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domingo, 9 de setembro de 2012

Quando o coração fala [4]

Incentivados por mim, os médiuns desta Casa estão abrindo seu coração e contando como aqui chegaram.
Segue o depoimento da Janete:


" Em 29 de junho de 2011, entrei pela primeira vez na Casa Pai Joaquim de Cambinda, movida mais pelo desespero em que me encontrava, mas o que importa é como fui recebida e o atendimento que tive, que me esclareceu algumas coisas que estavam me perturbando.
O fato é que mesmo sem ter qualquer experiência no assunto, ou pelo menos neste tipo de casa (que achava não existir), fui surpreendida pela manifestação de minha Mãe Iemanjá, através de outra médium da Casa.
Fui embora com muitas dúvidas, as quais só poderiam ser esclarecidas se eu retornasse a este lugar.
E uma semana depois, estava de volta.
Recordo cada momento deste dia, como se fosse hoje.
Difícil explicar tamanha emoção!

Noite do Povo Cigano.
Logo que passei do portão, mesmo sem saber o que iria acontecer, quem eram aquelas Entidades (nem sabia que este povo trabalhava na Umbanda), senti uma alegria imediata, uma emoção, vontade de sorrir, de dançar, uma energia tão forte que parecia que me faltava o ar. As narinas ardiam, mas era bom, estava em êxtase e não compreendia a razão de tantos sentimentos ao mesmo tempo.
Fui esta noite apenas para tomar um passe, mas o destino estava traçado e eu tive certeza disso quando ouvi a Cândida (Cambona Chefe da Casa) anunciar que havia um horário de consulta disponível com a Cigana Anita. Quando dei por mim estava de braço erguido, solicitando este horário.
Ao me posicionar a frente daquela Cigana, mal conseguia falar, tamanha minha alegria e eu nem sabia por quê.
Falei o que estava sentindo e ela, com o olhar muito doce e um sorriso lindo nos lábios, disse que era muito simples. Pegou minha mão e fez com que eu girasse.
Completado o giro, saí dançando Flamenco pelo salão, ao mesmo tempo surpresa e emocionada, uma confusão de sentimentos que não podia explicar.
Quando parei de dançar, a Cigana Anita me disse que havia recebido a Cigana Esmeralda, minha mãe espiritual, que sempre esteve ao meu lado desde o meu nascimento e que me aguardava para trabalharmos juntas nesta Casa.
Dei-me conta então do por que sempre tive tanta afinidade com os costumes dos Ciganos.
Depois deste dia, passei a freqüentar a Casa e todas as entidades com as quais eu conversava me aconselhavam a entrar para o Grupo de Estudos e Desenvolvimento Mediúnico, pois minha mediunidade estava aflorando muito rápido e eu ainda não sabia como lidar com isso.
Conversei com Pai Joaquim de Cambinda e, com sua autorização, passei a freqüentar as reuniões do grupo de estudos e, em seguida, entrei para a corrente mediúnica, como cambona.
Desde o primeiro dia de trabalho senti que os pontos cantados vibravam numa energia muito forte e me dediquei a aprendê-los. Cantar e irradiar amor me fazia muito bem.
E então, começaram as surpresas.
Num sábado, Pai Joaquim de Cambinda estava fazendo um atendimento de saúde na maca e eu, no salão, recebi uma entidade que se dirigiu ao congá. Uma cambona perguntou se precisava de alguma coisa e ela respondeu que queria um ‘toco’. Sentou-se ao lado do ‘toco’ do Pai Joaquim e ficou mirando o congá.

A Cambona perguntou seu nome e ela respondeu: - Vovó Maria Preta – e começou a rir e a falar, contando das brincadeiras que fez comigo em casa, durante a semana.
Quando se despediu eu pensei: - Estou ficando louca, da onde tirei este nome, todos vão rir de mim. Mas logo fui tranqüilizada pelas demais entidades, que era assim mesmo, que com o tempo eu iria adquirindo mais confiança.
Com o tempo, fui conhecendo outras entidades com as quais eu iria trabalhar e várias formas de trabalho.
A cada dia uma surpresa! Recebi a Cosme, de nome Gioconda (Gigi). Riam, dizendo que ela tinha nome de vó. Qual não foi minha surpresa ao descobrir que ela era, nada mais nada menos que o espírito que tinha sido minha avó nesta encarnação!
Foi a maior emoção que já tive.
Mas que fique claro que todas as entidades que trabalham comigo me alertam que o mais importante é o trabalho que realizamos juntos e como realizamos esses trabalhos. Os sentimentos que colocamos, a maneira que nos portamos e o objetivo pelo qual o fazemos.
Eles me deixam claro a todo instante que o mais importante é como eu me dirijo a este trabalho, a energia que me entrego, os sentimentos que direciono, a limpeza interna!
Também me alertam que, na maioria das vezes, ficamos preocupados em saber o nome das entidades, que roupa usam, o que bebem, se fumam ou não, que acabamos atropelando tudo, ansiosos, perdemos a melhor parte, que é sentir a energia, direcioná-las, usá-las da melhor forma, simplesmente deixar fluir com tranquilidade. Como diz meu ‘padrinho espiritual’, Rompe Mato: - Um passinho de formiguinha de cada vez, sem pressa!
Sei que é difícil, na prática, principalmente para os iniciantes, mas a gente consegue, se nos focarmos na direção certa.
Que somos assim porque temos muitas dívidas a saldar e a melhor forma de resgate é com muito amor, humildade, fazendo a caridade, como mostra nossa bandeira.
Digo nossa, porque quem mais ganha nisso tudo somos nós mesmos!
Aprendendo, nos reformando, nos limpando, tornando-nos melhores, ou menos ruins...
Enfim, é isso que as Entidades com quem trabalho me passam.
Mas também vem junto o que sinto, que é uma alegria, uma felicidade muito grande, quando sentimos que realmente conseguimos ajudar alguém, encarnado ou desencarnado.
Quando os consulentes chegam até nós com um sorriso no rosto, ou lágrimas nos olhos e dizem: - Hoje eu vim somente para agradecer a ajuda recebida!
É muito bom!
Mostra-nos o quanto vale à pena o tempo que estamos aqui, nesta Casa, que para mim é como quando me levam para a colônia espiritual. Um grande lar, de uma família linda, cheia de luz, amor, atenção, respeito, carinho.
Se todos que aqui trabalham para aqui se dirigirem com esses sentimentos, nosso trabalho, nossa sementeira, irá dar lindos frutos, para aqueles que aqui chegam famintos de afeto.
E quando vocês me virem chorando, emocionada, principalmente na abertura e/ou encerramento dos trabalhos, saibam que Eles estão me mostrando, pela clarividência, algumas coisas que acham importantes que eu perceba com mais profundidade neste trabalho. É muito lindo!
Poderia dizer muito mais, mas acho que isso é suficiente!
Se alguém quiser saber mais, me procure, vou adorar dividir/somar experiências.
Muito obrigada, grande e amada família PJ!


Isso é somente parte do que já aprendi aqui, mas que sei que ainda tenho muito, mas muito mesmo a aprender.
Eles me lembram isso a todo momento e que as dificuldades , na verdade, são como degraus, nós decidimos se queremos subi-los ou não. "


Janete – Médium da Casa Pai Joaquim de Cambinda

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