AVISO IMPORTANTE:

* Nossa casa fica em Porto Alegre (RS), Av. 21 de Abril, 1385, Vila Elizabeth, Bairro Sarandi.
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Atuação dos Pretos Velhos na Umbanda

E assim são os Pretos-Velhos da Umbanda. 
Eles representam a força, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. 
São um ponto de referência para todos aqueles que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz.
Eles representam a humildade, não têm raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado.
Com seus cachimbos, fala pousada, tranqüilidade nos gestos, eles escutam e ajudam àqueles que necessitam, independentes de sua cor, idade, sexo e religião.
Não se pode dizer em sua totalidade que esses espíritos são diretamente os mesmos Pretos Velhos da escravidão, pois no processo cíclico da reencarnação passaram por muitas vidas anteriores. Foram negros escravos, filósofos, médicos, ricos, pobres, iluminados entre outros. Mas para ajudar aqueles que necessitam, escolheram ou foram escolhidos para voltar à Terra incorporados em seus 'cavalos' (médiuns) em forma de Preto Velho. Outros, nem Pretos Velhos foram, mas escolheram como missão voltar nessa pseudo forma.
Este comentário pode deixar algumas pessoas do culto e fora dele meio confusas: "então o Preto Velho não é preto e nem velho, ou é, ou o que acontece???".
O espírito que evoluiu tem a capacidade de se plasmar (tomar forma espiritual) como qualquer forma passada, pois ele é energia viva e conduzente de luz. A forma é apenas uma conseqüência do que eles tenham que fazer na terra. 


Esses espíritos podem se apresentar em alguns lugares, por exemplo, como um médico e em outros como um Preto Velho ou até mesmo um Caboclo ou Exu. 
Tudo isso vai de acordo com o seu trabalho, sua missão. Não é uma forma de enganar ou má fé com relação àqueles que acreditam, muito pelo contrário, quando se conversa sinceramente, eles mesmos nos dizem quem são, caso tenham autorização.
Por isso, se você for falar com um Preto Velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira milagres ou que ele resolva seus problemas como em um passe de mágica. Entenda que qualquer solução tem o princípio dentro de você mesmo, tenha fé, acredite em você, tenha amor a Deus e a você mesmo. 
Para muitos os Pretos Velhos são conselheiros mostrando a vida e seus caminhos; para outros, são pisicólogos, amigos, confidentes, mentores espirituais; para outros ainda, são os exorcistas que lutam com suas mirongas, banhos de ervas, pontos de fogo, pontos riscados e outros, apoiados pelos Exus de Lei, desfazendo trabalhos e contra as forças negativas (o mal), espíritos obsessores.

MENSAGEM


Os Pretos Velhos levam a força de Deus (Zambi) a todos que queiram aprender e encontrar uma fé. Sem ver a quem, sem julgar, ou colocando pecados. Mostrando que o amor a Deus, o respeito ao próximo e a si mesmo, o amor próprio, a força de vontade e o encarar o ciclo da reencarnação podem aliviar os sofrimentos do karma e elevar o espírito para a luz divina. Fazendo com que as pessoas entendam e encarem seus problemas e procurem suas soluções da melhor maneira possível dentro da lei do dharma e da causa e efeito.

Eles aliviam o fardo espiritual de cada pessoa fazendo com que ela se fortaleça espiritualmente. Se a pessoa se fortalece e cresce consegue carregar mais comodamente o peso de seus sofrimentos. Ao passo que se ela se entrega ao sofrimento e ao desespero, enfraquece e sucumbe por terra pelo peso que carrega. Então cada um pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente de acordo com encare seu destino e os acontecimentos de sua vida: "Cada um colherá aquilo que plantou. Se tu plantastes vento, colherás tempestade. Mas se tu entenderes que com luta o sofrimento pode tornar-se alegria, verás que deves tomar consciência do que foi o teu passado, aprendendo com teus erros e visando o crescimento e a felicidade do futuro. Não sejas egoísta, aquilo que te for ensinado, passa aos outros e aquilo que recebestes de graça, de graça tu darás. Porque só no amor, na caridade e na fé é que tu podes encontrar o teu caminho interior, a luz e DEUS" (Pai Cipriano, incorporado no médium Etiene Sales, em setembro de 1997).


Salve todos os PRETOS-VELHOS, que DEUS os ilumine e os abençoe. 
A todos os PRETOS-VELHOS que trabalham nesse mundo e no outro com muito amor. 
OBRIGADO!

sábado, 18 de junho de 2011

Os sete sorrisos de um Preto Velho

Circula a bastante tempo na internet um texto chamado "As sete lágrimas de um Preto Velho".

Recebi este de um amigo, mas sem menção ao autor. Se alguém souber, me avise para que possa dar o devido crédito:


O Primeiro sorriso é pelo médium que está sempre zelando por sua conduta e equilíbrio espiritual; quando um Preto Velho ou outra entidade chega ao terreiro, o mesmo trata com tamanho carinho.

O Segundo sorriso é pelas crianças carnais que em muitas ocasiões estão presentes nas giras, enchendo o ambiente de alegria, amor e muito carinho.

O Terceiro sorriso é pelos médiuns que estão dispostos a ajudar e zelar pela casa de nosso Pai, que chegam cedo para ajudar; os que vem fora dos dias de trabalho para organizar a casa pela sua própria vontade e que, muitas das vezes, são os primeiros a chegarem nas giras e os últimos a sairem também.

O Quarto sorriso é pela assistência, quando olham para ela e veem através de seus olhares, humildade, solidariedade, igualdade e vontade de receber a caridade, pois estes olhares são de sentimentos que brotam em seus corações.

 O Quinto sorriso é pelo consulente que vem até junto de nós e fala: HOJE, MEU PRETO VELHO, NÃO VIM PARA PEDIR E SIM PARA AGRADECER A NOSSO PAI OXALÁ POR TUDO QUE RECEBI.

O Sexto sorriso é pelo zelo que o dirigente tem por nossa mãe UMBANDA e pelos seus irmãos. E muitas vezes, por sua tamanha humildade, não sabem a tamanha referência que é.

O Sétimo sorriso é por agradecimento aos Orixás, pois por intermédio deles nosso Zambi concede maior oportunidade de poderem praticar a caridade e elevarem-se na espiritualidade.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Conselho de Preta Velha

Posto a seguir, parte de um texto de autor desconhecido (pelo menos para mim), chamado "Os Bastidores da Umbanda", que demonstra toda a sabedoria dos Pretos Velhos:

" Vovó Maria Redonda, espírito portador de grande sabedoria e humildade, apresentando-se no terreiro com o corpo astral de negra velha de pequena estatura, com roupas simples e alvas, cuja saia comprida e larga era coberta por um avental onde um bolso era recheado de ervas e patuás, tinha uma maneira simplista e diplomática de fazer com que os filhos entendessem que eles próprios eram seus médicos curadores:

- Minha mãe, acho que estou sendo vítima de "trabalho feito" pela minha ex mulher...

Sorrindo e com linguagem peculiar, segurava com firmeza as mãos do moço passando-lhe com isso confiança e com a voz recheada de afeto respondia:

Negra velha vai explicar para que o filho entenda:


- Quando sua casa está totalmente fechada, fica escura e nada pode entrar, às vezes nem a poeira. Não é isso?
Quando o filho abre as janelas e portas, a luz do sol entra invadindo todos os cantos, mas podem entrar também as moscas, baratas, formigas e até os ladrões, não é?
Para a sujeira e os bichos, o filho pode usar a vassoura, para os ladrões a lei, a segurança.
E para a luz do sol?

Ah, essa filho, fica ali iluminando até que o filho feche toda a casa outra vez.
Assim também é a nossa casa interna; quando nos fechamos para a vida, para o trabalho, ficamos no escuro e ao nos abrirmos, deixamos a luz entrar, mas ficamos sujeitos a todas as outras energias que estão ao nosso redor.
Mas como acontece na casa material, onde não houver os atrativos da sujeira e do lixo, os insetos não se aproximam.
Se estivermos equilibrados, sem raiva, mágoa, ciúmes, vícios e todos esses lixos que os filhos buscam na matéria, nada nem ninguém consegue afetar nossa energia, nossa vida. Só o sol permanece no coração de quem procura manter-se limpo.

Negra velha sabe que esse mundão está de cabeça para baixo.

No lado material os filhos andam desarvorados pela dificuldade de sustento de suas famílias, quando não, em busca de supérfluos.
Mas mesmo assim, é preciso lembrar aos filhos, que embora estejam na matéria e sujeitos a ela, a vida real está no espírito imortal.

É preciso dar mais atenção, senão prioridade, à essência em detrimento do restante, para que possa haver o equilíbrio dos elementos inerentes à vida, na sua totalidade.

O mal que é enviado aos filhos, só vai instalar-se se encontrar no endereço vibratório, ambiente adequado.

Sem contar que o medo é porta aberta - e atrativo - para a entrada do desequilíbrio.
O medo é sentimento muito usado pelas energias do astral inferior, uma vez que fragiliza o corpo emocional facilitando sua atuação mórbida.

Por outro lado, negra velha pergunta para o filho:
- Se a desordem não houvesse se instalado, por acaso o filho estaria aqui, sentado no chão, em frente à preta velha, buscando humildemente ajuda espiritual? Nem sempre o que nos parece mal, é tão prejudicial assim. Pode ser o remédio adequado para o momento, ou talvez a estremecida necessária no corpo astral dos filhos, para que a ordem possa reinstalar-se.

As trevas, meu filho, estão vinte e quatro horas de plantão. E os filhos, acaso estão?

Não adianta orar e não vigiar, pois o pensamento é energia e com ele nos adequamos ao campo energético que quisermos. "

Salve todos os Pretos e Pretas Velhas que, humildemente, trazem o consolo e o entendimento a todos os filhos e filhas que buscam na sua sabedoria um norte para sua vida.


sexta-feira, 13 de maio de 2011

13 de Maio, Dia dos Pretos Velhos!

Sessão do Conselho de Estado em q a Princesa Isabel
assina a Lei Áurea
Não poderia ser em outra data, pois o 13 de Maio de 1888 entrou para a história do Brasil como o dia em que acabou, pelo menos oficialmente, a escravidão no Brasil.

A Princesa Isabel, cujas tradições de nobreza e bondade jamais serão esquecidas no coração do Brasil, viera ao mundo com a sua tarefa definida no trabalho abençoado da abolição.

Ismael, espírito tido como o anjo protetor Brasil, articula do Alto os elementos necessários à grande vitória.

O generoso imperador D.Pedro II é afastado do trono, nos primeiros meses de 1888, sob a influência dos mentores invisíveis da pátria, voltando a Regência à Princesa Isabel, que em 13 de maio do mesmo ano, cercada de entidades angélicas e misericordiosas, sanciona a Lei Áurea sem hesitar, com a nobre serenidade do seu coração de mulher.

Nosso amado Pai Joaquim, que viveu este período no Brasil porém voltou para a pátria espiritual antes da libertação dos escravos, contou sua história, que pode ser lida aqui mesmo no blog, no link de página http://casapaijoaquimdecambinda.blogspot.com/p/historia-de-pai-joaquim-de-cambinda.html

Saravá Pai Joaquim!

Saravá todos os Pretos Velhos!


domingo, 27 de março de 2011

Meu Bondoso Preto Velho!


Aqui estamos, agradecidos, aguardando sua benção.

Quantas vezes com a alma ferida, com o coração irado, com a mente entorpecida pela dor da injustiça clamamos por vingança, e Tu, oculto lá no fundo do nosso Eu, com bondade compassiva nos sussurrava: ESPERANÇA.

Quantas vezes desejamos romper com a humanidade, enfrentar o mal com maldade, olho por olho, dente por dente, e Tu, escondido em nossa mente, nos dizias simplesmente:

"Sei que fere o coração a maldade e a traição, mas, responder com ofensas, não lhes trará a solução. Pára, pensa, medita e ofereça o perdão. Eu também sofri bastante, eu também fui humilhado, eu também me revoltei e também fui injustiçado.

Das savanas africanas, moço, forte, livre, num instante transformado em escravo acorrentado, nenhuma oportunidade eu tive.
Uma revolta crescente me envolvia intensamente, porque algo me dizia, que eu nunca mais veria minha Aruanda de então, não ouviria a passarada, o bramir dos elefantes, o rugido do leão, minha raça de gigantes que tanto orgulho tivera, jazia despedaçada, nua, fria, acorrentada num infecto porão.

Um ódio intenso o meu peito atormentava, por que OIÀ não mandava uma grande tempestade? Que Xangô com seus raios partisse aquela nave amaldiçoada, que matasse aquela gente, que tão cruel se mostrara, que até minha pobre mãezinha, tão frágil, já tão velhinha, por maldade acorrentara. E Iemanjá, onde estava que nossa desgraça não via, nossa dor não sentia, o seu peito não sangrava? Seus ouvidos não ouviam a súplica que eu lhe fazia? Se Iemanjá ordenasse, o mar se abriria, as ondas nos envolveriam; ao meu povo ela daria a desejada esperança, e aos que nos escravizavam, a necessária vingança.

Porém, nada aconteceu, minha mãezinha não resistiu e morreu; seu corpo ao mar foi lançado, o meu povo amedrontado, no mercado foi vendido, uns pra cá, outros pra lá e, como gado, com ferro em brasa marcado.

Onde é que estava Ogum? Que aquela gente não vencia, onde estavam as suas armas, as suas lanças de guerra? Porém, nada acontecia, e a toda parte que olhava, somente um coisa via... terra.

Terra que sempre exigia mais de nossos corpos suados, de nossos corpos cansados.

Era a senzala, era o tronco, o gato de sete rabos que nos arrancava o couro, era a lida, era a colheita, que para nós era estafa, para o senhor era ouro.

Quantas vezes, depois que o sol se escondia, lá no fundo da senzala, com os mais velhos aprendia, que o nosso destino no fim não seria sempre assim, quantas vezes me disseram que Zambi olhava por mim...

Assim o tempo passou, de rapaz forte de antes, bem pouca coisa restou, até que um dia chegou, e o preto se acabou...

Mas, do outro lado da morte eu encontrei nova vida, mais longa, muito mais forte, mais de amor e de perdão, os sofrimentos de outrora já não importam agora, por que nada foi em vão...

Fomos mártires nessa vida, desta Umbanda tão querida, religião do coração, da paz, do amor, do perdão".

(adaptado do texto de Pai Ronaldo Linares)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Sábado é dia de sessão com Pretos Velhos

Normalmente chegamos num terreiro de Umbanda cansados de percorrer diversos templos, consultórios ou outros lugares, sem encontrar o que mais precisamos: a solução para as nossas demandas ou um alívio espiritual. É então na figura de um preto-velho que encontramos o bálsamo para as nossas feridas.

Ignoramos a personalidade-médium e vemos sentado num banquinho um velhinho negro, alquebrado pela idade e pela vida, usando às vezes um chapéu de palha, outras um pano enrolado na cabeça, com um galho de arruda pendurado atrás da orelha, apoiado numa bengala, fumando um cachimbo ou um charuto ou, então, comendo uma rapadura.

Com seu jeito manso de falar, o pretinho ou a pretinha nos dão as orientações necessárias para o momento de crise que passamos. O modo errado de pronunciar as palavras, mas com muita sabedoria, deixa ricos ou pobres, cultos ou ignorantes à vontade para falar de seus pensamentos mais íntimos.

Para tudo os Pretos-Velhos têm uma palavra de conforto e de amor.

Com as baforadas do charuto ou com a arruda, vão aos poucos aliviando nosso coração, levando-nos muitas vezes às lágrimas. E, aos poucos, sem percebermos, vai retirando dos nossos corpos etérico/astral as amarras, os miasmas, as formas-pensamentos, desfazendo as magias negativas, desligando amorosamente os obsessores e sofredores, e encaminhando estes espíritos doentes aos nossos amigos exus.

Na sua simplicidade, planta as sementes das leis divinas em nosso ser, tais como: a reencarnação, a livre escolha, a lei de retorno e a urgência de transformação moral. Enfim, nos ensina que a responsabilidade de nossas vidas cabe a cada um nós

Muitas vezes sabe que o filho-de-fé cairá diversas vezes na mesma situação que o levou ao terreiro; se queixará das mesmas dores. Com paciência aconselhará, sabendo que somos crianças dando os primeiros passos. Por isso, se você for falar com um preto-velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira milagres ou que ele resolva seus problemas com um passe de mágica. Entenda que qualquer solução tem o princípio dentro de você mesmo. Tenha fé e acredite em você.

(texto parcialmente retirado do Blog da Choupana do Caboclo Pery)