AVISO IMPORTANTE:

* Nossa casa fica em Porto Alegre (RS). Para maiores informações, contate-nos via e-mail.




sexta-feira, 29 de julho de 2011

Tropeiros / Boiadeiros

Muitos aqui no Sul não conhecem o trabalho dos Boiadeiros, por tratar-se de uma falange que trabalha nas casas de Umbanda principalmente do norte do País.
Para que conheçam um pouco desta Linha de Trabalho na Umbanda, transcrevo a seguir um texto captado na internet, cuja autoria não consegui identificar, e que resume o trabalho destes espíritos:
Dentre muitos caboclos que baixam em vários terreiros, o Caboclo Boiadeiro tem sempre uma participação especial nas seções de Caboclo.

Boiadeiro é muito respeitado e aplaudido por trazer de volta ao nosso convívio toda a sua experiência adquirida em tempos de boiada, do sertão bravio, do homem responsável pela conduta da boiada do seu patrão.
Usa o laço, para laçar o boi brabo, ou para pegar aquele que se afasta da boiada, ou ainda usada para derrubar o boi para abate. Boiadeiro, na verdade, traz toda uma soma de sabedoria acumulada dessas viagens e vivências do campo. Na verdade, estamos descrevendo uma maravilhosa entidade de muita luz e muita força.
Com seus chicotes e laços vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e as pessoas da assistência. Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo as portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, assim como os Exus.
Da mesma maneira que os Pretos Velhos representam a humildade, os Boiadeiros representam a força de vontade, a liberdade e a determinação que existe no homem do campo e a sua necessidade de conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas com uma força e fé muito grande.
O caboclo boiadeiro está ligado com a imagem do peão boiadeiro - habilidoso, valente e de muita força física.
Enquanto os "caboclos índios" são quase sempre sisudos e de poucas palavras, é possível encontrar alguns boiadeiros sorridentes e conversadores.
Os Boiadeiros vêm dentro da linha de Oxóssi. Mas também são regidos por Iansã, tendo recebido da mesma a autoridade de conduzir os eguns da mesma forma que conduziam sua boiada quando encarnados. Levam cada boi (espírito) para seu destino, e trazem os bois que se desgarram (obsessores, quiumbas, etc.) de volta ao caminho do resto da boiada (o caminho do bem).
Sua maior finalidade não é a consulta como os Pretos Velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o "dispersar de energia" aderida a corpos, paredes e objetos. É de extrema importância essa função, pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha "sempre" atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos).
Esses espíritos atendem aos boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina.
Em grande parte, o trabalho dos Boiadeiros é no descarrego e no preparo dos médiuns.
Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. 
Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé. “

Uma de nossas irmãs de corrente, clarividente, em visita a uma conhecida casa de Curitiba, em dia de Gira de Boiadeiros, percebeu alguns espíritos que facilmente identificou, pela indumentária, tratarem-se de gaúchos, mais especificamente, peões tropeiros, como chamamos aqui no Sul os homens que trabalham com o gado na lida de campo.
Conversando com um deles, este informou que pela dificuldade de encontrarem no Sul uma casa que trabalhe com esta linha, aqueles espíritos que se identificam com este trabalho acabam por integrarem a Falange dos Boiadeiros.

Na primeira reunião do grupo, antes mesmo da inauguração desta casa, ainda no tempo do apartamento, após o relato desta médium, apresentou-se um espírito, movimentando o braço como se estivesse girando o laço, informando que um grupo de espíritos desta linha estava pronto para trabalhar em nossa casa e que seriam chamados de " Tropeiros ", e que seriam saudados com a expressão " Buenas ", tão popular entre os gaúchos.

O grupo é liderado por uma família, identificada como " Os Bezerras ", cuja matriarca é D.Filomena, espírito de muita luz e que quando chega no terreiro com sua humildade, o ambiente fica pleno de amor, serenidade e ao mesmo tempo muita energia e determinação.

Na época, apresentaram-se dois filhos homens e posteriormente uma filha mulher (Mariana Bezerra). 

Hoje, aos poucos, outros vão se apresentando, conforme a necessidade durante os trabalhos.

Um " upa" (abraço, em 'gauchês') a todos os espíritos que integram este grupo e nos enriquecem com seu trabalho e sua proteção.

Buenas!

sábado, 23 de julho de 2011

O obsessor amigo sempre volta...

Grande parte dos espíritos atendidos nesta casa não se encaixa neste termo "obsessor", porque obsessor é aquele espírito que tem por objetivo prejudicar o obsidiado.
A maioria chega até nós extremamente fragilizada e necessitada de auxílio. Alguns são utilizados pelos verdadeiros obsessores e nem têm consciência disto. Um obsessor nunca age sozinho.
Por outro lado, os obsidiados também não sabem como e porquê isto está acontecendo com eles. Então, não basta afastar, encaminhar, doutrinar os espíritos.
É preciso conscientizar, esclarecer, doutrinar o obsidiado, também.
Considerando ser este um trabalho da maior importância em qualquer Centro Espiritualista, repasso a seguir o texto de Fernando Martins (Terapeuta Holístico) "O obsessor amigo sempre volta", bastante esclarecedor sobre este tema:

" O termo obsessor anda bem em voga ultimamente.
E o que não faltam são locais realizando rituais para os obsediados livrarem-se destas malIgnas forças que tanto atrasam a vida de quem por elas é tomado.

Os rituais são celebrados em seguimentos dos mais distintos que vão desde as Igrejas Universais até os Terreiros de Umbanda, desde as Irmandades Espiritualistas até os Centros Esotéricos, enfim, em todo lugar tem sempre alguÉm sendo obsidiado e alguém expulsando este obsessor.
Interessante nesta história, é que geralmente as pessoas que são vítimas destes obsessores, passado um tempo livre deles, tem que retornar ao local de onde deles se livraram para novamente, repetir o processo de limpeza.
Sinal que existe entre a pessoa e o obsessor uma relação bem estreita.
E aí vem a pergunta: uma vez livre deste obsessor, porque este volta?
Decerto volta pois a pessoa não sai da sintonia, ou seja, a pessoa se limpa mas não muda o principal que é suas atitudes e comportamentos para consigo e para com a vida.
Como dizia Eistein, tolice é querer que através da repetição de um mesmo processo, algo diferente ocorra.
Ora, se ao invés da pessoa ficar culpando obsessores por tudo que de ruim lhe acontece, passasse a questionar a si mesmo e mudasse sua maneira de agir, de pensar, de viver, talvez as coisas melhorassem efetivamente em sua vida.
É muito simples colocar a culpa das mazelas de nossa vida em forças malignas.
Difícil é nós aceitarmos que somos senhores de nossos destinos e se as coisas não andam bem, assim não andam por culpa nossa e não de
forças estranhas.
Não que eu não creia em energias negativas que se elaboram por aí, nem poderia não crer, mas daí a aceitar que as pessoas fiquem à mercê de tais forças e se lamentando da vida e toquem de ir para Igreja, Terreiro, Centros, sinceramente....
Como diz a velha frase: sorte tem quem acredita nela..
Pois eu digo: obsessores são companheiros de quem com eles se sintonizam.
O tempo que ficam se preocupando em se limpar de obsessores, deveriam se ocupar em limpar suas consciências e uma vez limpas, poderem dormir toda noite com esta tranquila, pois nada fizeram durante o dia para temer a Lei do Retorno.
Além do que, ficar falando de obsessores só reforça esta Egrégora nebulosa e rasteira e nada contribui para o bem estar de ninguém.
Daí creio que seja interessante refletirmos e, ao invés de buscarmos nos livrar de obsessores que estão fora de nós, buscar nos livrarmos dos obsessores que estão dentro de nós, na forma de invejas, rancores, ódios, arrependimentos, mágoas e outros fantasmas que não fazem bem a alma.
Só para registro e reflexão.
Fecha o pano. "



segunda-feira, 18 de julho de 2011

A malandragem de Zé Pilintra

Muitos me chamam de malandro, aproveitador, enganador, até de exu sou chamado!
Éééé!!!! Os encarnados gostam de colocar muitas palavras na "boca dos mortos", o que nem sempre traduz aquilo que nós deste lado de cá da vida realmente somos.
Mas como nossa Umbanda já passou de seus 100 anos, resolvi agora dar a minha palavra para "fechar" um pouco a boca daqueles que muito falam da Umbanda e suas entidades, mas infelizmente nada sabem da mesma e muito pouco de nós.


Quando falamos de "malandros", logo lembramos daquele que leva vantagem em tudo na vida, enganando, mentindo e se aproveitando da boa vontade dos que são conhecidos como mais fracos, o que eu, José Pelintra, diria: "menos informados e preparados em sua fé"!
Para quem tem uma mente doentia este seria o melhor adjetivo para os malandros, mas um verdadeiro malandro sabe:


• Driblar os obstáculos que a vida lhe impõe com um sorriso e confiança em Deus, pois se tudo na vida tem começo e fim inclusive nossa passagem neste mundo, suas dores não são eternas. Sorrir quando tudo é alegria é fácil, o sorriso já nasce na face. Mas sorrir e ter fé quando as coisas andam meio "de lado", só para quem tem ginga.

• Malandragem não é se julgar coitado, esquecido de Deus e dos Orixás. É mexer-se, fazer a diferença, ir à luta. Tombo meninada, foi feito para se levantar e continuar adiante, ficar esperto onde "se coloca o pé", pois tem muito "malandro pisando em cova", "tem muita gente escolhendo um caminho mais doloroso para seguir" e consciente.

• Malandragem é saber seu limite, saber onde se deve parar e não querer mostrar para os outros o que não é e o que não tem. Deus minha gente, criou todos iguais, com as mesmas possibilidades. Na vida não tem "jeitinho", tem é atitude de buscar melhorar-se cada vez mais, de aprender a viver e ganhar maturidade. “ “Só ensina quem já aprendeu e não quem ainda esta na primeira série”

Muitos me criticam pelas minhas vestes brancas e trazem seu coração escuro pelo preconceito. Vacilo de quem se julga superior a todos e segue uma verdade que nem ele mesmo conhece.
Muitos falam de meu punhal, mas cortam e ferem seu semelhante com suas palavras todos os dias dentro e fora de seus lares e o meu punhal "malandro" só corta demanda.
Na minha imagem "figura" o branco simboliza como deve ser nosso interior, ou seja, LIMPO! O vermelho de meus adereços simboliza a vitalidade e a alegria que todo bom "malandro" deve ter para encarar os problemas que ele mesmo cria em sua vida.
Muitos falam, poucos conhecem!
Muitos julgam, poucos compreendem!

E assim caminha a nossa Umbanda, esclarecendo e lutando, para com muita "malandragem" e muita ginga ganhar seu espaço.
Santo figura ninguém é, então que cada um reflita antes de julgar....

“Sou santo ou demônio? Justo ou pecador?" Tira isso da cabeça meu menino!
Sou ZÉ PELINTRA, Malandro da luz e sirvo a nosso Senhor!

" ...Seu Zé Pelintra quando vem Ele traz a sua magia
Para salvar todos seu filhos e retirar feitiçaria..."  (cantiga de Umbanda)


Saravá malandragem!
José Pelintra do Morro Grande
(Mensagem canalizada por GÉRO MAITA - ceuesperanca.blogspot.com)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Na Umbanda...

Na Umbanda não tem espirito famoso.
Mas tem espirito formoso.
Na Umbanda não tratamos só a doença.
Tratamos também o doente.
Na Umbanda não iluminamos só o congá.
Iluminamos também a consciência.
Na Umbanda não existem servos e escravos mentais.
Existem servidores e voluntários espirituais.
Na Umbanda não há codificaçao oficial.
O umbandista já traz o código impresso no coração antes mesmo de nascer.
Na Umbanda, não basta vestir branco só por fora.
Tem que vestir branco por dentro também.
Na Umbanda a simplicidade supera a sofisticaçao.
Na Umbanda a humildade supera a presunção.
Na Umbanda a caridade supera a omissão.
Na Umbanda, cada médium é uma célula distinta.
Cada terreiro é um orgão diferente.
Mas em conjunto, todos contribuem ao seu modo para o bem-estar do imenso organismo chamado
HUMANIDADE!
                          
Pai Agostinho das Almas

terça-feira, 12 de julho de 2011

Breve opinião sobre a cura nos Terreiros de Umbanda

A Umbanda vem recebendo um reconhecimento privilegiado nos campos de cura. A eficácia dos trabalhos terapêuticos na casas umbandistas vem exercendo grande impacto sobre as correntes espiritualistas. Até alguns centros kardecistas que ainda exerciam certo tipo de preconceito contra o culto umbandista, vem fazendo apologia as suas práticas terapêuticas.

Como a Umbanda é universalista e a cada dia que passa médiuns das mais diferentes doutrinas e mentores dos mais variados cantos do globo atuam de uma forma íntegra e diferencial, a mediunidade evoluiu com o passar dos tempos, o conhecimento está próximo a todos e com isso, novas linhas de trabalho na Umbanda surgem para suprir a deficiência que talvez, um dia, tínhamos.

Existem até guias que utilizam princípios do reiki, e já presenciei um médium que não sabia de nada sobre a filosofia e o seu caboclo realizou um excelente trabalho. Temos também o caso de um exu que fazia cirurgias espirituais e assim, com o vasto conhecimento existente no Universo, a Umbanda vem atuando sobre várias vertentes.

A Mediunidade semiconsciente e consciente também é um dos grandes fatores. Ocorre uma simbiose ímpar, o guia aprendendo e utilizando as faculdades inerentes do médium e o médium aprendendo com o guia, atuando em uma troca fantástica de energia e conhecimento.

Também não devemos esquecer de nossas sagradas folhas, nossas miraculosas ervas que atuam como catalisadores para as mais variadas patologias existentes no campo físico e espiritual, ótimas para limpeza, para a cura e até atuando como condensador de energia para a queima de larvas e miasmas astrais. Com tudo isso, meu pensamento é rapidamente remetido à Perfeição Divina; tudo temos na Natureza e a Umbanda, antes de tudo, é o culto à Natureza, a todas as energias provenientes do Universo, que atuam em cada canto da vibração sutil dessa energia, as cachoeiras, as matas, os mares, entre outros vários.
Até mesmo no cemitério, que é o campo santo da transmutação, o portal das almas.

Percebe-se que na Umbanda temos um arsenal de técnicas para suprir as enfermidades dos adeptos que ali adentram, e isso ocorre nas mais variadas linhas. Sr. Chico Preto sempre com seus remédios, através da magia de sua fumaça e seus banhos para lá de esquisitos, sempre de cabeça, vem também obtendo grande êxito nos processos terapêuticos. A Linha de Ciganos trazendo seus conhecimentos que atravessaram os séculos através de suas inigualáveis magias.

Os sábios Pretos Velhos que trouxeram sua ciência oriunda do continente africano, miscigenada com o poder das ervas brasileiras, entre outras grandes correntes das Sete Linhas da Umbanda, cada qual com sua característica e sua ciência.

Enfim, uma série de fatores contribuiu para o grande êxito das curas nos nossos amados terreiros, e como sempre, pregando a humildade e o culto e respeito à natureza, galgaremos com grande sucesso as escadas inerentes a nossa evolução espiritual.

E vale lembrar, também é muito importante um médium consciente de suas obrigações e que dedique seu tempo aos estudos. Quanto mais rica é a cabeça do médium, maior sua serventia para o trabalho dos guias de luz.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Quem canta seus males espanta!

Grande parte dos integrantes da corrente mediúnica de nossa Casa são jovens iniciantes na Umbanda.
Talvez por isso temos certa dificuldade em fazer com que participem mais cantando os pontos e acompanhando com palmas. Os motivos vão desde 'sou tímido' até 'não decorei as letras dos pontos ainda'.

Importante ressaltar que todo som produz freqüência de ondas eletromagnéticas que, se vibrada no tom e na cadência certa, pode atingir as mais variadas esferas astrais.

Os pontos, cantados com energia e ritmados, acompanhados de palmas, auxiliam este contato de acordo com a finalidade (pontos de chamada das entidades, pontos de descarrego, firmeza da corrente, entre outros). Um verdadeiro ponto cantado nos atin­ge lá den­tro do coração e da emo­ção, nos trazendo paz, fé, pela pureza e firmeza desses pontos maravilhosos.

As palmas, da mesma forma, cadenciadas e ritmadas, criam um amplo campo sonoro cujas vibrações alcançam o mental dos médiuns, facilitando a sintonia com as entidades que vão incorporar.

Participar desta energia não é privilégio da corrente mediúnica.
As pessoas que frequentam a Casa também podem auxiliar na vibração, cantando e batendo palmas, em sintonia com o trabalho que está sendo feito.
Portanto, podem deixar a vergonha de lado e soltar a voz.
Afinal, tem um ditado muito antigo e verdadeiro que diz:

"Quem canta, seus males espanta! "

terça-feira, 5 de julho de 2011

As Frutas para os Ciganos



Doces e suculentas, espalham-se generosamente sobre toalhas vermelhas, em festas alegres e cheias de música. Apaixonados por frutas, os ciganos as usam em todas as ocasiões, além de empregá-las em chás, banhos e mágicas poções.
CONHEÇA O SIMBOLISMO DE ALGUMAS FRUTAS:
 

Maçã: ela aparece em todos os rituais ciganos e é usada como base de perfumes, banhos, óleos e poções. Nas festas de casamento, as mesas com toalhas vermelhas e enfeites dourados também devem ser forradas com essa fruta, pois ela simboliza o amor e a paixão. Mais: casamentos sem maçãs significam que o amor não durará para sempre.

Morango: mais uma fruta vermelha empregada em poções de amor. A cor vermelha e o sabor da fruta dão a energia necessária para conquistar o ser amado. É utilizada também para curar desilusões amorosas, em chás e poções.


Pêras: são as frutas preferidas dos ciganos, junto com as maçãs. Entre os persas, acreditava-se que o seu sabor perdurava até depois da morte. Por isso a pêra também está ligada à imortalidade e à boa saúde, além, é claro, da prosperidade, pelo tom amarelo da fruta.

Melancia: muito presente na decoração das festas, significa prosperidade (pela abundância de sementes) e fertilidade (pela cor vermelha do seu interior).
  
Abacates: os ciganos não têm dúvida em adotar frutas de outros países, desde que sejam doces. É o caso do abacate, originário do México.

Melão: pode significar prosperidade e um casamento rico pela frente. A fruta veio da Ásia e faz parte da cultura cigana há muito tempo, muitas vezes substituindo a pêra. É usada na magia cigana para garantir a união da família.

Amêndoas e castanhas: no ano-novo, as amêndoas são colocadas na carteira para atrair dinheiro. As castanhas são comidas para garantir o vigor sexual.

Romã: uma fruta muito antiga. É empregada em chás e essências, como atrativo de dinheiro e felicidade. Em banhos ou talismãs, é garantia de fertilidade.

Uvas: se um cigano lhe der um cacho de uvas rosadas bem doces, saiba que ele quer se aproximar de você e ser seu amigo – ou talvez algo mais do que isso. Para eles, uvas e amizade andam sempre junto. Como em outras culturas, elas também são sinônimo de prosperidade. Os ciganos afirmam, convictos, que o costume de comer doze uvas no reveillon – uma para cada mês – é uma tradição originada entre eles, assim como o hábito de ter frutas secas na mesa de Natal.

Figo: outro estimulante sexual (aberto, assemelha-se ao órgão genital feminino). Usado também como remédio para combater a depressão, a ansiedade e a falta de memória.

Damasco: é a fruta afrodisíaca por excelência, vinda dos países mediterrâneos. A sua cor, o laranja, traz vitalidade, fortalecendo a energia sexual. Os ciganos transformam os damascos em óleos aromatizantes, para envolver o casal apaixonado com o seu perfume.

Amoras e framboesas: pela cor, significam paixões arrebatadoras. As folhas de framboesa são usadas sobre o corpo da mulher, para proporcionar um bom parto. Essas frutinhas também são utilizadas como ingredientes em poções afrodisíacas.

Cereja: é uma das frutas fundamentais na decoração das mesas de noivado e casamento, pois significa o amor. Em poções e banhos, tem a função de atrair um parceiro. Os ciganos afirmam que as cerejas são diuréticas e calmantes.

(texto que circula na internet sem mensão à autoria do mesmo)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Odoyá, Iemanjá!

Iemanjá é a Rainha do Mar, a Grande Mãe da Umbanda, que mima e acalenta seus filhos.

Iemanjá é aquela necessidade que temos de saber se aqueles que amamos estão bem, é a dor pela preocupação, é o amor ao próximo, é a manutenção da harmonia do lar.

Iemanjá rege nossos lares, nossas casas, é ela quem dá o sentido da família às pessoas que vivem debaixo de um mesmo teto.

Iemanjá é geradora, é vida, pois é ela que nos traz oportunidades de crescimento em todos os sentidos da vida. 

Oramos à Iemanjá quando precisamos de coisas novas em nossos caminhos, por isso pedimos a ela que gere em nós a vontade de viver, de crescer, de melhorar, etc.
Pedimos que ela gere em nós, e para nós, novas oportunidades em todos os sentidos da vida.

Aqui no Sul, é sincretizada com Nossa Senhora dos Navegantes, sua cor é o azul claro e seu domínio são as águas salgadas.
É protetora dos marinheiros, dos pescadores, das viagens por mar e sobre toda a flora e fauna marinhas.

Iemanjá é uma das entidades mais cultuadas e respeitadas na Umbanda. É muito evocada nos templos de Umbanda através das sereias e outras ondinas para limpeza fluídica das pessoas e do ambiente.

É comum as pessoas buscarem a beira das praias, na virada do ano, ou no dia 2 de fevereiro, para fazerem seus pedidos e oferendarem à Iemanjá.

Vemos as pessoas jogarem no mar barquinhos de isopor, ou de madeira, cheios de badulaques, como espelho, perfume barato, pente, maquilagem, que na verdade só contribui para poluir as nossas praias.

Uma prece, feita com simplicidade, amor e muita fé, com certeza será bem recebida pela Grande Mãe Iemanjá.