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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

João, Maria e a Umbanda

Por Cândida Camini

João foi apresentado a Maria por uma amiga, que muito o recomendou, dizendo que era um rapaz exemplar, honesto, trabalhador, educado, enfim....
Maria apaixonou-se imediatamente, afinal, ele era tudo isto que a amiga tinha dito e muito mais. Era atencioso, estava sempre disponível quando ela precisava e parecia ter muita cultura, também.
Começaram a namorar, mas logo Maria começou a perceber pequenos defeitos, que a foram incomodando. 
João não era perfeito.
João às vezes, parecia não lhe dar o tanto de atenção que ela achava que merecia.
João tinha formas diferentes de fazer algumas coisas, diferente dela e que ela achava errado.
João tinha muitos amigos, que gostavam verdadeiramente dele e ela não conseguia compreender como alguém assim podia angariar tantos afetos.
E Maria começou a achar que aquela amiga que os havia apresentado, não conhecia verdadeiramente João.
E terminou o namoro. E ao se afastar de João, achou por bem alertar seus amigos, aqueles que gostavam tanto dele, sobre os 'defeitos' de João.
Alguns lhe deram ouvidos e também se afastaram de João, talvez por não conhecê-lo tão bem, ou por não serem verdadeiramente amigos, ou simplesmente por descobrirem que também não tinham assim tanta afinidade com ele.
Outros, ficaram tristes por Maria estar falando assim de João, já que afinal ficaram algum tempo juntos e este tempo parecia ter sido bom, enquanto durou.
Outros ainda simplesmente respeitaram seu livre arbítrio e seguiram sua amizade com João.

Assim são alguns relacionamentos, onde muitas vezes a disputa pelo certo e o errado suplanta objetivos maiores, como o amor e o aprendizado juntos.

Onde ter razão é mais importante que ser feliz.

Qualquer semelhança com os relacionamentos entre médiuns e Terreiro, não é mera coincidência.

Existem períodos onde a paz e a união reinam, onde todos trabalham com alegria e amor pela Umbanda.

Mas de vez em quando esta mesma harmonia é colocada à prova, prova esta que é vencida com coragem, fé, união, firmeza de pensamento e ação. 


Ação na prática do bem e da caridade, sem olhar a quem, " aprendendo com os que sabem mais, ensinando aos que menos sabem e a ninguém virando as costas", como bem disse Zélio de Moraes, incorporado do Caboclo das Sete Encruzilhadas, ao fundar a Umbanda no Brasil, em 1908.

Saravá Umbanda!


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