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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Quem caminha são as ovelhas...

Muitas vezes as pessoas acham que a Umbanda, mais precisamente os Guias Espirituais, estão a disposição para adivinhações, para dizer se as coisas que almejam, como marido, negócios, estão para acontecer, e detalhe, muitas vezes tem que acontecer do jeito que foi planejado, saber de amores que sumiram, e por ai vai…!
Claro que os Guias têm a permissão de falar algumas coisas, como: “tem tudo para dar certo, mas faça a sua parte”, “a pessoa que você almeja está próxima, mas olhe para os lados”, “estamos ajudando para que tudo aconteça, mas não vacile nos caminhos”, “orai e vigiai”, alguns trabalhos de ajuda como, magias, descarrego, desobsessão… Mas, seguramente, nunca adivinhações ou previsões, se assim fosse não precisaria mais ter pessoas desaparecidas, era só ir a um Terreiro de Umbanda. Também não precisaríamos mais de remédios e nem de médicos encarnados, estaríamos famosos pelos nossos milagres…


O que existe meus irmãos é força, determinação, fé, vontade, aliados aos trabalhos espirituais que nossos queridos Guias, através de Jesus, nos oferecem, e assim podermos alcançar o merecimento de sermos curados, de recebermos os bens materiais que lutamos para obter, mas o maior de todos, o de receber os bens espirituais para crescermos e evoluirmos.

A vida é feita de escolhas. Diariamente podemos escolher qual caminho seguir e nesta escolha podemos mudar acontecimentos, como por exemplo, posso ir a uma festa e conhecer uma pessoa legal ou decidir ficar em casa assistindo novela; também posso acordar pela manhã e sair para trabalhar, mas não sem antes xingar São Pedro pela chuva, ou posso acordar e aceitar a previsão do tempo, colocar sapatos mais fechados e chegar no meu trabalho dando bom dia a todos, pois graças Deus tenho um trabalho, tenho meu ganha pão.

Eu escolho meus caminhos, eu escolho como cumprir meu carma.Ou eu cumpro da melhor maneira possível, ou da pior maneira possível.
Isso se chama livre arbítrio.
Ao reencarnamos nós escolhemos as dívidas a serem pagas, então escolhemos a família, condição social, pessoas que nos cercam e os grandes acontecimentos onde iremos ser testados, são as provas terrenas.
Então você pode perguntar: se eu faço meus caminhos, pra que vou a um terreiro para ser ajudado?
Eu pergunto: Porque uma pessoa precisa ir à escola? Para aprender, não é verdade?
Nossos amados Guias são nossos professores, psicólogos, pais, irmãos, amigos, profundos conhecedores das Leis de Deus e vêm nos ensinar a andar, ensinar qual o melhor caminho a trilhar…

Como diz Emmanuel: “ O pastor conduz seu rebanho, mas quem tem que caminhar são as ovelhas”.

Esses dias recebi um texto que tinha uma frase assim:
“Para ser Umbandista, devemos saber lidar com a ingratidão”.
Refletindo em cima dessa frase simples e curta, porém sábia e profunda, observamos nos Templos Umbandistas pessoas que o freqüentam e, realmente, com algum tempo fazem mudanças significativas, mas basta um NÃO do Guia ou do Pai da casa para essas pessoas (sem generalizar) dizerem que o centro é fraco ou o Guia é fraco.
Para ser Umbandista temos que ter nossa casa bem construída, pois vamos nos deparar com essa situação por muitas vezes, e com outras piores, mas também vamos ver muitas pessoas crescerem e evoluírem.
A Umbanda é amor, caridade, seriedade, evolução, servir…
Pensem nisso! Em vez de se lamentarem, de ter auto piedade, de criticarem, ou ter ingratidão, olhem para cima.
Com certeza terá uma mão estendida lhe chamando para a sua evolução, para seu crescimento, para sua reforma interior, para sua auto análise como filho de Deus.
E esta mão, eu sei que é Deus, atua através de nossos queridos Guias Espirituais a nos conduzir nos caminhos de Nosso Pai Misericordioso.
Lembrem-se: “quem caminha são as ovelhas”

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A alma do mundo (Chico Xavier)

Quando você conseguir superar graves problemas de relacionamentos, não se detenha na lembrança dos momentos difíceis, mas na alegria de haver atravessado mais essa prova em sua vida.
Quando sair de um longo tratamento de saúde, não pense no sofrimento que foi necessário enfrentar, mas na benção de Deus que permitiu a cura.
Leve na sua memória, para o resto da vida, as coisas boas que surgiram nas dificuldades.
Elas serão uma prova de sua capacidade, e lhe darão confiança diante de qualquer obstáculo.
Uns queriam um emprego melhor; outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta; outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos; outros, ter pais.
Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita; outros, falar.
Uns queriam silêncio; outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.
Uns queriam um carro; outros, andar.
Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário.


Há dois tipos de sabedoria: a inferior e a superior.
A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.
Tenha a sabedoria superior. Seja um eterno aprendiz na escola da vida.
A sabedoria superior tolera, a inferior julga;
a superior alivia, a inferior culpa;
a superior perdoa, a inferior condena.


Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Trabalho de Exu

Estou num canto do terreiro observando os trabalhos.
Os médiuns já estão em posição, todos já bateram cabeça.
Os pontos invadem o salão.
Na assistência pessoas que freqüentam a casa com assiduidade e outras que pisam pela primeira vez.
Sinto que algumas estão visivelmente emocionadas, seus protetores estão ali.
Outras estão suando frio, passam mal, estão agoniadas, afoitas para irem embora dali.
Espíritos trevosos estão atuando sobre elas, querem sair dali o mais breve possível, pois temem serem descobertos.
Certamente serão afastados e não poderão perturbar aquelas pessoas.
O dirigente dos trabalhos vibra com intensidade, na corrente um médium balança, parece que vai cair.
Percebo que seu Caboclo está por perto.
O Médium ainda é novo, não está totalmente integrado com seu guia, mas com paciência e amor breve o caboclo estará incorporando.
Na corrente muitos estão incorporados.
O Caboclo chefe toma o médium dirigente, como faz a décadas.
Brados de guerra são ouvidos.
Na medida que os irmãos da mata chegam trazem forte energia para todos.
Unidos numa só força eles, (através dos passes ministrados), retiram da assistência os eguns e kiumbas, limpam as pessoas que estão perturbadas, transmitem força e esperança.
As pessoas que antes choravam agora sorriem aliviadas.
Dores são aplacadas.
Vejo que muitas daquelas pessoas em breve estarão também recebendo seus guias.
Embora esteja acostumado a ver essas cenas sempre me emociono.
Daqui do meu canto, serenamente acompanho os trabalhos.
Subitamente uma jovem da assistência, põe-se a vociferar.
Sua voz antes melodiosa e serena torna-se grave e arrogante.
Ela tenta agredir os fiscais da casa que habilmente a conduzem para dentro do terreiro.
Sem dúvida o kiumba que a acompanha é muito perigoso.
Os Caboclos estão alertas.
Nem bem cruza a porteira o kiumba grita, xinga, tenta machucar a pobre moça, diante da mãe desesperada que se encontra na assistência.  
Os Caboclos abrem a roda, os atabaques soam mais altos.
O Caboclo chefe se adianta sobre ele, forte energia circula pelo corpo da jovem moça.
O Caboclo não quer que ela se machuque, ele vibra sua maraca e o Caboclo da menina pela primeira vez aproxima-se da filha com força.

Chegou minha hora, me aproximo calmamente.
O Kiumba evita meu olhar, se desespera.
Sorrio e caminho em sua direção, preparo minhas armas.
Ele grita, esbraveja.
O Caboclo pede meu apoio.
Não me faço de rogado para desespero do Kiumba de um salto estou com minha espada em sua garganta.
Domino-o com facilidade.
Chamo outros que o amarram e o levam para seu devido lugar.
Outros Kiumbas menores que o acompanhavam também são capturados, receberão seus castigos.
A moça acorda leve e feliz.
Os Caboclos terminam o descarrego, agradecem meu auxilio.
Eu volto para meu canto. Ali na cafua observo o fim dos trabalhos.
Minhas velas, meus charutos, meu marafo estão firmados.
Os trabalhos terminam, todos se vão felizes.
Na porteira estou de sentinela...

Alupo, Exu!

Autor desconhecido
  


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A oração é o suspiro da criatura oprimida (Marx)!



Me deparei com esta frase enquanto ouvia o CD "Orações para um mundo melhor" (áudio-livro de Rubens Alves) e como não havia menção ao autor, fui buscar no Google e encontrei um texto de Rubens Alves sobre a oração que achei lindo e queria dividir com vocês:

" Hoje vou escrever sobre a arte de rezar. Dirão que esse não é tópico que devesse ser tratado por um terapeuta. Rezas e orações são coisas de padres, pastores e gurus religiosos, a serem ensinadas em igrejas, mosteiros e terreiros. Acontece que eu sei que o que as pessoas desejam, ao procurar a terapia, é reaprender a esquecida arte de rezar. Claro que elas não sabem disto. Falam sobre outras coisas, dez mil coisas. Não sabem que a alma deseja uma só coisa, cujo nome esquecemos.

A terapia é a busca desse nome esquecido. E quando ele é lembrado e é pronunciado com toda a paixão do corpo e da alma, a esse ato se dá o nome de poesia. A esse ato se pode dar também o nome de oração.Por detrás da nossa tagarelice (falamos muito e escutamos pouco) está escondido o desejo de orar. Muitas palavras são ditas porque ainda não encontramos a única palavra que importa. Eu gostaria de demonstrar isso - e a demonstração começa com um passeio. Para começar, abra bem os olhos! Veja como este mundo é luminoso e belo! Tão bonito que Nietzsche até mesmo lhe compôs um poema:

“Olhei para este mundo - e era como se uma maçã redonda se oferecesse à minha mão, madura dourada maçã de pele de veludo fresco... Como se mãos delicadas me trouxessem um santuário, santuário aberto para o deleite de olhos tímidos e adorantes: assim este mundo hoje a mim se ofereceu...“

Tudo está bem. Tudo está em ordem. Nada impede o deleite dessa dádiva. Ninguém doente. Nenhuma privação econômica terrível. E há mesmo o gostar das pessoas com quem se vive, sem o que a vida teria um gosto amargo.

Mas isso não é tudo. Além das necessidades vitais básicas a alma precisa de beleza. E a beleza - o mundo a serve a mancheias. Está em todos os lugares, na lua, na rua, nas constelações, nas estações, no mar, no ar, nos rios, nas cachoeiras, na chuva, no cheiro das ervas, na luz que cintila na água crespa das lagoas, nos jardins, nos rostos, nas vozes, nos gestos.

Além da beleza estão os prazeres que moram nos olhos, nos ouvidos, no nariz, na boca, na pele. Como no último dia da criação, temos de concordar com o Criador: olhando para o que tinha sido feito, viu que tudo era multo bom.

E, no entanto, sem que haja qualquer explicação para esse fato, tendo todas as coisas, a alma continua vazia. Álvaro de Campos colocou este sentimento num poema:

“Dá-me lírios, lírios, e rosas também. Crisântemos, dálias, violetas e os girassóis acima de todas as flores. Mas por mais rosas e lírios que me dês, eu nunca acharei que a vida é bastante, Faltar-me-á sempre qualquer coisa. Minha dor é inútil como uma gaiola numa terra onde não há aves. E minha dor é silenciosa e triste como a parte da praia onde o mar não chega.“

Como se uma nuvem cinzenta de tristeza-tédio cobrisse todas as coisas. A vida pesa. Caminha-se com dificuldade. O corpo se arrasta. As pessoas procuram a terapia alegando faltar um lírio aqui, uma rosa ali, um crisântemo acolá. Buscam, nessas coisas, a única coisa que importa: a alegria. Acontece que as fontes da alegria não são encontradas no mundo de fora. É inútil que me sejam dadas todas as flores do mundo: as fontes da alegria se encontram no mundo de dentro.

O mundo de dentro: as pessoas religiosas lhe dão o nome de alma. O que é a alma? Alma são as paisagens que existem dentro do nosso corpo. Nosso corpo é urna fronteira entre as paisagens de fora e as paisagens de dentro. E elas são diferentes “O homem tem dois olhos“, disse o místico medieval Angelus Silésius. “Com um ele vê as coisas que passam no tempo. Com o outro ele vê o que é eterno e divino.“ Em algum lugar escondido das paisagens da alma se encontram as fontes da alegria - perdidas. Perdidas as fontes da alegria as paisagens da alma se apagam, o corpo fica como uma casa vazia. E quando a casa está vazia, vai-se a alegria. E as paisagens de fora ficam feias (a despeito de serem belas).

O mundo de fora é um mercado onde pássaros engaiolados são vendidos e comprados. As pessoas pensam que, se comprarem o pássaro certo, terão alegria. Mas pássaros engaiolados, por mais belos que sejam, não podem dar alegria. Na alma não há gaiolas.

A alegria é um pássaro que só vem quando quer. Ela é livre. O máximo que podemos fazer é quebrar todas as gaiolas e cantar uma canção de amor, na esperança de que ela nos ouça. Oração é o nome que se dá a esta canção para invocar a alegria.

Muitas orações são produtos da insensatez das pessoas. Acham que o universo estaria melhor se Deus ouvisse os seus conselhos. Pedem que Deus lhes dê pássaros engaiolados, muitos pássaros. Nisso protestantes e católicos são iguais. Tagarelam. E nem se dão ao trabalho de ouvir. Não sabem que a oração é só um gemido. “Suspiro da criatura oprimida“: haverá definição mais bonita? São palavras de Marx. Suspiro: gemido sem palavras que espera ouvir a música divina, a música que, se ouvida, nos traria a alegria.

Gosto de ler orações. Orações e poemas são a mesma coisa: palavras que se pronunciam a partir do silêncio, pedindo que o silêncio nos fale. A se acreditar em Ricardo Reis, é no silêncio que existe no intervalo das palavras que se ouve a voz de “um Ser qualquer, alheio a nós“, que nos fala. O nome do Ser? Não importa. Todos os nomes são metáforas para o Grande Mistério inominável que nos envolve. Gosto de ler orações porque elas dizem as palavras que eu gostaria de ter dito mas não consegui. As orações põem música no meu silêncio.

(Transparências da eternidade, Verus, 2002) "

domingo, 7 de agosto de 2011

Para que serve a mediunidade?

É muito mais comum do que se imagina, e cada vez mais frequente, as pessoas que procuram um terreiro de Umbanda para atendimento apresentarem sintomas ostensivos de mediunidade.
Muitas se assustam, pois perdem o controle dos movimentos, até mesmo a consciência e ficam apavoradas com a possibilidade de serem 'tomadas pelos espíritos', principalmente porque os primeiros que se manifestam, quase sempre, são os de baixa vibração, obsessores ou mesmo espíritos necessitados de auxílio.
O segundo questionamento é "e agora, vou ter que botar o branco, entrar prá corrente e trabalhar na casa?".
Não necessariamente. Cada caso é um caso e deve ser analisado com cuidado antes de qualquer decisão neste sentido.
O primeiro passo é compreender como a mediunidade funciona e para isto existem as reuniões de estudo que nossa casa oferece, também para quem não tem e nem deseja qualquer tipo de vínculo ou compromisso com nossos trabalhos de caridade.
Abaixo, transcrevo um texto de Maria Silvia Orlovas (http://www.stum.com.br/p.asp?i=4802&s=1), bastante esclarecedor:

" Já se questionou sobre o motivo de nascer com tendências mediúnicas?
Os médiuns sabem muito bem que não é nada fácil ver espíritos, ter sonhos premonitórios, sentir na pele a energia dos ambientes e das pessoas. Aparentemente é muito legal ter a percepção do mundo espiritual, mas na prática, quando ainda não temos muita consciência, nos conectamos também com dores e sofrimentos. Com sorte, merecimento de boas ações em vidas passadas, com o decorrer do tempo, o médium consegue se harmonizar e sentir coisas boas.

Há muitos anos o Sr. Pena Verde, um guia muito lindo e muito amoroso, intercedeu a meu favor e me avisou que colocaria um filtro na minha visão espiritual, pois como me explicou na época: "Quem vê o bem, vê também o mal".
Sei que foi graças à luz desse mentor maravilhoso que consegui vencer minhas sombras. Mas confesso que de vez em quando enfrento momentos difíceis, de ataques energéticos, de ansiedade. E percebi ainda que as energias negativas que existem à nossa volta se alimentam do medo, do cansaço e da raiva que sem perceber guardamos dentro de nós.

Penso que a mediunidade possa ser comparada a uma antena parabólica e muita gente que pensa estar doente, na verdade, sofre por emoções abaladas. Adoecem na alma e manifestam as doenças psicossomáticas.
Compreendo que a mediunidade, antes de ser um dom, um talento, ou uma graça, é um grande compromisso. Os médiuns nascem com essas antenas abertas e têm de cuidar em se manter permanentemente num caminho ético e amoroso. Sem essa escolha a trilha será de dores e sofrimentos. Por isso, nos meus grupos e cursos ensino às pessoas a conexão essencial com o Amor.
É claro que temos sombras, gritos e dores, afinal quem pode dizer que só consegue viver o Amor?

Abandonos, frustrações amorosas afastam as pessoas do caminho e fazem com que desacreditem da validade do esforço pessoal. Mas não podemos esmorecer. Para o nosso bem e para o bem de marido, filhos e amigos, devemos persistir no bem. Encarar o mal que está dentro de nós mesmos não é fácil, mas é fundamental para colocar em seu lugar o bem que desejamos cultivar. Sinto que os médiuns deveriam ter muita força na oração para se equilibrar, porque ver o mal, sentir o mal é fácil, mas desequilibra e cria uma ligação com essa energia.

Emoções perturbadas criam verdadeiros aprisionamentos, principalmente, na depressão. Nessas horas, devemos usar a mediunidade para reconhecer o que está nos atacando, pois não são apenas forças externas; se somos atacados é porque de alguma forma nos conectamos com essa energia, mas não vamos nos desesperar, porque se estamos nos defrontando com ela é sinal que teremos também maturidade e luz para nos libertar.

O caminho do desenvolvimento mediúnico deverá ser também o do amor, do perdão e da humildade, que são os impulsos que precisamos para sermos mais felizes e equilibrados.
Vale Refletir: a luz e a sombra estão em você. Escolha qual delas deseja servir. "

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Símbolos Ciganos

Na cultura Cigana, além da Bandeira e do Hino, existem outros símbolos, utilizados em suas magias:

A BANDEIRA: A roda vermelha no centro da bandeira simboliza a vida, representa o caminho a percorrer e o já percorrido. A tradição, como continuísmo eterno, se sobrepõe ao azul e ao verde, com seus aros representando a força do fogo, da transformação e do movimento.

O azul representa os valores espirituais, a paz, a ligação do consciente com os mundos superiores, significando libertação e liberdade.

O verde representa a Mãe Natureza, a terra, o mundo orgânico, a força da luz do crescimento vinculado com as matas, com os caminhos desbravados e abertos pelos Ciganos. Representa o sentimento de gratidão e respeito pela terra, de preservação da natureza pelo que ela nos oferece, proporcionando a sobrevivência do homem e a obrigação de ser respeitada pelo homem, que dela retira seus suprimentos, devendo mantê-la e defendê-la.


O HINO:





A CORUJA:Simboliza segurança. É usada para trazer segurança e equilíbrio no plano físico, financeiro, e para se livrar de perdas materiais.






A CHAVE:Simboliza as soluções. É usado para atrair boas soluções de problemas. O símbolo da chave quando trabalhado no fogo costuma atrair sucesso e riquezas.



A ESTRELA DE 6 PONTAS:
Simboliza proteção. É usada como talismã de proteção contra inimigos visíveis e invisíveis. Também conhecida como Estrela Cigana e Estrela de David. A Estrela Cigana é o símbolo dos grandes chefes ciganos. Possui seis pontas, formando dois triângulos iguais, que indicam a igualdade entre o que está a cima e o que está a baixo. Representa sucesso e evolução interior.



 A FERRADURA:
Simboliza energia e sorte. É usada para atrair energia positiva e boa sorte. A ferradura representa o esforço e o trabalho. Os ciganos têm a ferradura como um poderoso talismã, que atrai a boa sorte, a fortuna e afasta a má sorte.


A LUA:Simboliza a magia e os mistérios. Usada geralmente pelas ciganas, para atrair percepção, o poder feminino, a cura e o exorcismo atentando sempre as fases: nova, crescente, cheia e minguante. A lua cheia é o maior elo de ligação com o sagrado, sendo chamada de madrinha. As grandes festas sempre acontecem nas noites de lua cheia.



A MOEDA:Simboliza proteção e prosperidade. Usada contra energias negativas e para atrair dinheiro. A moeda é associada ao equilíbrio e à justiça e relacionada à riqueza material e espiritual, que é representada pela cara e coroa. Para os ciganos, cara é o ouro físico, e coroa, o espiritual.



O PUNHAL:
Simboliza a força,o poder, vitória e superação. É muito usado nos rituais de magia, tem o poder de transmutar energias. Os ciganos também usavam o punhal para abrir matas, sendo então, um dos grande símbolo de superação e pioneirismo, além da roda. O punhal também é usado na cerimônia cigana de noivado e casamento, onde é feito um corte nos pulsos dos noivos, em seguida o pulsos são amarrados em um lenço vermelho, representando a união de duas vidas em uma só.



A RODA:
Simboliza a Samsara, representando o ir e vir, o circular, o passar por diversos estados, o ciclo da vida, morte e renascimento, e é usada para atrair a grande consciência, a evolução, o equilíbrio. A roda é o grande símbolo cigano, que é representado pela roda dos vurdón que gira.
Devem ser respeitados pois são detentores das tradições. É o maior tesouro do cigano, ao contrário da cultura dos gadjes onde o idoso é menos respeitado porque não contribui economicamente.





A TAÇA:
Simboliza união e receptividade, pois qualquer líquido cabe nela e adquire sua forma. Tanto que, no casamento cigano, os noivos tomam vinho em uma única taça, que representa valor e comunhão eterna.






O TREVO:
É o símbolo mais tradicional de boa sorte. Trevo de quatro folhas: traz felicidade e fortuna. Quando se encontra um trevo de quatro folhas na natureza, pode-se esperar sempre boas notícias. 






A ÂNCORA: simboliza segurança. É usado para trazer segurança e equilíbrio no plano físico, financeiro e para se livrar de perdas materiais.






Salve todo o Povo Cigano!
Optchá!