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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Sábado é dia de sessão com Pretos Velhos

Normalmente chegamos num terreiro de Umbanda cansados de percorrer diversos templos, consultórios ou outros lugares, sem encontrar o que mais precisamos: a solução para as nossas demandas ou um alívio espiritual. É então na figura de um preto-velho que encontramos o bálsamo para as nossas feridas.

Ignoramos a personalidade-médium e vemos sentado num banquinho um velhinho negro, alquebrado pela idade e pela vida, usando às vezes um chapéu de palha, outras um pano enrolado na cabeça, com um galho de arruda pendurado atrás da orelha, apoiado numa bengala, fumando um cachimbo ou um charuto ou, então, comendo uma rapadura.

Com seu jeito manso de falar, o pretinho ou a pretinha nos dão as orientações necessárias para o momento de crise que passamos. O modo errado de pronunciar as palavras, mas com muita sabedoria, deixa ricos ou pobres, cultos ou ignorantes à vontade para falar de seus pensamentos mais íntimos.

Para tudo os Pretos-Velhos têm uma palavra de conforto e de amor.

Com as baforadas do charuto ou com a arruda, vão aos poucos aliviando nosso coração, levando-nos muitas vezes às lágrimas. E, aos poucos, sem percebermos, vai retirando dos nossos corpos etérico/astral as amarras, os miasmas, as formas-pensamentos, desfazendo as magias negativas, desligando amorosamente os obsessores e sofredores, e encaminhando estes espíritos doentes aos nossos amigos exus.

Na sua simplicidade, planta as sementes das leis divinas em nosso ser, tais como: a reencarnação, a livre escolha, a lei de retorno e a urgência de transformação moral. Enfim, nos ensina que a responsabilidade de nossas vidas cabe a cada um nós

Muitas vezes sabe que o filho-de-fé cairá diversas vezes na mesma situação que o levou ao terreiro; se queixará das mesmas dores. Com paciência aconselhará, sabendo que somos crianças dando os primeiros passos. Por isso, se você for falar com um preto-velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira milagres ou que ele resolva seus problemas com um passe de mágica. Entenda que qualquer solução tem o princípio dentro de você mesmo. Tenha fé e acredite em você.

(texto parcialmente retirado do Blog da Choupana do Caboclo Pery)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

20 de janeiro, dia de Oxóssi - Caçador da Umbanda

Não se pode abordar a nossa religião sem pensar em Oxossi, nome do orixá que está fortemente ligado aos rituais, doutrinas e mitos da Umbanda, do Candomblé e dos cultos populares no Brasil e na América do Sul.

Apesar de sua raiz africana, Oxossi é muito bem identificado, pelo sincretismo, à figura do indígena Sul americano.

Hábil caçador, homem das matas, profundo conhecedor das ervas e dos animais. Esse orixá representa o arquétipo dos nossos queridos Caboclos. Na tradição Umbandista, nos referimos aos Caboclos não como fruto de uma miscigenação de raças, mas sim como uma classe de entidades que vibram e se utilizam das energias emanadas de Oxossi.

Também pelo sincretismo, esse orixá é ligado a São Sebastião, padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, que é celebrado no dia 20 de janeiro.

Poeticamente, Oxossi é o guerreiro sagaz, inteligente, preciso, calmo, valente, ou seja, concentra em si todos os atributos de um bom caçador. Oxossi está sempre a espreita, sabe falar, porém sabe se calar quando preciso para não afugentar sua caça.

Como não se pode separar o mito da história, é possível dizer que Oxossi representa o estágio da evolução humana onde o homem vive integrado a natureza, mas não por instinto, e sim por entendimento.

Diferentemente de Ogum, que representa a “transformação” devido a sua forte ligação com a forja e a manipulação, Oxossi representa a compreensão e o entendimento. Ele é o orixá que entende a natureza e sente seu ritmo, que conhece cada erva, cada animal, cada árvore. Oxossi também se relaciona com a manutenção da vida, da continuidade; ao alimento e à fartura.

Sua cor de vibração na Umbanda é o verde, pois essa é a cor das matas, das folhas e árvores. As plantas simbolizam o fruto entre o ar, o sol, a terra e a água.

Oxossi é a junção dos elementos da natureza.

Na Umbanda, a falange dos caboclos é numerosa e é responsável por um dos sustentáculos da egrégora astral de nossa religião. “Caboclo” não necessariamente representa o “índio” mas sim a todos as entidades que se afinizam com essa energia e Oxossi. Assim, existem entidades que já foram encarnados nos mais diversos lugares de nosso planeta e que hoje desempenham trabalhos na Umbanda, revestidos pelos seus nomes astrais e pelas suas roupagens de  caboclos.

Porém, isso não significa que os caboclos somente se utilizem da energia de Oxossi, as entidades podem vibrar com outras energias e linhas dependendo do seu tipo de trabalho, como Ogum, Iemanjá, Oxum e Xangô. Existem inda os caboclos de couro, nossos amigos boiadeiros, que também atuam na linha de caboclos. A falange dos boiadeiros agrega um trabalho mais voltado às zonas mais densas do plano espiritual. Sua força, vigor e bravura, símbolos dos boiadeiros da Terra, são a roupagem fluídica necessária ao trânsito nessas esferas mais pesadas e para lidar com as energias nem sempre amigáveis.

Quem observa o trabalho de Umbanda nos terreiros pode não se dar conta da grande tarefa invisível que é feitai incessantemente por esses amigos do astral. Não podemos mensurar o quão grande e importante é o trabalho dos nossos mestresc aboclos, de Oxossi e de todas s outras linhas, a manutenção do nosso equilíbrio e evolução, nos planos terreno e spiritual. É através eles que nós podemos cumprir nosso compromisso da caridade mediúnica, tão necessário e importante para nosso crescimento pessoal e espiritual.

(texto retirado do Jornal Nossa Seara, do Rio de Janeiro)

sábado, 15 de janeiro de 2011

Mensagem

Todos estão acompanhando as notícias sobre a enchente no Rio de Janeiro e de uma forma ou de outro se solidarizando com aqueles que perderam tudo, inclusive seus entes queridos.
Mais do que a ajuda material, doando alimentos não perecíveis, roupas, cobertores, precisamos orar muito, pedindo ao Pai Maior que cubra estes seres, encarnados e desencarnados, de muito amor e muita luz, para que possam passar por estas provas com muita força e resignação.
Que toda esta dor possa servir de mola para que reflitamos sobre nossa vida, nossas dores, nossas bençãos.
Em nosso trabalho de ontem recebemos uma mensagem que encaminho a vocês logo a seguir.
Bom final de semana e fiquem com Deus!

Cândida
Casa Pai Joaquim de Cambinda


AGRADEÇAMOS

Agradeçamos o teto que temos, a comida que em nossa mesa chega diariamente, o sono  despreocupado, a certeza de um amanhecer tranqüilo.
Em meio a tanto que temos, pensemos no irmão.
O irmão que perdeu quase tudo.
Sem teto.
Sem alimento.
Sem água.
Sem sono.
Onde a noite é a procura de seus entes ou de seus desencarnados.
Onde o dia é a procura que parece não ter fim.
O dia passa.
A noite cai.
E tudo está como antes.
O trabalho parece não ter fim.
E a esperança? Será que ainda resta a esperança?
Com fome.
Com o tremor do medo, do desamparo, da solidão.
E os corpos chegam.
Quem serão eles? De quem será o irmão, o pai, a filha?
E eles ali, diante de toda a desgraça.
Achando ainda que são felizes.
Felizes por terem a esperança ainda de procurar.
E o choro chega, mas o dar-se a mão tornou-se poderoso, por que a única certeza é que apenas têm uns aos outros e somente quem está sentindo a mesma dor que pode compreendê-los.
Mas mesmo assim o agradecimento está sempre presente.
Estão vivos. Talvez tenha restado um filho, uma mãe, um marido.
Portanto irmãos, se onde há o desespero ainda sobra tempo para agradecer, comecemos nós a fazer o mesmo e não esqueçam de acrescentar em vossas orações o pedido de ajuda para aqueles que partiram, peçam que a luz lhes seja mostrada.
A aqueles que estão na escuridão, peçam ao Pai que o intua para que peça ajuda. A oração esclarece e conduz à luz.
Peçam para aqueles que ficaram força, resignação e amor, pois são estes sentimentos que farão com que suportem o restante da trajetória.
E nós, irmãos, esqueçamos as queixas, as picuinhas, os desafetos e não percamos tempo porque talvez ele seja curto.
Aproveitem as oportunidades e agradeçam.
Olhem ao redor e verão que não precisa ir muito longe para perceber o quanto são felizes.

Que Deus os abençoe.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Entendendo o nosso lado sombra

Muitas vezes estamos inseridos em um ambiente familiar, profissional, pessoal e acreditamos que somos um estranho no ninho, que não merecíamos ali estar.

Por que estou nesta família que não pensa em evolução espiritual?

Por que trabalho com pessoas que não dedicam-se à espiritualidade e estão totalmente adormecidas?

Por que deste relacionamento?

Por que será que meus projetos não andam, não se finalizam?

Por que ainda não consigo realizar meus desejos, se estou no caminho certo, indo ao encontro da minha missão pessoal?

Mas será que realmente estamos mesmos tão diferentes das pessoas a nossa volta? Somos um estranho no ninho ou estamos unidos pelo estado vibracional atual? Será que os pensamentos, emoções, sentimentos, atitudes não se confundem?

Ora, sabemos que semelhante atrai semelhante e as pessoas a nossa volta são nossos espelhos, que nos mostram as falhas, medos, inferioridades de nossa personalidade, ou seja, revelam nosso Eu Oculto, que precisa ser trabalhado e eliminado.

Vamos parar um instante, deixar o ego e o orgulho de lado e começar a perceber que o que não apreciamos nos outros, na verdade são nossos próprios desafios. Claro que de início essa análise pode parecer insensata, mas se olharmos com sinceridade, verificamos que é a pura realidade.

É fato que estamos inseridos em um determinado ambiente por nós escolhido antes de vir para esta existência e permanecemos presos a dadas situações em função de nosso nível vibracional.

O que fazer então?
Primeiramente, precisamos aceitar nosso Eu Oculto, compreender as inferioridades de nossa personalidade congênita, entendendo que temos uma parte sombra sim. Por este motivo estamos aqui, para curar esse Eu Inferior que tanto negamos.

Não é feio aceitar que sentimos raiva, que somos egoístas, sentimos medo, tristeza, desânimo e as inferioridades (defeitos, como gostamos de dizer) dos outros, podem sim fazer parte de nós.

Toda vez que sentirmos algo negativo por outra pessoa entendamos que aquilo é nosso, é o que sentimos também. Nunca é o outro, é sempre nós. A pessoa que nos desperta sentimentos inferiores é um auxiliar, pois nos mostra o que temos que curar.

Pensemos naquele colega de trabalho que é negativo, que só fala em tragédias, está sempre deprimido. Será que não somos um pouco parecidos? Será que no contato com ele, não nos comportamos da mesma maneira? Não apagamos nossa luz para nos igualar e ele? Será que ainda não permitimos que o psiquismo do ambiente de trabalho nos influencie de forma perniciosa?

É muito provável que as inferioridades destes colegas também sejam as nossas, mas fingimos não vê-las. Não pense que negar o Eu Oculto é mais fácil, ao contrário, é doloroso, pois nos deixa estagnados.

Da mesma forma é a família. Quando não suportamos alguns comportamentos e atitudes de nossos pais, parentes, irmãos, será que não agimos da mesma forma em algumas situações? Será que sem que percebamos não temos algumas crenças negativas gravadas em nossa memória celular idênticas? Não é por acaso que estamos nesta família terrena.

Mas, por que é tão difícil compreender o Eu Oculto dos outros e aceitar que são nossos espelhos?
Por qual motivo em momentos difíceis somente conseguimos perceber os pontos fracos das pessoas a nossa volta?
Por que será que em momentos da nossa vida, parece que todos estão errados, estão cheios de inferioridades e somente nós somos os perfeitos?

Por qual razão é tão fácil julgar, mas difícil entrar em contato com nossa essência para verificarmos a causa destes sentimentos que nos perturbam?

Uma palavra é a resposta para estas perguntas: EGO. O ego nos afasta de nossa verdadeira essência e de nossa missão pessoal, fazendo-nos crer que estamos sempre certos. O ego gera o medo da crítica e do julgamento pessoal e alheio. O ego, grande amigo do Eu Oculto, gera ilusão e faz com que esqueçamos de perdoar o próximo e a nós mesmos.

Então, se percebemos que muitas atitudes nossas decorrem do ego, passamos a aceitar o Eu Oculto e é mais fácil eliminá-lo, pois somente quando tomamos consciência do nosso lado sombra é possível curá-lo. E compreendendo o lado sombra, veremos também novas potencialidades brotarem de nossa essência, pois daremos mais ênfase a Luz Interior.

O próximo passo, após a conscientização, é fazer algo para modificar tal situação. Bom, se eu passo a entender que estou diante de meus espelhos, preciso modificar o que estou sentindo, pensando, falando, pois somente assim haverá um afastamento.

E não há dúvidas que modificando nosso nível de consciência, passamos a vibrar de maneira diferente às pessoas que estão atualmente próximas, ocorrendo o afastamento.

Mesmo na hipótese de um resgate cármico, quando um dos envolvidos modifica a consciência e compreende algumas questões, este segue seu caminho, pois o afastamento é natural e sem dor.

Quem é muito diferente energeticamente, ou seja, quem vibra de forma oposta, não permanece junto.

Claro que não vamos nos afastar permanentemente de nossa família, por exemplo, mas pode ocorrer de mudarmos de casa, de cidade, e tocar nossa vida de forma mais leve.

Somente atraímos o que está na mesma freqüência e quando vibramos no medo, no pessimismo, na raiva, mais pessoas e situações assim atrairemos. Ao contrário, quando emanamos vibrações positivas, nos aproximamos de pessoas e situações que assim estão.

Então, vamos aceitar o nosso Eu Oculto, perceber que não somos um estranho no ninho, mas nós mesmos, devido ao nosso nível conscencial e vibração atual, nos ligamos a determinadas situações e pessoas.

Vamos fazer as mudanças necessárias para que nos tornemos um imã que só atrai coisas, pessoas e situações favoráveis. Com isso, passaremos a admirar nossos espelhos.

Por:Viviane Draghetti

Terapeuta Holística - Mestre de Reiki ? Mestre Karuna Reiki - Psicoterapeuta Reencarnacionista

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Reabertura em 2011

Oi, pessoal.

Primeira quarta-feira do mês, é dia de trabalhar com o Povo Cigano.

Se alguém quiser trazer frutas para serem energizadas e distribuídas, serão bem vindas. (não trazer frutas cítricas)

Lembramos que no próximo sábado, dia 8, voltamos com as sessões de Pretos Velhos, em horário de verão, ou seja, com início às 19h. Passes, das 19h às 21h e consultas com hora marcada.

Bom início de ano a todos!

Cândida
Casa Pai Joaquim de Cambinda