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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Desabafo de uma dirigente de Terreiro


Por Cândida Camini

Nestes cinco anos como uma das dirigentes da Casa Pai Joaquim de Cambinda, tenho acompanhado o vai e vem de médiuns na Corrente Mediúnica e confesso que já não me surpreendo mais, porque quando entra um médium novo, deslumbrado com tudo, contando histórias mirabolantes de como aqui chegou e rasgando elogios a tudo e todos, o primeiro pensamento que me vem é: “ Até quando?”
Os demais dirigentes de Terreiro sabem do que estou falando, porque isso acontece em todos.
Aliás, isto acontece em muitas situações de nossas vidas. Com um emprego novo, com um relacionamento novo, na família, enfim....
Não que eu esteja decepcionada, que não acredite em mais ninguém, não , não é isto.
Eu apenas não me iludo mais. Sou mais realista.
Se você chega no Terreiro e sabe que foi intuído e guiado por seus guias (muitas vezes até através da clarividência/clariaudiência), não pode simplesmente ao primeiro contratempo, porque vão existir, e muitos, virar as costas e sair sem uma conversa franca com o(s) dirigente(s).
A corrente mediúnica é composta por seres humanos imperfeitos, que ali estão (ou deveriam estar) pra praticar a caridade, aprender e evoluir. E disto não estão excluídos os dirigentes.
Como diz nosso amado Pai Joaquim de Cambinda, se quiséssemos trabalhar somente com aqueles que realmente estão aqui prá fazer a caridade e evoluir, ficaríamos com meia dúzia. Mas nosso maior desafio é justamente com os demais.
Então, sempre que estiver insatisfeito com algo ou alguém, procure um dos dirigentes, seja material ou espiritual, e converse com sinceridade, da mesma forma que fez quando desejou entrar para a corrente.
Se ainda assim desejar se afastar, informe aqueles que lhe receberam e conviveram com você durante o tempo que ali ficou.
Se o sentimento de insatisfação é baseado na vontade de seguir em frente, de buscar novos caminhos e você busca a orientação dos dirigentes, você está sendo guiado por seus protetores.
Mas se você sente raiva, revolta e inconformação, e simplesmente vai embora, falando mal de tudo e de todos, pode ter certeza que é o seu ego que está lhe guiando.
Eu não vejo nem converso com os espíritos. Minha mediunidade é muito baseada na intuição e nestes treze anos que trabalho com Pai Joaquim posso afirmar com absoluta certeza que trabalhamos para o bem, e ponto.

Se você acredita, ótimo. Do contrário, respeite o Terreiro que lhe acolheu e siga seu caminho.

3 comentários:

  1. Gostei penso que ws te texto tenha que ir nas oas trás dos novos e para os mas antigos da casa sempre ser lembrado . Até porque si todas essas responsabilidades da casa toda tivesse que ser votada po e meios de candidatos sei que nenhuma pessoa iria se candidatar eu só tenho a agradecer e si tem que váter falar e chingar para meu bem que seja bom encanto dure rsrsrs Abraços com . Saudades

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  2. Gostei Cândida.

    Eu acho que existe um outro aspecto à ser considerado, claro que sair da corrente falando mal e praguejando contra tudo e todos é a caraterística de um ser extremamente imaturo consciencialmente e acredito ainda que a própria natureza (o plano espiritual) afasta as maçãs doentes (que relutam em aceitar que estão doentes e que estão sendo tratados), mas muitas vezes um medium vai passar por vários lugares até entender que a Umbanda tem que estar dentro do seu coração em primeiro lugar, pois enquanto não entender isso ele vai passar por várias casas.

    Talvez o que eu disse possa parecer um contra-senso, logo eu que há 07 meses estou frequentando uma casa nova, mas na verdade, muito devo ao meu passado e à casa por onde passei, pois foi a minha primeira casa e guardo tudo que vivi lá com muito carinho, amor e ternura.

    Muito axé pra ti mana.

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  3. Perfeito e franco. Como sempre aprendendo com a casa, seja nos estudos, nas consultas e passes ou aqui pelo blog. Lindo trabalho de vocês.

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