AVISO IMPORTANTE:

* Nossa casa fica em Porto Alegre (RS). Para maiores informações, contate-nos via e-mail.




sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Quando o coração fala [5] -2ª parte

Em 7 de outubro de 2012 publiquei o relato da Ana, contando como foi o seu início de trabalho na Umbanda e nesta Casa (http://casapaijoaquimdecambinda.blogspot.com.br/2012/10/quando-o-coracao-fala-5.html) e falando de dois de seus guias, a Cigana Constanza e o Preto Velho (novo) Bento.
Hoje, damos continuidade a esta história, onde ela fala sobre a Cosme, Clarinha, a Oxum e o Caboclo Tupinambá. Segue:

CLARINHA: Como não falar dela sem me emocionar, minha princesa linda e muito sapeca, até demais inclusive, se o Bentinho como ela o chama, é minha pérola negra a Clarinha é minha pedra mais preciosa.
Sempre pensei que não receberia um Cosme, por motivos que não desejo relatar, até que um belo dia lá na terreira uma menina com cabelos claros cacheados e olhos azuis, usando um vestido rosa passou correndo em minha frente, me olhou, sorriu e chegou, foi a primeira entidade que consegui enxergar com muita nitidez e desde então ela chega com aquele sorriso doce, às vezes implicante, chorona, mas não poderia ser diferente, são semelhanças existentes entre mãe e filha e para quem me conhece sabe que tenho uma certa tendência ao choro. Esse foi outro dos tantos dias emocionantes e felizes que vivi dentro da casa, pois com ela conheci tudo que de maravilhoso  uma criança possui, a pureza, doçura, alegria, inocência, suas brincadeiras, e as vezes suas birras....e como é birrenta. Apesar de não estar presente fisicamente sei que ela está sempre comigo, com seus 4 aninhos, essa é a minha Clarinha, minha tão linda filha e protetora!

OXUM: Salve minha rica mãe... O que falar de uma entidade tão doce, amorosa que quando chega é como se minhas dificuldades e tristezas simplesmente sumissem.
Faz por mim exatamente o que uma mãe faz por seus filhos, me protege, me dá um colo e me leva para os seus rios, que é seu reino, e quando volto dessa “viagem” me sinto outra pessoa.
Apesar de trabalhar esporadicamente com ela, sei que está ali sempre me cuidando, me orientando e pronta para me abraçar quando mais preciso, e não poderia ser diferente, já que é minha mãe de cabeça.
Essa mãe que com seu pranto lava seus filhos, descarregando,limpando e os purificando.
Acho que uma das poucas se não a única vez que senti toda a força e energia de uma Oxum foi na limpeza dos médiuns feita no final de 2011, quando fui questionada pelo Seu Ogum se poderia ajudar com a minha Oxum, como sempre a primeira resposta que veio a minha cabeça foi dizer não, uma vez que trata-se de um trabalho de extrema importância e seriedade, mas ela não me deixou nem falar e com sua doçura olhou para ele e disse “será uma honra”, e realmente foi uma honra fazer aquele trabalho, sempre que lembro me emociono com belo trabalho que foi feito.
Essa é minha mãe e minha rainha.

TUPINAMBÁ: Não sei se por ser descendente de índios (minha bisavó não falava português, apenas o dialeto indígena), minha afinidade com esse povo é muito grande e tenho por eles um imenso respeito e admiração.
Um povo também discriminado, sofrido e perseguido, mas com a mesma proporcionalidade ou maior um povo de extrema elevação espiritual, tanto que hoje trabalhamos com eles, nosso tão admirável povo da mata.
Entidades de extrema força e firmeza, tanta que às vezes confundem com brabeza, inclusive eu já fiz isso logo que comecei a recebê-lo.
Sua energia é inigualável, quem os recebe sabe exatamente ao que me refiro, a energia o calor, a força que em determinadas situações nos deixa sem respiração, mas que ao mesmo tempo nos proporciona uma paz interior incrível.
Um povo que vive no que de mais belo nos foi proporcionado, na natureza, com seus rios, suas matas, seus animais, que conseguem viver harmoniosamente entre si, algo que os homens ainda precisam aprender.
Tupinambá foi e é um grande guerreiro como tantas outras entidades que trabalham na Casa, mas pra mim ele é o “meu índio”.



Esta história é longa, pois ainda falta contar sobre o Povo da Rua e o Oriental, mas vamos deixar para outra oportunidade.
O objetivo aqui é dividir experiências e falar do quanto é normal a emoção misturada com a insegurança no início de um trabalho mediúnico.

Nenhum comentário:

Postar um comentário