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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Quando o coração fala

Recebemos o depoimento abaixo de um dos integrantes da corrente mediúnica de nossa casa e, com a sua autorização o publicamos aqui. Em respeito ao pedido dele, não vamos divulgar seu nome.
Nos gratifica saber que estamos cumprindo um pouco da missão que assumimos com este grupo e às vezes até nos surpreendemos com a constatação da responsabilidade que temos ao entrar desta forma na vida das pessoas.
Isto faz com que nos esforcemos a cada dia para dar o nosso melhor, já que perfeitos não somos.

" O que vi até hoje "

Inicialmente, ao primeiro contato com a CASA, achei que num estalar de dedos todas as minhas dúvidas e inquietações seriam resolvidas em uma única consulta. Claro que eu estava errado. Mesmo que todos os meus questionamentos momentâneos tenham sido respondidos, surgiram muitos outros.
Mas antes deste primeiro contato, preciso voltar um pouco no tempo para relembrar que durante quase um ano foram realizados inúmeros “debates” com uma colega de trabalho (na matéria) sobre todos os assuntos que envolvem a Espiritualidade, regados a muita leitura e com a presença dos protetores orientado-a a me responder um batalhão de perguntas todos os dias. Nem sempre concordávamos e por vezes surgiam alguns “atritinhos”, logo contornados para que pudéssemos recomeçar a “brigar”. A meu ver,  a presença do Preto Velho que trabalha com ela se tornava mais frequente para me auxiliar. Mal sabia eu que estava sendo preparado para uma nova etapa de aprendizado e conscientização.
Minha primeira visita à Casa Pai Joaquim de Cambinda, a qual foi agendada e remarcada inúmeras vezes (ainda não entendi bem o porquê), finalmente um dia aconteceu e me senti como se estivesse retornando à MINHA CASA. Não conhecia (nesta vida) nenhum dos membros da corrente, mas sentia emoção ao poder vê-los e cumprimentá-los, alguns com mais proximidade, outros mais distantes, mas a receptividade era percebida até mesmo por uma troca de olhares, assim como muitos relatam a sensação de primeiro encontro, regada de um sentimento extremamente aconchegante.  
Não tem como esquecer meu primeiro contato com os Dirigentes da Casa, ocasião em que fui recebido e surpreendido por um abraço e beijo que me colocou à vontade na assistência para que pudesse esperar os trabalhos começarem sem aquela ansiedade  por me considerar “estreante” naquela noite. Foi também muito importante ouvir a seguinte frase:
- Que bom que veio! (frase que escuto/escutamos todos os dias em que nos reunimos )
Me coloquei tranquilamente na assistência, aguardando para minha primeira consulta, sendo que  era uma noite de trabalho com o POVO DA RUA, energia mais próxima da nossa. Hummmm... Pensei no que já tinha lido alguns meses atrás, que nada acontece por acaso. Tentei inúmeras vezes ir conhecer o local que realiza tão belo trabalho e não conseguia por inúmeros motivos. Mas sempre pensava que minha primeira vez não seria em uma sessão de trabalho de EXU e POMBA GIRA, em função dos pré conceitos estabelecidos historicamente pelo desconhecimento.
Mas como eu acreditava que eu estava ali obedecendo a uma programação já pré–estabelecida, me coloquei de coração aberto,  e a afinidade que senti logo ao chegar me tranqüilizou e deixei as coisa fluírem como deveria. Para minha surpresa consegui receber e sentir toda doação de energia proporcionada pelo Sr Tranca Rua, sendo que ainda me orientou a buscar entendimento sobre as lidas espirituais. Logo em seguida tive a oportunidade  de ler “O GUARDIAO DA MEIA NOITE” (Rubens Sarraceni), história que hoje me enche de orgulho de poder falar do POVO DA RUA.
Logo em seguida agendei uma consulta com o Pai Joaquim e, assim como acontece com todos, me senti recebido como um filho, recebendo todo o carinho que um PAI pode ofertar ao encontrar ou reencontrar com um dos SEUS.  Muita orientação me foi dada e a mais importante delas foi quando Mestre Joaquim me disse que deveria conhecer todas as linhas de trabalho da Casa. Foi o que fiz, acompanhado na maioria das vezes pela minha esposa e eventualmente por minha filha. Me pus a descobrir os primeiros passos e as diferentes áreas de trabalho que atuam em nossa Religião. Como não se encantar com a tipo de energia sentida numa sessão do Povo de Oriente. Como não se  maravilhar com a beleza da rotina de trabalho do Povo Cigano e a energia dos Cablocos. As palavras do Sr. Ogum, com quem conversei inúmeras vezes, sempre pronto a me orientar. E a alegria contagiante dos Cosmes, que sempre estão presentes.
Fui descobrindo que o que até então só tinha visto em livros, na prática acontecia como era descrito. Em tantas histórias que  tive a oportunidade de ler, isso fez com que fossem derrubados inúmeros pré conceitos que em mim estavam enraizados. Ao ver os médiuns trabalharem, comecei a entender o que significa  o termo “ser humano”.

Qual não foi a minha surpresa ao descobrir  o que realmente significa a palavra respeito. Fato marcante diante de um Preto Velho, meu coração poder se abrir e deixar a lágrima rolar, por perceber o quanto eu estive errado esse tempo todo, por desconhecimento desses dois termos que se confundem em nosso dia a dia de atribulações  e pressa, ao poucos fui percebendo que minha conduta vinha mudando, e com muita alegria ia recebendo essa benção.
Claro que o convite de Pai Joaquim  para participar da turma de estudos e desenvolvimento mediúnico me deixou ansioso para que este dia logo chegasse, mas não senti o imediatismo que em tantas outras vezes me incomodou. Considerei o tempo que passava até o inicio do 4º grupo de estudos  como uma forma de preparação para o que viria  pela frente.
Logo após as primeiras reuniões não tive como controlar meu  desejo de fazer parte da corrente mediúnica desta casa. Por coincidência ou não, meu primeiro dia de trabalho foi na primeira segunda-feira em que começamos a  atender em mais um dia da semana.
O que mais me surpreende ainda é o fato de que muitas vezes a Entidade que está trabalhando com o médium, consegue com suas sábias palavras esclarecer não só as dúvidas dos consulentes mas também as do próprio médium e, desta forma, perceber que fazendo a CARIDADE, você não está ajudando somente a um irmão necessitado mas também a si próprio nesta jornada que aceitamos trilhar com o compromisso de fazer o bem não importando a quem,  e isto nos propicia esta oportunidade de crescimento e evolução.
Não posso deixar de fazer considerações e agradecer pela maneira com que fui e sou recebido sempre. Não sei expressar o tamanho da gratidão que tenho por todos. Uns mais próximos, outros nem tanto, mas basta um olhar, um abraço, para que me sinta alentado por estes irmãos.
Meu muito obrigado pelo carinho dispensado aos meus familiares, sempre e cada vez mais presentes.
Meu muito obrigado pelos ensinamentos e auxílios.
Meu muito obrigado  por me fazer  mais lúcido, mais forte  para esta caminhada que recém se inicia.
Agradeço ao Pai Maior por permitir que vocês todos façam parte desta minha história, nesta busca pela evolução.
Espero poder retribuir de alguma forma a todos, com a mesma intensidade ou mais do que tenho recebido e que possamos ter sempre em mente o que Sr. Ogum tanto nos ensina: 
“O caminho mais curto e mais limpo nem sempre é o melhor caminho para você.“
Então o que vi até hoje me põe a agradecer muito a oportunidade de estar presente nesta Casa, e a todos que de alguma maneira me enchem de esperança de um dia vivermos em um mundo melhor. 

Um médium da casa

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