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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Amor de Mãe

por Cândida Camini

Afirma que mãe ama igualmente seus filhos quem não acredita na sobrevivência do espírito e em reencarnação.
Quem acredita sabe que não vivemos apenas esta vida e que são as afinidades e as diferenças que pautam este amor.
A mãe que ama verdadeiramente seus filhos, independente da intensidade com que este amor vibra por cada um, sabe que protegê-los ao extremo, colocá-los sob a asa para impedir que sofram ou sejam machucados, só os impedirá de crescer e aprender com os próprios erros.
A mãe que almeja o sucesso e a evolução dos filhos, orienta, liberta, vibra quando chega a hora de fazerem suas próprias escolhas e seguirem seu destino.
Alguns filhos temem e adiam até este momento, com receio de magoar, de ser tachado de ingrato e todas estas coisas que as mães mais passionais costumam pensar dos filhos que decidem sair de casa e morar sozinhos, ou dividir a vida com outra(s) pessoa(s).
Assim eu me sinto em relação aos filhos(as) que a Umbanda me deu, quando me destinou como responsável por este Terreiro, junto com o Ricardo.
Não amo a todos igualmente (e nem sei se me atrevo a falar em amor), pelo contrário, a grande maioria quando chega, traz consigo tudo aquilo que ainda preciso melhorar em mim. E o grande desafio é aprendermos juntos, a crescer e melhorar como pessoa.
O tempo vai passando e quando achamos que já podemos afirmar que nos entendemos, alguns filhos se libertam e querem seguir outros caminhos. E agora o desafio é o do desapêgo. Compreender e deixar ir. Porque toda mãe deve ou deveria saber, que os filhos não nos pertencem e que nos são emprestados durante o tempo que for necessário para que possam ganhar o mundo.
Alguns filhos é mais difícil deixar ir. Nosso instinto materno de proteção nos indica que precisam de mais um tempo ao nosso lado. Aquela afinidade que parece não ter explicação (e que só se explica pela reencarnação), teme a falta que ele, ou ela, vai fazer.
Com outros, parece mais fácil, algo nos diz que só veio cumprir um missão e, esta finda, se vai como chegou, sem deixar marcas ou saudades.
Quando iniciei nesta Seara, ouvi de nosso mestre Pai Joaquim de Cambinda que esta casa é uma casa de aprendizado, uma casa de passagem. Que alguns teriam suas próprias casas, no futuro. E outros ainda, teriam que passar por aqui e por muitas outras casas antes de se encontrarem. Outros mais, movidos pela curiosidade e pela empolgação, logo compreenderiam que não é necessário pertencer a nenhuma religião para fazer a caridade utilizando-se de sua mediunidade. Basta saber como utilizá-la em seu benefício e em benefício do próximo. E um dos propósitos desta Casa é este.
Alguns anos se passaram (12, desde quando tudo começou e 4 da fundação desta Casa como é hoje), muitos chegaram, outros tantos já se foram e alguns ainda estão se preparando para vir.
E como dizem que coração de mãe sempre tem lugar prá mais um, seguimos neste caminho, pedindo a Oxalá e todos os Orixás, que continuem nos dando a compreensão sobre o melhor a ser feito, dentro de nossas limitações.

Porque afinal de contas, nenhuma mãe é perfeita, embora os filhos pensem isso até descobrirem por si mesmos que a realidade é bem diferente. E quando isto acontece, o desafio é aceitar as diferenças e aprender com elas, sem deixar de amar.


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