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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Quando o coração fala [3]

Conheci a Rose quando trabalhamos juntas em uma empresa de cobranças, aqui mesmo em Porto Alegre, há alguns anos. " Dois bicudos não se beijam ", diz o velho ditado, e era assim o nosso relacionamento profissional. Mas graças principalmente ao Pai Joaquim, conseguimos superar as diferenças e hoje ela é membro ativo da corrente mediúnica de nossa Casa.
Hoje passo a vocês um artigo que ela escreveu, sobre como caiu de pára-quedas por aqui e como está sendo seu aprendizado nesta seara. Segue:


" Em 2009 fiquei sabendo que o Pai Joaquim passaria a atender em outro endereço com um espaço específico para os trabalhos e por isso seria estendido o atendimento a um número maior de pessoas.
Nesse ano, graças a Deus, eu estava me sentindo bastante satisfeita com o rumo dos meus 44 anos de vida e já tinha pensado em achar uma forma de compartilhar minhas expectativas e experiências com as pessoas. Cheguei a participar de alguns projetos sociais, mas não me identifiquei com a maneira como eram conduzidos, quase sempre com um cunho político. Faltava aquele sentido de troca, de doação, de sentir que tinha contribuído com algo.
Sabendo da inauguração da CPJC me voluntariei, (cheia de medo de não corresponder às exigências) para ser ajudante da Cândida na organização do local, arrumando e distribuindo as fichas do passe, recebendo as pessoas, fazer o chá, essas coisas.
Achei que seria uma boa idéia ocupar essa vaga, pois incorporação era certo que não iria ocorrer. Nem de longe achava que seria possível e nem queria, pois a minha ignorância sobre esse assunto me trazia muitos medos (já tinha presenciado algumas desobsessões e ficava temerosa). Desde os meus 8 anos de idade que frequentava Centros Espíritas Kardecistas para tomar passe; fui a alguns Centros de Umbanda, Candomblé, Nação e nunca tive qualquer sensação de vibração. Senti algumas vezes um bem estar, um alívio, certa paz interior após receber o passe, mas ter a presunção de pensar em incorporar, isso não. 
Entrei para o 2º grupo de desenvolvimento  da casa, em maio de 2010 e lá pelo 15º dia senti que minha perna ficava enrijecida, em outra oportunidade o braço. Eu querendo cambonear, querendo conversar com as pessoas, atender as entidades e até ficava incomodada por não estar me sentido bem. Alguém disse brincando: teu braço e tua perna estão incorporados. Claro que devido ao meu senso de humor, levei na brincadeira. Já estava envolvida o suficiente para me sentir encantada com a possibilidade de tudo isso significar a presença de um protetor espiritual.
Um mês talvez após eu ter entrado para o grupo, que as manifestações espirituais deram início. Meu primeiro companheiro espiritual (não vou escrever protetor espiritual de propósito) se fez presente e era da linha dos Pretos Velhos. Ele chegou encantador, sorridente, tranquilo e misterioso. Não fez questão de dizer seu nome e ficava sorrindo cada vez que alguém perguntava. Teve a permissão imediata de Pai Joaquim para iniciar seus trabalhos com consultas e assim foi por um bom tempo.
O “meu preto” como eu costumava falar, estava dando consultas e tirando aos poucos minha insegurança em atender os consulentes (sim eu escrevi minha insegurança, por que nessa época tudo era processado na minha cabeça como se fosse eu a executora dos atendimentos). Levou um tempo para o “meu preto” me esclarecer que eu nada fazia e, portanto não deveria de ter receios, preocupações ou medos. Não sinto vergonha de lembrar e de dizer que meus pensamentos eram muito egoístas e por demais grandiosos, inflados pelo meu ego que despertava um encantamento ilusório de que dependia de mim tudo aquilo que ocorria durante os trabalhos. Claro que isso eu sentia antes das incorporações (eu, comigo mesma), pois era só o “meu preto” chegar para todo esse deslumbre se aquietar e me chamar para uma reflexão... 
Pois o “meu preto” me ensinou que mais do que endeusar um guia, um protetor, ou confeccionar guias fabulosas, ou ter um lugar de destaque para trabalhar, ou de usar roupas enfeitadas, o mais importante de tudo isso era o sentimento pelo qual eu frequentava a casa, pois essa era a chave para eu começar a entender o trabalho e receber os ensinamentos que viriam através dos amigos espirituais.
Pois bem, o “meu preto” um belo dia se identificou como Nêgo Benedito, frisou que não era Pai Bendito e que poderia ser chamado só de Nêgo. Nesse tempo todo que ele se fez presente, me ensinou através das consultas. Hoje vejo que muito do que eu precisava entender, ele me ensinou enquanto trabalhava. Nos muitos questionamentos que eu fazia, era sempre através de um atendimento que eu achava as respostas. Ele sempre só dizia: pare, observe, ouça o que é dito e tire suas conclusões. Só que eu custei a entender que era via atendimentos aos consulentes que eu teria as respostas e ficava me debatendo tentando achá-las nas coisas do dia a dia, nos outros e no contexto geral do grupo. Nesse meio tempo comecei a perceber que naturalmente a minha reforma íntima já estava se processando.
Durante as consultas o Benedito começou a se deslocar até onde estava o dono da peça de roupa que fora trazida para o passe, visitava o local registrado no papel e muitas das vezes, quando retornava, não falava com o consulente; deixava-me, eu Rose, a relatar ou confortar a pessoa. Isso me parecia estranho, pois na corrente ninguém comentava que já tivesse acontecido situação semelhante (nessa época o grupo era menor e tínhamos por hábito estar sempre falando e trocando informações sobre nossos protetores). E de novo, quando eu pedia explicações, o Benedito me pedia para observar, analisar e aprender. Foi um período que tive que me esforçar para não encucar e também de não ficar correndo para a frente do Pai Joaquim a cada final de trabalho. Já tinha aprendido que ele próprio iria esclarecer porque vinha sendo assim... diferente.
Fui dando tempo ao tempo e percebendo modificações na minha crença inicial, comecei a ter claro que não é a forma que é feito o trabalho, que não é o ritual em si que deve ser igual para ser certo.
Que da mesma forma que nós somos seres diferentes e únicos, no plano espiritual não é diferente. Que mais do que ficar questionando, eu deveria aproveitar a oportunidade de aprendizado, me doando com a confiança no plano Maior, que nos orienta e nos guia para o caminho da evolução. Quando tive esse entendimento foi que comecei a sentir uma certa saudade cada vez que o Benedito terminava os trabalhos. Cheguei a falar para alguns: “Tenho a impressão que o Benedito está indo embora” e, por vezes a Cândida me chamava de boba, dizendo: ele vai, mas volta.
Passaram-se 2 anos.
Recentemente pedi uma reunião com o Pai Joaquim e convidei a Cândida para participar. Queria comentar sobre tudo isso, sobre todas as formas de testes que me deparei nesses 2 anos. Testes com irmãos espirituais, com irmãos da corrente, com situações diversas na minha vida. Queria também comentar que, para minha desolação (ainda sinto um aperto no peito e não consigo evitar a emoção), o Benedito estará ausente e como ele, também o Caboclo Cobra Coral, o Exú Das Almas e o Caboclo Ogum Megê. Eles estarão na casa, mas não trabalhando comigo.
Nesse encontro fiquei conhecendo novos amigos.

A Senhora dos Ventos (assim chamarei a Iansã que se apresentou) e o Exu Capa Preta (moço formoso e que tem estado ao meu lado diariamente). Também já sei que chegará o momento de uma despedida, tal qual aconteceu com os amigos que iniciaram meu aprendizado nessa Casa de Umbanda, Casa do Pai Joaquim de Cambinda. 
Quanto a não ter me referido a eles como meus protetores, é porque o Benedito e o Cobra Coral não são meus protetores, eles são protetores dessa Casa e nela estarão sempre.
Pelo visto, muitos irão aprender com eles quando chegar a hora, assim como o Benedito disse: Simples, né filha?
E eu digo: Simples, sim.
As respostas estão dentro de nós, Eles nos auxiliam a descobrí-las.
Tente se perguntar:
- Por quê estou aqui?
- O que espero de todas essas minhas vindas a essa Casa?
- Quanto tempo quero estar por aqui?
- O quanto estou disposto a mexer na minha rotina para estar aqui?
Fiz para mim essas perguntas. Pela conversa com o Pai Joaquim, entendi que nos é ensinado na mesma proporção das nossas respostas a todas essas perguntas.
Sejamos, acima de tudo, sinceros conosco, para que possamos seguir em frente com o mínimo de ilusões.


Espero ter novas experiências de aprendizado para compartilhar com vocês.

Amigos novos acho que não vai faltar.

Do meu jeito, amo todos vocês! "

Rosemarie Saldanha Sobrinho, médium da CPJC











2 comentários:

  1. Prezados: Agradeço pelo aprendizado, dias atras um texto de Grazi sobre o povo do Oriente,confesso que me surprendi muito porque justo chegou quando eu estava com muitas perguntas sobre isso, e justamente no dia consegui sentir a imensa intencidade de sentimentos que imvadiu minha alma, uma experiencia e miuto grande. Agora o grande texto desta amiga Rosi, impresionante como ele chega e e justo o que nos estamos pressisando será que e justamente para mim, bom assim me parece. Em meu geito de expreção o portuñol quero dicer a cada leitura e semana aprendo muito mas, e cada ves cada dia que chego a cada do PJ e um momento de Felicidade e aprendiçado.
    Porque ainda continuo? eu também me faço e tenho sempre feito todas as perguntas que Rosi aqui nos diz. Bom imposivel deijar de lado uma casa com uma grande familia feliz, voces são uns beichoqueiros sempre se abrasando muito, coisa rara em familias hoje em dia. Cada abraso do PJ, o aperto de mão do Duda, o sorriso de Grasi,a sabedoria de Elba,a simpatia de Fran,os sorrisos moleques de Jonatan e Mateheus, a seriedade organizacional de Candida, cada um de voces tem uma sedução nesta casa,dentro e fora do tapete verde do paraiso da casa de PJ. Em fim de cada integrante desta familia tenho recebido muitas cosas boas. E claro sempre e eterno granto ao meu amigo João quem me levo a esta casa ele e meu conselheiro,para todas as coisas. A mas de ano que participo das reuniões desta casa, mas dia 13 de junho tive a precença de meu protetor, e desde ai.... bom voces sempre dan risadas...mas quem e novo fica casi loco querendo chegar o dia para poder participar de tantas novas e boas expereincias em nossa alma (corpo e espiritu),quero aprender mas e ser um bom instrumento para o que for nesessario fazer para minha vida, familia, amigos e geral.
    Agradeço pela paciencia de todos voces, pelo seus abrasos e sorrisos. Eu ja me sinto um membro desta casa. Grande abraso
    Jaime Q.Berdias

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  2. Obrigada pelo carinho, Jaime. Adorei o 'beichoqueiros' hehehe

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