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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A utilização de tambores em rituais religiosos

Olá, pessoal.

Em breve estaremos fazendo uso de um tambor em nossas sessões. Aliás, já utilizamos pontos acompanhados do toque do tambor, porém em CD. A diferença é que agora será ao vivo, elevando e muito a vibração em nossos trabalhos.
Muitas pessoas acham que na Umbanda não se usa tambor. Que tambor é coisa do candomblé, na Nação, ou Umbanda Cruzada. Então, envio abaixo um texto explicativo. Espero que gostem.

Cândida
Casa Pai Joaquim de Cambinda


A utilização de tambores em rituais religiosos induzindo ao transe mediúnico(Texto adaptado de uma matéria da Revista Espiritual de Umbanda)

Tambores são tão ancestrais quanto o próprio homem.
Os primeiros foram criados e manuseados ainda na Pré História, com o objetivo de cultuar Deuses e como forma de agradecer a comida conseguida por meio da caça aos animais.
Milênios se passaram e centenas de representações religiosas ou espirituais foram criadas de acordo com a cultura de cada povo. Imagens, cerimônias, tambores, chocalhos e atabaques, são expressões da arte na religiosidade e na espiritualidade.
O toque do tambor revela a arte de conectar–se com a Mãe Terra e com nosso eu interior, sintonizando nosso coração ao coração dela, e de viajar ao mundo do invisível, constatando nossa ancestralidade e todos os reinos da Natureza.
Mesmo nas religiões mais antigas, o toque dos tambores também foi utilizado não somente para o culto às divindades, mas também como forma de manter contato com os espíritos dos mortos.

Utilização dos Atabaques na Umbanda
Não se utilizavam de atabaques inicialmente. Se voltarmos aos idos de quando a Umbanda foi anunciada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, não havia a utilização de tambores, apenas cânticos. O ritmo era mantido com o bater compassado dos pés no chão.
Atualmente, a explicação para muitos templos manterem essa formação sem tambores nos rituais de Umbanda é a de que os atabaques e o seu som percutido levam o médium a um processo de transe anímico, ou seja, estimula o atavismo, a lembrança ancestral, o afloramento do subconsciente do médium, o que pode dificultar a atuação das Entidades Espirituais. Até mesmo as palmas, em muitos locais são dispensadas.
Discordamos desta opinião se ela serve para excluir definitivamente os atabaques.
Um aspecto que deve ser considerado é que na época do Caboclo das Sete Encruzilhadas os cultos afros e a Umbanda eram perseguidos pela polícia e o rufar dos tambores denunciava os locais de culto. Seria loucura, neste contexto de repressão, se usar tambores na Umbanda e o Caboclo sabiamente não se utilizou, mas que se tenha registro nunca criticou quem se utiliza como não sendo Umbanda ou um tipo de animismo sórdido como alguns querem fazer parecer.
Além do que se o Caboclo das Sete Encruzilhadas escolheu a forma de apresentação de um indígena para se manifestar através da mediunidade, se fosse contra a sonoridade dos tambores seria um contra-senso, pois contrariaria a cultura religiosa milenar dos índios, ele mesmo tendo sua última encarnação como silvícola em solo brasileiro."

Pensamos o contrário dos que refutam os tambores. Em nossa vivência de anos, usados com equilíbrio e bom senso, manter-se a formação com tambores nos rituais de Umbanda usufruindo da magia dos  atabaques e dos seus sons percutidos levam os médiuns a um processo de transe mediúnico, ou seja, estimulando o atavismo, a lembrança ancestral anímica, o afloramento do subconsciente do médium facilita a atuação das Entidades Espirituais pelo mediunismo em seus psiquismos sensibilizados pelos toques para o transe ou possessão ritual. Assim, impossível separar animismo de mediunismo. Quando termina um e inicia o outro?
Muitos são os atabaques utilizados nos templos de Umbanda por este enorme Brasil e servem como ponto de ligação e louvação aos Orixás e Guias de Umbanda. Dão ritmo aos cânticos e criam fortes vibrações para a chamada e descida das Entidades que estarão ali trabalhando. Da mesma forma, são utilizados no acompanhamento rítmico das cantigas de ”subida“, ao termino das sessões.
Após a anunciação da Umbanda, a fundação da Tenda Nossa Senhora da Piedade e todas as outras determinadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, houve um período em que alguns líderes religiosos e intelectuais foram a África no intuito de pesquisar as origens da ancestralidade africana da Umbanda, em contraponto à vertente  que identificava as suas origens unicamente em antigas culturas orientais, excluindo e desconsiderando outras influências na formação umbandista. Assim, trouxeram para a Umbanda práticas utilizadas também em cultos originários da África, como o toque dos atabaques.

Os Tambores Xamânicos
Os tambores xamânicos existem há pelo menos 40 mil anos em todas as culturas tradicionais do planeta. Está associado ao elemento Terra e com a qualidade da Cura. É utilizado para produzir diversos tipos de ritmos com finalidades diferenciadas, desde a música para a celebração e a dança até o toque constante, que leva ao transe profundo.
Muitos Xamãs usam seu tambor para realizar diversos tipos de cura, como o resgate de uma alma perdida ou sair viajando por outras dimensões do ser em busca de visões e conhecimento.

O som do tambor facilita a conexão de qualquer pessoa com o seu mundo interior e com todos os ritmos de seu corpo, produzindo um estado de relaxamento, de equilíbrio e ampliação de consciência, proporcionando assim uma conexão e harmonização com os ritmos planetários e cósmicos.
Para os que praticam os Rituais Xamânicos – religião oriunda de povos asiáticos e árticos, pratica filosófica e de cura encontrada no mundo todo, as batidas do tambor são como as batidas do coração da Mãe Terra.
O tambor representa a própria cultura xamânica, unificando–a e aproximando as comunidades. Costuma ser utilizado em diferentes ocasiões, como casamentos e funerais, e em todas as reuniões dos povos nativos, criando uma aura energética que possibilita a conexão com o Mundo Espiritual. Também são utilizados por curandeiros, em rituais de cura.

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