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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Um sonho de Umbanda


por Márcia Diaz Souza 

Nosso dia a dia às vezes nos absorve de tal forma, que esquecemos até de parar prá respirar.
No meio desta correria, ouço uma voz feminina que me informa: - Temos uma reunião.
Logo penso:  não posso, não tenho tempo, como parar agora?
Mas nossos protetores tem seus meios de convencer seus filhos que a hora é agora.
Uma pequena pausa e pronto, lá estou eu viajando nas asas da magia.
Era como se eu saísse de um jarro de água e estivesse entrando nas profundezas de um rio.

Logo um ser meio peixe meio homem me recebia.
Tudo era muito turvo e pouca luz entrava.
Chegamos até a entrada de uma casa tipo aquelas construções gregas cheias de aguapés na volta.
Na porta, alguns soldados e soldadas de branco e dourado me esperavam.
Nas suas cabeças tinham uns capacetes com desenho de peixes.
A água se movia juntamente com barro, pequenos peixes nadavam e também algumas tartarugas.
Fui levada até uma sala com uma mesa de pedra e no final da sala uma porta de onde uma luz muito forte saía. 

De lá veio ela,  linda, toda de dourado.
A roupa flutuava na água, seu rosto negro estava parcialmente encoberto por um véu de areia. Seus cabelos eram negros e longos.
Ela veio até mim. Suas mãos tocaram meu rosto com uma suavidade e um carinho que nunca senti. Perto dela nadavam duas cobras d’água.
Suas primeiras palavras foram : 
- Não tenha medo delas.
Então ela olhou para mim e disse.:
- Tudo isso é tua essência. Desde os primórdios da tua criação fostes feita disso tudo. Pela eternidade estarei junto a ti, minha filha. Estou sempre protegendo a tua coroa. Tu vês que, mesmo aqui no fundo, pode haver luz? Pois é, chegou a hora de deixar a tua luz interior e a tua real essência emergir. As armaduras que nesta encarnação abraçastes, não te obrigam a matar a tua essência.
Então ela selou um beijo sobre minha cabeça e se foi em direção àquela luz. Um dos soldados me pegou suavemente pela mão e saímos nadando.

 Quando dei por mim estava na superfície de um dos rios mais lindos que já vi. Queria congelar aquela paisagem. Era no meio de uma mata com árvores gigantes e muito cipó. 

Uma tela gigante se abriu e ficou passando muitas cenas do meu dia a dia, quando  ajo com rispidez e na minha cabeça vinha a voz dela dizendo que não preciso matar minha essência. 
Então uma pequena jangada chegou com um índio velho. Sentei e ela foi deslizando sozinha até uma clareira  e, quando desci , fui despertada bruscamente pela minha vida na matéria e confesso que queria fechar os olhos e seguir naquela viagem.

Mas ficou a mensagem. 

Ora yê yê!

Salve Rica Mãe Oxum!

Márcia faz parte já da Família PJ (Pai Joaquim), como é carinhosamente chamado por todos o nosso amado dirigente espiritual.
Atualmente, pertence ao grupo de estudos e desenvolvimento mediúnico do Terreiro.