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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Resgates Coletivos


Todos já sabem do incêndio que vitimou mais de duas centenas de jovens em Santa Maria.
Não importam os detalhes do acontecido.
Não precisamos mais assistir aos noticiários, ver fotos ou vídeos que só causam emoções desequilibradas, para nos solidarizarmos com os que sofrem mais de perto as conseqüências deste evento.
Qualquer comentário agora é desnecessário.
O respeito, o silêncio e a oração é só o que nos cabe.
A doutrina espírita chama este acontecimento de “provas coletivas”, quando um grupo de espíritos encarnados são reunidos numa mesma prova para resgatarem juntos erros muito sérios do passado.
E deste resgate também fazem parte não só os que desencarnaram, mas também os entes queridos mais próximos.
Para aqueles que vivem na matéria, sem o conhecimento e a compreensão dos valores do espírito, é incompreensível um acontecimento como este.
Mas para quem consegue ver além do véu, a dor é amenizada pela certeza do reencontro.
Que nosso Pai Maior permita que em breve os sentimentos de perda e até mesmo de revolta, possam dar lugar ao fortalecimento e até mesmo ao despertar da fé, como lenitivo da dor.
Que nossos irmãos que partiram possam receber cada um aquilo que necessita nesta hora.
Que uma grande bola de luz muito branca e cristalina possa envolver a todos que desencarnaram, acalmando, adormecendo e encaminhando.
Que todos nós possamos ser uma usina de energia intensa e ininterrupta, vibrando amor e compaixão, como contribuição valiosa neste resgate.

Paz e Luz!

Um espírito amigo.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Um E.T. no Terreiro


Por: Cândida Camini

Era noite de atendimento com o Povo da Rua.
Os Cumpadres e Cumadres fazendo seu trabalho como sempre.
Mas tinha algo no ar.
Tava diferente.
Perto das 21h os médiuns começaram a ir embora, um a um.
Fato estranhíssimo, considerando-se que em dia de Exu ninguém arreda pé do Terreiro antes do último toque do tambor.
Mas este dia tava diferente.
A energia tava diferente.
Tudo, parece, tava diferente.
Até que só restaram oito médiuns.
Vinte e uma e trinta, hora de mandar Exu embora:

" Exu vai pelo pé, pelo pé
  Exu vai pela mão, pela mão
  Exu vai pelo pé, pelo pé
  Exu vai pela mão, pela mão
  Exu já vai embora
  Olha banda, com banda
  Exu vai só "

Exu Caveira, o chefe dos trabalhos neste dia, se prepara para ir embora, mas antes cumprimenta um espírito que incorporara não fazia muito, e que de forma muito estranha, se movimentava de joelhos, rosnando baixo.
Ele se levanta, abre os braços e rosna mais alto.
A face do médium que lhe dá passagem se crispa num rito quase que de dor.
Anda em círculos, como que tentando captar algo enquanto volteia.
Olhos mais acostumados a ver o invisível, identificariam uma fumaça negra girando como num redemoinho.

E conforme ele gira, a fumaça vai se dissipando e ele vai adquirindo uma forma estranha, como se tivesse asas. As trevas vão cedendo lugar à luz.
Nesse momento chega um dos dirigentes espirituais do Terreiro e se apresenta, pedindo permissão para auxiliar na comunicação, liberando o aparelho vocal do médium para que ele pudesse falar.

" Eu venho do submundo. Eu venho das furnas mais profundas, onde parece não haver vida, onde parece que a luz nunca vai chegar. Onde só o vazio habita. " - foi sua primeira frase.

Susto, surpresa, medo, curiosidade, foram as sensações dos presentes. 
Expectativa, dava para cortar o ar com uma faca.

" E sabem por que eu estou aqui hoje? - ele continuou
  Porque pessoas como vocês, quando se reúnem para fazer este trabalho de caridade, projetam uma energia tão forte, mesmo sem se darem conta muitas vezes, que consegue chegar até onde nós estamos. E é esta energia que os espíritos da Luz utilizam para nos resgatarem. E é esta energia, presente aqui agora, que emana de vocês, que consegue fazer com que eu me transforme. E se vocês tem o poder de transformar espíritos endurecidos como eu, porque não acreditam que podem transformar a vida de vocês mesmos? "

Silêncio....

" Eu vim de muito longe, de uma outra galáxia, há milhares de anos. Vim para seguir a minha evolução, mas logo me perdi, e cheguei no mais fundo que um ser pode chegar. E lá permaneci por muito tempo, tanto que já perdi a conta. E hoje eu estou aqui, graças a trabalhadores como vocês, que se doam por amor, sem ter a exata medida do alcance deste amor. "


E enquanto falava, continuava a sua transformação. 

Era hora de voltar pra casa. Seus iguais já estavam lhe aguardando.


Antes do encerramento dos trabalhos, os médiuns presentes foram banhados por uma água Crística, cristalina, pura, tão intensamente luminosa que os olhos humanos não podiam perceber, mas que seus corações puderam sentir em toda sua intensidade.

Estava findando mais uma gira de caridade na Umbanda.

Os médiuns, um a um, cumprimentam o Congá:

“ Meu Pai Oxalá
  Obrigado, meu Pai, que bom
  As voltas do Teu abraço
  São laços de luz e som “


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Nossa Umbanda é fraca?


Por Cândida Camini

É incrível como tem gente que ainda acha que o Terreiro de Umbanda onde os médiuns se vestem de branco, que não faz trabalho, que não cobra nada pelos atendimentos, que não tem firmeza prá Exu com aquela casinha vermelha na frente é um Terreiro ‘fraco’.
Eu acompanho Pai Joaquim e todas as falanges que trabalham na Casa Pai Joaquim de Cambinda há 11 anos e posso afirmar sem medo de errar, que só não podemos com aquilo que o nosso Pai Maior determina que não nos cabe a interferência.
Nós trabalhamos em nome de Deus e se Ele está do nosso lado, quem pode contra nós a não ser nós mesmos?
Não é soberba, não é pretensão, é constatação.
A Umbanda não precisa matar bicho prá desmanchar trabalho feito.
A Umbanda não precisa emporcalhar as encruzilhadas e os sítios vibratórios da Natureza para rogar aos Orixás que olhem por seus filhos.
A Umbanda não precisa cobrar pra abrir caminho.
Não são as roupas coloridas e os adereços chamativos que fazem da Umbanda uma religião forte.
São as pessoas que precisam disso para acreditar.
A força está na Luz que a Umbanda representa.
Tudo é energia. A fé que depositamos em nossos Guias ao praticar a Umbanda com humildade é a energia que eles utilizam para trabalhar.
E eu já vi médium pagando e pagando bem para combater demanda em outro Terreiro, alegando que o nosso é ‘fraco’.
E eu já soube de médium, ‘incorporado’ com seu Preto Velho, recomendando ao consulente que procure uma casa forte para desmanchar um trabalho feito.
E eu pergunto: onde estes médiuns estão quando os demais estão fazendo a caridade, participando ativamente da Casa, freqüentando as reuniões de estudos e trabalhando pelo menos uma vez por semana?
O que eles sabem do trabalho que aqui fazemos?
Até se admite este tipo de pré conceito daqueles que freqüentam a casa, em busca de conforto, mas o mínimo que se espera de um membro da corrente mediúnica, é que conheça o trabalho que aqui é feito e o respeite.
Nossa Umbanda não é fraca não.
Fraco é quem não acredita nela.

“ Umbanda tem fundamento e é preciso respeitar! “

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Por que não me curei?

Embora atualmente as pessoas estejam mais preocupadas com a saúde, muitos de nós ainda só se preocupam com ela quando os problemas aparecem.
E como a saúde pública no Brasil deixa muito a desejar, correm para os meios alternativos, tipo chás, benzimentos, passes e tratamentos espirituais.
Porém, milagres não existem. Se alguns alcançam a cura, são muitos os fatores que levam a isto.
Para citar apenas alguns deles:

  • Tratamento médico junto com o espiritual
  • Persistência no tratamento
Abaixo, listo para vocês 9 motivos para não alcançar a cura, retirado do livro  “UMBANDA -  Perguntas & Respostas” - J. Edson Orphanake – Tríade Editorial:
(os comentários em itálico, são meus)

1º – As pessoas não são máquinas, nem iguais umas às outras, razão por que as curas em algumas não se efetivam.

2º – A pessoa tem no perispírito (corpo astral) bastante substância tóxica astral, adquirida em vidas anteriores, que é expelida em forma de doenças nesta existência. (e, neste caso, a doença vem como um bálsamo para o espírito)

3º - Falta de Fé (confiança), elemento que muito ajuda (embora não seja essencial) na cura, por ser fator de sugestão. (a ciência já provou isso)

4º - Há indivíduos que gostam de suas doenças e as usam como argumento em suas conversas (fato curioso, mas verdadeiro). São os masoquistas (sentem prazer no próprio sofrimento).

5º - Existem aqueles que opõem resistência inconsciente, não acreditando que possam ficar curados espiritualmente. (se houver merecimento, o uso da apometria pode ajudar)

6º - Há os que são doentes por força de seus próprios hábitos ou vícios, e não se curam por não abandonarem o hábito (fumar, beber em demasia, comer demais, odiar, brigar, enervar-se, abusar do sexo etc). (a persistência no tratamento espiritual, aliado ao aconselhamento doutrinário, pode vencer o hábito)

7º - Há pessoas boas condutoras de energia e capazes de armazená-la, enquanto outras são péssimas condutoras de fluidos vibratórios de cura, bloqueando o fluxo energético e, portanto, incapazes de conservá-la. (práticas energéticas auxiliam na mudança do padrão vibratório)

8º - Quando da aplicação de passes, às vezes reclama-se resultado imediato, quando o tratamento deveria ser mais longo. (mais uma vez o aconselhamento e a persistência são importantes) 

9º - No início da enfermidade, a possibilidade de cura é maior do que quando já adiantada. Mesmo que o doente morra, a morte não significa que a cura não se efetuou. A eliminação ou alívio da dor e da angústia pode se considerado bom resultado e o doente ingressar na vida espiritual isento dos males que o atormentavam, reencarnando futuramente sem o carma doloroso da moléstia. "

Faz parte do tratamento espiritual o consumo regular de água fluidificada.
Deste modo, quando vier para o atendimento, traga sempre uma garrafinha de 500 ou 600ml com água pura, para receber os fluídos de que necessita para o tratamento.
A fluidificação da água se dará naturalmente, na medida de suas necessidades, enquanto aguarda o passe e durante o mesmo.
Após a fluidificação, a água se transforma num remédio concentrado e poderá ser diluída em uma garrafa de 2 litros de água pura, para o consumo normal, durante o dia.
Leia mais sobre a água fluidificada aqui mesmo, no Blog, no link abaixo:

http://casapaijoaquimdecambinda.blogspot.com.br/2012/01/agua-fluidificada.html


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Quando o coração fala [5] -2ª parte

Em 7 de outubro de 2012 publiquei o relato da Ana, contando como foi o seu início de trabalho na Umbanda e nesta Casa (http://casapaijoaquimdecambinda.blogspot.com.br/2012/10/quando-o-coracao-fala-5.html) e falando de dois de seus guias, a Cigana Constanza e o Preto Velho (novo) Bento.
Hoje, damos continuidade a esta história, onde ela fala sobre a Cosme, Clarinha, a Oxum e o Caboclo Tupinambá. Segue:

CLARINHA: Como não falar dela sem me emocionar, minha princesa linda e muito sapeca, até demais inclusive, se o Bentinho como ela o chama, é minha pérola negra a Clarinha é minha pedra mais preciosa.
Sempre pensei que não receberia um Cosme, por motivos que não desejo relatar, até que um belo dia lá na terreira uma menina com cabelos claros cacheados e olhos azuis, usando um vestido rosa passou correndo em minha frente, me olhou, sorriu e chegou, foi a primeira entidade que consegui enxergar com muita nitidez e desde então ela chega com aquele sorriso doce, às vezes implicante, chorona, mas não poderia ser diferente, são semelhanças existentes entre mãe e filha e para quem me conhece sabe que tenho uma certa tendência ao choro. Esse foi outro dos tantos dias emocionantes e felizes que vivi dentro da casa, pois com ela conheci tudo que de maravilhoso  uma criança possui, a pureza, doçura, alegria, inocência, suas brincadeiras, e as vezes suas birras....e como é birrenta. Apesar de não estar presente fisicamente sei que ela está sempre comigo, com seus 4 aninhos, essa é a minha Clarinha, minha tão linda filha e protetora!

OXUM: Salve minha rica mãe... O que falar de uma entidade tão doce, amorosa que quando chega é como se minhas dificuldades e tristezas simplesmente sumissem.
Faz por mim exatamente o que uma mãe faz por seus filhos, me protege, me dá um colo e me leva para os seus rios, que é seu reino, e quando volto dessa “viagem” me sinto outra pessoa.
Apesar de trabalhar esporadicamente com ela, sei que está ali sempre me cuidando, me orientando e pronta para me abraçar quando mais preciso, e não poderia ser diferente, já que é minha mãe de cabeça.
Essa mãe que com seu pranto lava seus filhos, descarregando,limpando e os purificando.
Acho que uma das poucas se não a única vez que senti toda a força e energia de uma Oxum foi na limpeza dos médiuns feita no final de 2011, quando fui questionada pelo Seu Ogum se poderia ajudar com a minha Oxum, como sempre a primeira resposta que veio a minha cabeça foi dizer não, uma vez que trata-se de um trabalho de extrema importância e seriedade, mas ela não me deixou nem falar e com sua doçura olhou para ele e disse “será uma honra”, e realmente foi uma honra fazer aquele trabalho, sempre que lembro me emociono com belo trabalho que foi feito.
Essa é minha mãe e minha rainha.

TUPINAMBÁ: Não sei se por ser descendente de índios (minha bisavó não falava português, apenas o dialeto indígena), minha afinidade com esse povo é muito grande e tenho por eles um imenso respeito e admiração.
Um povo também discriminado, sofrido e perseguido, mas com a mesma proporcionalidade ou maior um povo de extrema elevação espiritual, tanto que hoje trabalhamos com eles, nosso tão admirável povo da mata.
Entidades de extrema força e firmeza, tanta que às vezes confundem com brabeza, inclusive eu já fiz isso logo que comecei a recebê-lo.
Sua energia é inigualável, quem os recebe sabe exatamente ao que me refiro, a energia o calor, a força que em determinadas situações nos deixa sem respiração, mas que ao mesmo tempo nos proporciona uma paz interior incrível.
Um povo que vive no que de mais belo nos foi proporcionado, na natureza, com seus rios, suas matas, seus animais, que conseguem viver harmoniosamente entre si, algo que os homens ainda precisam aprender.
Tupinambá foi e é um grande guerreiro como tantas outras entidades que trabalham na Casa, mas pra mim ele é o “meu índio”.



Esta história é longa, pois ainda falta contar sobre o Povo da Rua e o Oriental, mas vamos deixar para outra oportunidade.
O objetivo aqui é dividir experiências e falar do quanto é normal a emoção misturada com a insegurança no início de um trabalho mediúnico.