qual das Umbandas é a mais ou a unicamente correta?

Quem sabe não são mesmo várias Umbandas, totalmente diferentes umas das outras.
Ou, ainda por outro lado, quem sabe ela é somente uma mesmo, apenas com várias ramificações!

Se formos olhar bem a fundo cada uma das diversificações de nomes ou qualificações das diversas Umbandas, veremos que em todas elas manifestam-se entidades espirituais semelhantes, tais como os Caboclos, Pretos Velhos, Exus,Crianças, além de Zé Pelintras, Ciganos, etc…

Uma religião que prima pela Caridade, Humildade e Amor, não poderia se dividir tanto entre seus filhos.
Discutem se o Caboclo pode ou não pode usar cocar, se o Preto-Velho pode ou não pode usar chapéu, se Exu é guardião ou apenas mensageiro e deixa-se muitas vezes de perceber e até mesmo de cobrarem-se a si próprios se a caridade que estão praticando ou intermediando é real.
Será mesmo que as entidades se preocupam com estas diferenciações?

Não! As entidades espirituais são seres de luz; são, apesar de ainda imperfeitos na evolução espiritual, conhecedores da visão mais iluminada da caridade. Eles não se preocupam com as roupas que a eles queremos impor. Para eles o que importa é o amor, a união, a elevação.

Irmãos! Que divisão nada!

A Umbanda é única! Ela é perfeita!

Tão perfeita que se adapta a tantas interpretações.
Tão linda e majestosa, que aos olhos de cada um mostra a luz da maneira que possa ser percebida.
E suas origens são mesmo polêmicas, mas não traduzem os maiores ideais da religião: caridade, humildade e amor.
Que se busquem historicamente as origens, mas não contaminemos nossa prática religiosa com nossas próprias imperfeições, com nossos próprios preconceitos, com nossos próprios interesses pessoais.

Ao invés de subdesenvolvido, que tal tradicional?

Ao invés de cultos exagerados, que tal criteriosos?

Ao invés de discussão, que tal aceitação?

Não seremos menores se Africanistas, ou maiores se Iniciáticos!
Mais capazes, se optarmos por fundamentos de nação ou menos capazes, se seguirmos os ensinamentos à luz Kardequiana!
Seremos sim maiores ou menores, se levarmos em consideração a caridade que conseguirmos praticar!
Muitos se mostram prontos para uma verdadeira luta na intenção de resgatar a verdadeira Umbanda, outros pretendem livrá-la de influências negativas de outras religiões.
Vamos fazer mais que isso!
Vamos praticar a nossa Umbanda, aquela que nos toca ao coração com sentimentos de amor e caridade.
Vamos mostrar esse amor a todos os nossos irmãos.
E aí quem sabe, teremos uma Umbanda única e seremos verdadeiros Umbandistas.


(autor desconhecido - Retirado do Correio da Umbanda)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Linha do Oriente na Umbanda

A Linha do Oriente é com­posta por inúmeras entidades, majorita­riamente de origem oriental.
Apesar dis­­so, muitos espíritos desta Linha po­dem apre­sentar-se como caboclos ou pretos velhos.
Nem todos os espíritos são ori­entais no sentido comum da palavra.
Temos espíritos de médicos de diversas nacionalidades que trabalham nesta linha, por afinidade.

A Linha do Oriente ficou muito popular de 1950 a 1960, quando as tradições bu­­­distas e hindus se firmaram entre o povo brasileiro. Os imigrantes chineses e japoneses, sobretudo, passaram a fre­­qüentar a Umbanda e trouxeram se­us ances­trais e costumes mágicos.

Mestre St. Germain, líder da Linha do Oriente em nossa casa
São Guias maravilhosos, que nos incitam pelo caminho da Luz Divina, trabalham lindamente com cura de males físicos e espirituais, são extremamente humildes e nada exigentes com relação a ferramentas de trabalho.  Atuam muito dentro do psicológico e emocional tanto de seu médium como de seus consulentes.

Todo e qualquer tratamento espiritural para a saúde tem seus resultados diretamente ligados ao merecimento de cada um e principalmente a sua fé. E também não dispensa o auxílio dos médicos da Terra, pois trabalham em conjunto, sempre que necessário.

 As doenças tem sua origem no espírito e é no espírito que os Mestres da Linha do Oriente atuam.
Pode levar algum tempo até que os reflexos do tratamento apareçam no corpo físico, por isto é importante ter fé e cumprir à risca as orientações recebidas.
Algumas pessoas comparecem a uma Sessão do Oriente em busca de milagres e, não percebendo resultados imediatos, não fazem a sua parte, não retornam e passam a desacreditar.

Muitas vezes os espíritos não têm permissão para curar, pois a doença é cármica, a pessoa pediu e precisa passar por esta prova para aprender e evoluir nesta encarnação.
Porém, eles têm permissão para auxiliar esta pessoa a passar por esta prova com menos dores, menos aflições e mais coragem.

Quando a saúde está debilitada devido a uma demanda é mais fácil resolver o problema, porém quem vai atuar neste caso, eliminando a origem, é o Povo da Rua. O Povo do Oriente vai trabalhar nas consequências, ou seja, qualquer resquício que tenha ficado no físico em decorrência do que foi demandado.

Faça a sua parte: cultive bons pensamentos, ajude o seu próximo e perdoe seus inimigos.





sábado, 9 de abril de 2011

Sugestões para que você obtenha melhor proveito de seu atendimento em nossa casa:

Quando vamos ao terreiro, sempre estamos em busca de algo e muitas vezes esquecemos que esse algo não vai vir de fora, não vai cair do céu. Com certeza vai depender do nosso merecimento e do nosso trabalho. Dificilmente uma situação que demorou muito tempo para se formar se resolverá num único atendimento mediúnico.

Dependendo da ótica que você lê esse texto, pode ficar a impressão de passividade e de que sempre está errado. Que tem que ter paciência, que tem que ser resignado. Sim, temos que trabalhar tudo isso, mas se você prefere ter uma atitude mais participativa, mais ativa, podemos pensar em algumas idéias para melhorar nossos atendimentos com os guias espirituais.
Algumas sugestões:

Saiba pedir - Antes mesmo de chegar ao terreiro vá pensando nas suas prioridades. Durante a abertura dos trabalhos concentre-se e reflita (obviamente em silêncio) sobre o que você almeja e o que realmente você foi fazer lá. Na frente do guia sabemos que muitas vezes dá o “branco” e nem sabemos direito o que falar, mas se já é difícil pra gente imagina para o guia entender o que passa dentro da nossa cabeça tendo ainda o médium como intermediário. Não duvido da capacidade da entidade, porém se podemos facilitar pra quê complicar? Uma boa consulta não é aquela que demora horas e sim aquela que é objetiva.

Concentre-se em você - Estamos sempre pensando nos outros, nos nossos familiares, amigos ou mesmo inimigos. Pense em você. Não, isso não é egoísmo, é um caminho para a solução dos problemas; primeiro porque você não interfere no livre arbítrio de terceiros e, segundo, porque é você quem está lá e não os outros. Sei que pode parecer cruel “deixar de pensar nas pessoas”, mas não dá para tirar os outros do buraco se você ainda estiver dentro dele. O máximo que vai acontecer é os outros subirem sobre você para tentarem sair do buraco. 

Use roupas adequadas - decotes, transparências, roupas muito justas e curtas desviam a atenção e podem servir de instrumento dos espíritos menos esclarecidos para desestabilizar a harmonia dos trabalhos. Evite roupas escuras, que dificultam o trânsito das energias.

Mantenha o foco no seu atendimento - preste o máximo de atenção no que lhe está sendo dito, evitando a curiosidade de ouvir e ver o que se passa ao redor, evitando atrair para você cargas dos outros consulentes por ser curioso.

Tenha paciência - aproveite o tempo de espera pelo atendimento para refletir e usufruir das boas energias concentradas no terreiro. Reclamar, ficar levantando para fazer nada, cochichar e falar sobre futilidades é um grande favor que você faz ao baixo astral. Sim, toda energia trabalhada tem que fluir para algum lugar e graças à lei da afinidade você pode entrar no terreiro com um probleminha e sair com um problemão. Seja esperto, vibre sempre energias positivas, em silêncio e no seu lugar.

Procure saber mais - não limite-se a buscar auxílio sempre que acha que as coisas não vão bem. Informe-se, leia, pesquise, pergunte como as coisas funcionam. Faça a sua parte.

Contribua materialmente com o terreiro - Todo terreiro usa velas, pembas, ervas, etc. Todo estabelecimento consome água e utiliza energia elétrica. Todo local com muita gente precisa ser limpo também na matéria e para isso são utilizados vassouras, panos e produtos de limpeza. O trabalho espiritual acontece num local físico que precisa ser mantido em ordem para a boa continuidade dos trabalhos. Converse com os responsáveis pelo seu terreiro e veja como você pode contribuir mesmo que esporadicamente.

Confie em você e tenha fé - ninguém é obrigado a ficar em um terreiro onde não se sinta bem, mas ficar indo em vários terreiros ao mesmo tempo é igual a iniciar o tratamento de uma doença em diversos médicos simultaneamente: além de gastar tempo e dinheiro, seu corpo sofre com medicamentos diferentes. É preciso ter fé, acreditar, ser racional e paciente. Portanto, confie na sua escolha, analise e seja crítico consigo mesmo para não perder o seu tempo, o tempo dos médiuns e o tempo dos guias. Ir em 7 terreiros diferentes na mesma semana significa que você, no mínimo, ocupou o lugar de outros 6 irmãos que precisam de atendimento. Não seja egoísta.

Precisamos sair da passividade e assumir uma postura mais centrada e inteligente para fazer da nossa Umbanda uma religião de respeito.

Clareza e verdade são boas pra todo mundo, e disciplina, ao contrário do que muita gente pensa, não é escravidão, é liberdade.

(baseado em texto de Daniel Nakama – médium atuante do Centro de Umbanda Carismática)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Quão efêmera é esta nossa passagem pela Terra!

Por mais espiritualizados que sejamos, por mais saibamos que não cai uma folha de uma árvore sem que Deus permita, por mais acreditemos que a cada um é dado segundo suas obras, impossível ficar impassível diante do que aconteceu com as crianças daquela escola do Rio de Janeiro.

Mais do que ficarmos presos ao notíciário, atentos aos detalhes, cabe um minuto que seja, de oração.
Pelas crianças que partiram de forma tão violenta, pelos pais das vítimas, cuja dor não podemos dimensionar e, porque não, pelo assassino.

Misericórdia, meu Deus!

Somos todos seres em evolução e, quanto mais evoluímos, maior nossa responsabilidade de compreensão e de perdão.

PRECE DE CÁRITAS

Deus, nosso Pai, que sois todo amor e bondade, dai a força àquele que passa pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade,  ponde no coração do homem, a compaixão e a caridade.
Deus, dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.
Pai, dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai.
Senhor, que vossa bondade se estenda sobre tudo o que criastes.
Piedade, Senhor, para aqueles que Vos não conhecem, esperança para aqueles que sofrem.
Que Vossa bondade permita hoje aos espíritos consoladores derramarem  por toda a parte a paz, a esperança e a fé.
Deus! Um raio , uma faísca do Vosso amor pode abrasar a terra!
Deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita,  e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.
Um só coração, um só pensamento subirá até Vós como um grito de reconhecimento e de amor.
Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos,
ó poder, ó bondade, ó beleza, ó perfeição
E queremos de alguma sorte, merecer a Vossa misericórdia.
Deus, dai-nos a força de ajudar o progresso, a fim de subirmos até Vós.
Dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé, a razão, dai-nos a simplicidade e a humildade que
fará de nossas almas o espelho onde deve refletir-se a Vossa santa e puríssima imagem.
Que Assim Seja!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Povo Cigano, Oração dos Quatro Elementos

Imagem de nosso Congá
Faço meus apelos nesta oração, com muita fé e amor, a querida Santa Sara Kali, protetora do Povo Cigano, e a todos os benditos espíritos de luz que trabalham na Linha dos Ciganos, na Umbanda.

Peço com toda a força do meu coração aos nossos protetores, que a energia poderosa da natureza representada pelos quatro elementos (fogo, água, ar e terra) tome conta da nossa casa, do nosso trabalho, do nosso corpo, da nossa mente, de nossas emoções e anseios.


Cubram-nos com grande proteção e nos abençoem.

Que o fogo seja a demonstração viva do amor, da união, do calor humano e da harmonia que deve nos ligar por toda nossa existência.

Que a água, fonte cristalina de bênçãos, lave e limpe nossas vidas e nos livre de toda carga negativa que possa interferir em nosso comportamento e atitudes para conosco mesmos e nossos semelhantes.
Que o ar nos traga o sopro mágico da vida e renove a cada dia as nossas energias físicas e a nossa saúde.

Que a terra seja o nosso símbolo de prosperidade, renovando-se sempre, para que possamos semear e colher todos os seus frutos benditos para nossa tranqüila sobrevivência.
Salve a magia, a força e a luz do Povo Cigano!

domingo, 3 de abril de 2011

Alegria e descontração no Terreiro

“Em geral, a maioria das pessoas presentes a uma reunião de auxílio, contribui de alguma forma na doação de recursos terapêuticos para o atendimento aos mais carentes de energia e de um estado harmonioso.

Entretanto, para que possamos aproveitar tais recursos, empregamos a tecnologia sideral a fim de extrair aquilo que nos seja possível, geralmente sem que tais pessoas percebam.

Quando numa reunião encontramos fatores de harmonia, de fraternidade, de tranqüilidade, podemos extrair mais intensamente essas energias de meus irmãos.
Porém, ao falar em harmonia, não queremos dizer uma reunião em que necessariamente predomine o silêncio, composta por pessoas sem interesse, aparentemente mortas ou inertes.

A alegria é um dos fatores muitíssimo importantes para que possamos captar fluidos com certas características, dotados de maior qualidade, a fim de serem transportados para os locais mais necessitados.

Portanto, pessoas reunidas em harmonia, isto é, alegres, descontraídas e ao mesmo tempo conscientes de sua responsabilidade – serão para nós as fontes mais capacitadas para arregimentar as energias curativas das quais precisamos. “

(trecho extraído do livro ‘Consciência’ pág.194, questão 96, médium Robson Pinheiro , pelo espírito Joseph Gleber)