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domingo, 7 de agosto de 2011

Para que serve a mediunidade?

É muito mais comum do que se imagina, e cada vez mais frequente, as pessoas que procuram um terreiro de Umbanda para atendimento apresentarem sintomas ostensivos de mediunidade.
Muitas se assustam, pois perdem o controle dos movimentos, até mesmo a consciência e ficam apavoradas com a possibilidade de serem 'tomadas pelos espíritos', principalmente porque os primeiros que se manifestam, quase sempre, são os de baixa vibração, obsessores ou mesmo espíritos necessitados de auxílio.
O segundo questionamento é "e agora, vou ter que botar o branco, entrar prá corrente e trabalhar na casa?".
Não necessariamente. Cada caso é um caso e deve ser analisado com cuidado antes de qualquer decisão neste sentido.
O primeiro passo é compreender como a mediunidade funciona e para isto existem as reuniões de estudo que nossa casa oferece, também para quem não tem e nem deseja qualquer tipo de vínculo ou compromisso com nossos trabalhos de caridade.
Abaixo, transcrevo um texto de Maria Silvia Orlovas (http://www.stum.com.br/p.asp?i=4802&s=1), bastante esclarecedor:

" Já se questionou sobre o motivo de nascer com tendências mediúnicas?
Os médiuns sabem muito bem que não é nada fácil ver espíritos, ter sonhos premonitórios, sentir na pele a energia dos ambientes e das pessoas. Aparentemente é muito legal ter a percepção do mundo espiritual, mas na prática, quando ainda não temos muita consciência, nos conectamos também com dores e sofrimentos. Com sorte, merecimento de boas ações em vidas passadas, com o decorrer do tempo, o médium consegue se harmonizar e sentir coisas boas.

Há muitos anos o Sr. Pena Verde, um guia muito lindo e muito amoroso, intercedeu a meu favor e me avisou que colocaria um filtro na minha visão espiritual, pois como me explicou na época: "Quem vê o bem, vê também o mal".
Sei que foi graças à luz desse mentor maravilhoso que consegui vencer minhas sombras. Mas confesso que de vez em quando enfrento momentos difíceis, de ataques energéticos, de ansiedade. E percebi ainda que as energias negativas que existem à nossa volta se alimentam do medo, do cansaço e da raiva que sem perceber guardamos dentro de nós.

Penso que a mediunidade possa ser comparada a uma antena parabólica e muita gente que pensa estar doente, na verdade, sofre por emoções abaladas. Adoecem na alma e manifestam as doenças psicossomáticas.
Compreendo que a mediunidade, antes de ser um dom, um talento, ou uma graça, é um grande compromisso. Os médiuns nascem com essas antenas abertas e têm de cuidar em se manter permanentemente num caminho ético e amoroso. Sem essa escolha a trilha será de dores e sofrimentos. Por isso, nos meus grupos e cursos ensino às pessoas a conexão essencial com o Amor.
É claro que temos sombras, gritos e dores, afinal quem pode dizer que só consegue viver o Amor?

Abandonos, frustrações amorosas afastam as pessoas do caminho e fazem com que desacreditem da validade do esforço pessoal. Mas não podemos esmorecer. Para o nosso bem e para o bem de marido, filhos e amigos, devemos persistir no bem. Encarar o mal que está dentro de nós mesmos não é fácil, mas é fundamental para colocar em seu lugar o bem que desejamos cultivar. Sinto que os médiuns deveriam ter muita força na oração para se equilibrar, porque ver o mal, sentir o mal é fácil, mas desequilibra e cria uma ligação com essa energia.

Emoções perturbadas criam verdadeiros aprisionamentos, principalmente, na depressão. Nessas horas, devemos usar a mediunidade para reconhecer o que está nos atacando, pois não são apenas forças externas; se somos atacados é porque de alguma forma nos conectamos com essa energia, mas não vamos nos desesperar, porque se estamos nos defrontando com ela é sinal que teremos também maturidade e luz para nos libertar.

O caminho do desenvolvimento mediúnico deverá ser também o do amor, do perdão e da humildade, que são os impulsos que precisamos para sermos mais felizes e equilibrados.
Vale Refletir: a luz e a sombra estão em você. Escolha qual delas deseja servir. "

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