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segunda-feira, 6 de julho de 2015

A dança e o ritmo da vida. Optchá!

Por Cigano Igor
Médium Matheus Capra Ecker

" Desde as histórias mais antigas e remotas sobre a criação do mundo e como princípio construtor das religiões é ressaltada a importância do som, da música e da dança. A dança, como todos sabemos, é para os ciganos parte de sua constituição, do seu ser. Desde o nascimento até a morte a dança está presente.
Para o hinduísmo, uma das mais remotas religiões ocidentais, o som se faz presente através do OM e a dança através do deus Shiva Nataraja. 

Conta à lenda que através de uma dança chamada de tandava esse mesmo constrói e desconstrói o mundo e em uma de suas representações este Deus está dançando, ao som do tambor (que representa a criação através do ritmo do OM), dentro de um círculo de fogo (representa os ciclos encarnatórios ou a roda da vida).
Pensemos um pouco sobre essa representação e analisando de forma ampla as filosofias ocidentais mais antigas de auto aceitação. 

Os princípios básicos de entendimento sobre o eu e o ser, sobre aceitar as imperfeições como constituintes desse princípio único de existir. 
As filosofias espiritas mais modernas por muitas vezes criticam essa postura, demonstrando através das encarnações a necessidade de melhora constante na existência e na percepção do eu,quando deveríamos relaxar e dançar com a música. 
O karma , ou o que fizemos em outras vidas, nos marcam profundamente todas as existências , nos tornando vítimas e mais ainda (através das filosofias modernas) como juízes críticos de nós mesmos.  Sentimento esse que nos impede de dançar com o ritmo. 
A dança assume o sentimento de liberdade para os ciganos, não somente no seu conceito mais amplo, mas remetendo às antigas sabedorias ocidentais a exemplo da dança do Shiva em que a todo momento, através de um ritmo constante , são construídos e descontruídos princípios, sentimentos, desejos ...
Por que não nos permitimos assim, dançar sem medo? Assumir a música, se entregar ao som (entregando-se ao eu), libertando-nos do medo, da insegurança, da culpa passada. Permitindo-se dançar sem vergonha, buscando o ritmo do som (mesmo que para tanto precisemos dançar da “nossa forma desritmada” de ser). 
Por que não dançamos contemplando os passos em falsos e a felicidade em cada batida? 
Matheus Capra Ecker
Por que não realizamos a experiência da liberdade e do ritmo constante do amor em nossos corações? 
Por que a representação artística e dançante do eu tornou-se desimportante? 
Por que buscamos coreografias ensaiadas com o todo quando devemos mostrar a beleza da nossa dança aprendida durante milênios de encarnações? "

De um amante cigano, que busca na música reconectar-se com sua essência divina, entregando-se a liberdade e ao amor.




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