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segunda-feira, 16 de maio de 2011

No Vale das Sombras

No Vale das Sombras ele caminha com desenvoltura.
Não teme, mas é temido.
Muitos dos que estão ali sequer conseguem vê-lo. Os que podem o evitam.
Sua presença naquele mundo inspira sentimentos ambíguos: esperança e medo.
Sim, algumas daquelas almas caídas nutrem uma esperança de serem salvas por Ele e sua falange.
Outras sabem que podem ser levadas cada vez mais para dentro do Vale.
Uma vez lá, o sofrimento será maior.
Neste mundo a escuridão impera.
Vez ou outra, "relâmpagos" cruzam o ambiente.
Não são relâmpagos comuns, pois não emitem a mesma luz.
Parecem quererem mostrar a silhueta dos que padecem nestas terras.

Ele não está ali para julgar aquelas pobres almas.
Também não pode se preocupar com seus dramas.
Sabe que se estão ali já foram julgadas.

Muitas eram pessoas importantes na vida terrena.
Detinham o poder, quer seja na política, na vida empresarial e mesmo nas diversas religiões.

Por isso mesmo eram agora seus "hóspedes".
Usaram do poder para prejudicar seus semelhantes, abusaram, exploraram, se locupletaram.
Achavam que estavam acima de todos...acima da lei.
Muitas foram enterradas com pompas e glórias.
Estavam mesmo acima da lei. Acima da lei dos homens, mas foram facilmente alcançadas pela Lei Maior.

Neste mundo em que se encontravam agora, dinheiro, poder, beleza, de nada lhes valeriam.
Choro, gritos, desespero, são a tônica por aqui.

Ele tem um trono naquele mundo.
Sua Falange lhe trás noticias sobre cada uma daquelas almas.
As que chegaram recentemente, as que estão ali há séculos.

Quando uma delas está pronta para partir para outros mundos, é Ele quem autoriza a entrada dos "da Luz".

Com alegria ele lhes entrega as almas liberadas.
Com tristeza acolhe as que chegam. E são tantas as que chegam e tão poucas as que se vão...

Na Terra ele também possui médiuns que o recebem com carinho e dedicação.
Uma vez incorporado atende a todos que lhe procuram.

Orienta médiuns e assistência da importância da prática  da caridade.

Mostra que todos devem ter fé e força para ultrapassarem os obstáculos.

Não fala sobre o Vale das Sombras abertamente, mas através de metáforas e de pontos cantados,
procurando assim mostrar a verdade.

Percebe com tristeza que algumas pessoas dizendo-se médiuns fortíssimos, procuram (orientados por kiumbas), ganhar a confiança das pessoas crédulas ingênuas, apenas para explorarem a fé.


Enganando-as e levando-as ao desespero e total desilusão para com a Umbanda.


Quando se depara com esses "médiuns" já sabe que logo terá novos hóspedes.
Mas ele carrega em si a chama do amor e da esperança.


É alegre quando está em terra.


Fuma e bebe e através deste ritual defuma e comunga de paz com os encarnados.
Inspira-lhes confiança.
Torna-se amigo, confidente, orientador...

A seu lado, no terreiro, outros Exus que dominam diversos reinos também cumprem a missão.


Quando voltam para o Vale após as sessões sentem-se mais felizes, pois sabem que graças a Eles e aos diversos Exus de Lei, muitos encarnados jamais passarão por ali. Pois estão amparados pela Lei Maior da qual é um fiel Executor.

 Alupo Exu!

(texto de Cássio Ribeiro)

Um comentário:

  1. Fantástico o que escreveste. Fantástico o que escreveste. Permita-me apenas acrescentar. Do cotidiano nasce a fonte do que vou dizer.
    A reencarnação é uma dádiva, temos o compromisso de aproveitá-la, corrigirmo-nos, equacionar pendências pretéritas. Na Terra, há oferta de aprendizado, nela estamos por necessidade. Observem! Não à toa, os limites carnais nos condicionam: a liberdade plena encontrá-la-emos em outro plano. Pena "o homem ser lobo do próprio homem", como bem disse, brilhantemente, Tomás Hobbes. A ganância avilta os verdadeiros caminhos da Lei Maior. Por que tudo se pode fazer na “caçada” ao dinheiro? Os cuidados as nossas crianças onde ficam? E os doentes que nem leito encontram? Os estômagos atrofiados pela fome, quanta perversidade! Malfeitores políticos, a nação trabalha, vocês a roubam, comandam esquemas mafiosos, financiam o erro e quadrilhas sanguinárias. As mentes suas resumem a vida em luxo, poder, riquezas... Mudem, ainda há tempo, o povo aceita ser feliz. O vale da morte os descamisados já conhecem, vocês, talvez, só tenham ouvido falar, mas atentem-se: as cargas da eternidade pesam mais do que as da vida – tão efêmera quanto ilusória. Confortar-se na Justiça de Deus todos os homens podem; nem todos merecem. Meus semelhantes, não se insultem ante esses descalabros; o antídoto para dor é o aprimoramento do caráter.

    Sarava a Umbanda!

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