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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Muito Prazer, Maria Redonda

Por Juliana Bálico

A Ju, como é chamada carinhosamente aqui no Terreiro, é uma menina doce (filha de Oxum, só podia), e que faz parte do grupo de estudos e desenvolvimento mediúnico da casa.
Na última segunda-feira, dia 9 de janeiro, a Preta Velha que a acompanha resolveu se apresentar e eu acompanhei de perto este momento, emocionada, pois era mais uma Redonda.
Mas vamos deixar que ela mesma conte esta história:

" Em alguns momentos, durante o recesso de final de ano da casa, me via em situações onde pensava que não conseguiria contornar sozinha.
Eis que tive o impulso de pedir ajuda aos meus protetores, mas mesmo assim os “sintomas” continuavam ali presentes comigo.



Na primeira gira do ano, semana de Povo do Oriente, quando os pontos começaram a tocar, as angústias, as dores, as tristezas, as aflições iam reaparecendo, parecia que estavam esperando aquele momento que seria o certo para virem à tona.



Ansiosa, fui chamada para o atendimento.

Ao parar defronte o/a Oriental de uma médium da casa, seu simples gesto de levantar as mãos fez com que algo que nunca imaginei acontecesse. Muito intenso e sem palavras, tudo que estava comigo foi encaminhado, foi auxiliado e um sentimento de dever cumprido tomou conta de mim, substituindo toda aquela angústia.



Em seguida, senti muito forte a presença da Preta Velha que trabalha comigo. Pensei que ela simplesmente iria chegar e me reenergizar depois do trabalho feito, mas ela resolveu me dar um dos maiores presentes que poderia receber ali dentro da Casa Pai Joaquim de Cambinda.



Foi a primeira vez que nós duas conseguimos conversar com facilidade. Eu,  emocionada, tinha que conter as lágrimas e prestar atenção a cada palavra e a cada vírgula. Quando menos esperava, ela chamou uma médium e disse: - “Nega, tem aquele pra fazer o ponto ‘axim’ ” ? Eu queria fugir naquele momento temendo o que estava por vir. Eis que entregaram a tábua e a pemba, ela olhou e riu com aquele jeito meigo. A Preta Velha fez um dos “desenhos” mais bonitos que já vi, uma pena que as habilidades do cavalo não ajudam. Naquele momento ela se apresentava para casa e para todos que estavam ali por perto, fazendo o seu ponto riscado. Após este momento, feliz com seu dever cumprido e seus ensinamentos repassados ela tinha que ir embora. Levantou-se e, caminhando lentamente, foi até o Congá, onde se despediu. E eu continuava em êxtase pelo que tinha vivido junto a ela.



Quando retornei para o lugar onde a Preta Velha estava sentada no toco e vi o ponto riscado ao lado não consegui conter o choro, mas não era de tristeza, era muita  emoção! Emoção por tê-la deixado trabalhar tranquilamente, pois para uma médium em desenvolvimento e cheia de insegurança, era tudo muito novo. Saí do salão encantada com tudo que tinha acontecido, feliz em ter conseguido me “entregar” desta forma, mas ainda sentindo muito forte a vibração dela.



Terminada a Gira, ouço me chamarem para “levantar o ponto”. Leiga no assunto, fui orientada de como fazer isso,. Foi aí que o coração acelerou e uma voz sussurrava: - “Fia, nunca esqueça que sempre estarei contigo”, a vibração ia diminuindo até que não sentia ela tão próximo de mim.



Depois de tudo o que vivi, meu sentimento é de gratidão!

Gratidão por cada ensinamento e por nos proporcionarem momentos mágicos, onde muitas vezes é impossível descrever! "





Agô, Nega!

Salve Vovó Maria Redonda! 

2 comentários:

  1. Que linda história, me fez viajar no tempo e lembrar o quanto é bom estar entre os amigos do PJ! Mais uma vez, gratidão! 🙏🏻🌟

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