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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Saúde existencial, já ouviu falar?

 Por Cândida Camini


Durante estes quatro últimos anos, sentada no toco todo sábado, servindo de 'cavalo' para minha amada Preta Velha Maria Redonda, posso afirmar sem medo de errar, que a maioria dos atendimentos são para pessoas perdidas em sua jornada neste plano, inconformadas com a própria vida, seja no profissional, seja no familiar, seja no pessoal.

E muitas vezes ouvi dela, da Preta Velha, sobre a importância da saúde existencial.

Meu conhecimento sobre saúde era sobre a saúde física, mental, emocional, espiritual. Mas, existencial? Nunca tinha ouvido falar.

Pois a saúde existencial é o somatório de todas as outras. Ximplex axim, como a Redonda mesmo diz.

Mas não tão simples, para quem sofre deste mal.

A saúde existencial é a capacidade que temos de lidar com as adversidades da nossa encarnação. Identifiar, acolher, compreender, resolver. E, finalmente aceitar, quando não há solução.

Como bem diz a Prece da Serenidade, que deveria se tornara um mantra diário para todos que sofrem da falta de saúde existencial. Para quem não conhece: DEus, dá-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, a coragem para mudar as que posso e a sabedoria para distinguir a diferença.

Se não compreendemos as dificuldades que nos afligem, a saúde existencial é afetada e se reflete na saúde física, na emocional, mental e até espiritual.

Então, o segredo está em mantermos a saúde existencial em dia. Vale o esforço e o exercício diário, principalmente para identificar o que pode ser mudado e ter coragem para mudar.

E tu, como está a tua saúde existencial?


Gratidão à Maria Redonda, por tantos ensinamentos!

Agô!



domingo, 7 de junho de 2026

Uma noite na Aldeia Estrela Guia

Por Matheus Niederauer


A noite avançava, a maioria dos médiuns já atingia a fase do sono apropriada para o desdobramento astral. 

Um a um, fomos convocados para nos apresentarmos ao Cacique Lua Vermelha, chefe da Aldeia Estrela Guia, no centro da Mata do Juremá, no astral da Umbanda.

Guiados pelo Caboclo Tupinambá e com permissão do Caboclo 7 Flechas, Guardião desta egrégora, fomos chegando e nos posicionando em círculo, no centro da aldeia,

No chão, um desenho feito com uma espécie de cinza, que os Caboclos coletavam em cestos de palha. Enquanto faziam os desenhos, entoavam rezas em sua língua nativa.

O objetivo maior, reconectar-nos à energia da Mata Sagrada e de seus habitantes. E nisso inclui-se os animais selvagens que a tudo observavam, sem qualquer movimento, emanando sua energia a todos que ali estavam.

Os tambores indígenas tocavam com muita força energética, fortalecendo a egrégora.

Nossos braços começaram a ser pintados com uma espécie de tinta vermelha, muito parecida com argila, uns desenhos que para mim não tinham significado, mas que ao serem registrados na pele, agiam de forma magística, em cada um atuando de um jeito diferente, talvez fortalecendo a necessidade individual de cada um.

Caciques de cada tribo estavam presentes, sentados próximos ao que me pareceu tonéis, cheios de ervas maceradas em água.


Perguntei ao Caboclo Ventania sobre essas ervas e ele me disse que tratava-se de um banho que seria nos dado, num ritual de expansão energética.

Um a um, fomos conduzidos à beira de um rio e banhados com estas ervas pelos caciques. Conforme as ervas eram passadas em nosso corpo, abria-se como um ponto de luz, de um verde muito intenso, em cada ponto do nosso corpo por onde a expansão pretendida era esperada.

Após este ritual, o Caboclo Tupinambá reconduziu-nos de volta ao corpo, enquanto na Aldeia eram finalizados os trabalhos, numa ritualística própria deste Grupo de Espíritos tão importante na Umbanda.

Okê, Cacique Lua Vermelha

Okê, Caboclo Ventania

Okê, Caboclo Tupinambá

Okê, Caboclo 7 Flechas

Okê, Arô, Oxóssi e todas as falanges das Matas

Gratidão!



Matheus é médium da corrente do nosso Terreiro
e cavalo do Caboclo Ventania, que é filho do
Cacique Lua Vermelha.