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* Nossa casa fica em Porto Alegre (RS), Av. 21 de Abril, 1385, Vila Elizabeth, Bairro Sarandi.
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domingo, 12 de agosto de 2012

Banquete de Kiumba - por Douglas Fersan

Sete velas pretas, sete velas vermelhas... – conferiu mais uma vez e lembrou feliz, ao ver que uma tinha se partido ao meio, que comprou uma vela a mais de cada cor, justamente para evitar que um contratempo atrapalhasse o trabalho.
Um carro passou e ela se virou, dando as costas à estrada.  Não queria que ninguém a visse ali, na encruzilhada fazendo uma macumbinha.  Estava bastante convicta do que queria, mas não custava nada evitar ser vista, afinal o que diriam os conhecidos se fosse flagrada com aquela parafernália toda, despachando um “trabalho” na encruzilhada?
Conferiu a lista mais uma vez: as velas, as bebidas, os charutos, os cigarros...  havia outras coisas também – geralmente mal vistas pelas pessoas, como uma galinha morta, uma língua de boi, um coração...  estava tudo ali.  Não havia esquecido também os pedidos escritos num pedaço de papel.  Já que ia à encruzilhada, resolveu pedir tudo que ansiava.  Pediu que aquela vizinha intrometida se mudasse para bem longe, que a falsa amiga mordesse e língua e se desse mal no trabalho, que aquela sirigaita que lançava olhares insinuantes ao seu namorado quebrasse as duas pernas e, obviamente, que ele, o namorado, ficasse sempre ao seu lado, submisso e escravo do seu amor, cego para outras mulheres e prisioneiro de seus caprichos.  Certamente os exus e as pombogiras a ajudariam e ele seria sua propriedade exclusiva.
Sim, os exus e pombogiras me ajudarão – pensou novamente, convicta de que os estava pagando muito bem com tudo que aquilo que despejava sobre o chão da encruzilhada.
Por um momento observou novamente todo aquele material e pensou no quanto gastou com aquilo.  Além do que aquela amiga “macumbeira” havia indicado, comprou outras coisas por conta própria, pois assim acreditava que reforçaria o trabalho. Rosas e cravos vermelhos certamente seriam bem aceitos pelos espíritos, além de um perfume (barato, é verdade) e um alguidar com farofa amarela, tudo colocado sobre uma toalha vermelha.  Se eles a ajudariam com a receitinha dada pela amiga, imagine então com tudo aquilo que acrescentou...  Vendo tudo aquilo, achou que sua oferenda estava acima dos padrões financeiros usados nas macumbas que se vê por aí e adicionou alguns pedidos à sua lista.  Pediu um aumento salarial, a desventura de outro desafeto, além de reforçar o pedido – quase uma exigência – para que o namorado ficasse a seus pés.
Escondeu-se mais uma vez de outro carro que passava e colocou tudo aquilo sobre o chão.  Colocou de qualquer jeito, nem se deu ao trabalho de abrir as garrafas de bebidas – não comprou das mais baratas, fez questão de lembrar.  Foi aí que recordou que sua amiga “macumbeira” havia dito que os espíritos não conseguem abrir garrafas e nem acender cigarros ou charutos.  Tratou de realizar essa tarefa meio a contragosto e resolveu ajeitar os materiais sobre a toalha. 
Até que ficou bonito – disse baixinho.
Em seguida bateu palmas próximo às velas, conforme a amiga havia ensinado, e chamou pelo nome dos exus e das pombogiras.  Não poupou ninguém: Exu Pimenta, Tranca-Ruas, Exu Veludo, Exu da Meia-Noite, Marabô, Morcego, Maria Mulambo, Maria Padilha, Dama da Noite, Sete Saias...  nomes famosos que permeiam o universo da Umbanda e da Quimbanda.

Terminado o confuso ritual, deu três passinhos para trás, se virou de costas e tomou seu rumo, certa de que seria atendida em seus pedidos o mais breve possível.  Assim que saiu, um grupo de kiumbas, espíritos zombeteiros e trevosos da pior espécie, se aproximaram daquela bagunça que emporcalhava a via pública e passaram a se divertir com aquele banquete que lhes foi deixado.  Assim que terminasse sua festa, iriam atrás daquela tola menina, a fim de confundir seus pensamentos, dando-lhe falsas impressões de sucesso e esperanças, e em seguida paranoias e sensação de fracasso, que iriam confundir-lhe as ideias, causando medo, insônia, insegurança e toda uma gama de fatores que a fariam ouvir novamente conselhos de pessoas mal informadas, mal esclarecidas e até mal intencionadas como essa amiga “macumbeira”, e iria novamente a uma encruzilhada servir esses kiumbas obsessores vez após vez, até se tornar escrava de sua própria loucura.

Um pouco distante, os verdadeiros Exus e Pombogiras, incansáveis trabalhadores do Astral, observavam tristes àquela cena.  Os (verdadeiros) Exus da Meia-Noite, Pimenta, Marabô, Morcego, Tranca-Ruas, acompanhados das Senhoras Sete Saias, Maria Mulambo, Maria Padilha e Dama da Noite não interferiram de imediato, pois algumas criaturas não ouvem bons conselhos, não aprendem pelo caminho mais fácil, precisam trilhar o caminho da dor para que o conhecimento sobre a moral espiritual seja compreendida.  Sabiam que aquela pobre coitada teria que sofrer para deixar de ser egoísta.  Teria que sentir os efeitos do mundo espiritual para aprender a respeitá-lo.  Eles sabiam que, após toda aquela bagunça que ela chamava de “trabalho” e de “despacho”, seria perseguida pelos kiumbas e que isso sim a faria procurar um lugar sério, onde eles seriam afastados dela e enfim ela se tornaria também uma trabalhadora da espiritualidade na terra, auxiliando outras pessoas para que não cometessem o mesmo erro.  Ou então, se insistisse na sua teimosia e egoísmo em querer manipular as coisas e as pessoas com a ajuda de espíritos, acabaria se decepcionando por não atingir seus objetivos escusos e se afastaria definitivamente daquilo que ela erroneamente acreditava ser Umbanda.  Não passando pela peneira da Umbanda talvez se convertesse a uma religião da moda e passasse a se autointitular “ex-mãe-de-encosto”...

terça-feira, 17 de julho de 2012

Mensagem de Dona Maria Mulambo

Talvez eu devesse pedir licença, não sei bem, pouca prática tenho destes escritos, mas como o canal está aberto eu vou escrevendo.

Dizem que vim de longe, dizem tantas coisas, que sou isso e aquilo, tantas conjecturas, uns me acham o máximo, outros se apavoram ao ouvir meu nome, a maioria só gosta de mim enquanto acham que eu posso beneficiá-los em seus pedidos tão terrenos, tão materialistas.

Tão raro é ver um gesto de carinho, tão raro alguém querer saber como proceder dignamente, tão raro alguém se lembrar de mim como amiga, tão raro alguém querer conhecer a verdade em relação à espiritualidade, tão raro.

Ah! Mas cobrar cobram, portam-se tão mal, mas cobram, querem caminhos abertos, mas esquecem-se das leis básicas, esquecem-se que nesta vida ou na outra colhe-se aquilo que se planta.

Em relação ao amor, cismam e pronto, não querem saber do outro lado da moeda, esquecem-se que devem respeitar os sentimentos da outra pessoa, esquecem-se que cada um tem uma missão, que todos tem livre arbítrio.

Às vezes cismam com vinganças mesquinhas, na maioria das vezes nem razão têm, mas eles não querem saber, só enxergam o seu próprio orgulho, só enxergam o seu lado da questão, esquecem-se inclusive que as vezes certas rivalidades vêm do passado bem distante, e que persistir é não só atrasar a caminhada como também atirar-se em um abismo acordando velhos instintos e com eles antigos inimigos espirituais.

Bem poucos estão interessados em ouvir algo que possa ir contra os seus interesses momentâneos, poucos querem saber a verdade sobre qualquer coisa, muito menos sobre a doutrina religiosa que decidiram seguir, mesmo porque eles não a vêm como religião, mas sim como meio de alcançar as suas metas.

Então alguém me diz: por que deixa que falem tantas coisas, não desmente, apenas dá uma gostosa gargalhada. E eu respondo: Porque eles não estão interessados, eles querem dizer coisas horríveis, mentiras, estórias mirabolantes, só para que eu possa parecer poderosa, para satisfação de seus egos, principalmente dos médiuns que me incorporam.

Então eu espero. Devagar, em um ou outro templo começa a surgir uma luz, alguém se interessa, alguém procura estudar, alguém lembra que acima de tudo está DEUS e suas leis imutáveis, nesta ou em qualquer outra religião.

E graças a estes que começam a despertar para a verdade, eu e outros começamos a receber um pouco de respeito, eu e outros temos a chance de trabalhar para a Luz, sem ter que camuflar uma imagem que não é a nossa, só para sermos aceitos pelos nossos médiuns e termos a chance de evoluir este mesmo médium, mas hoje eu só gostaria de deixar bem claro que Exu e Pomba-Gira de Umbanda, nada mais são do que guerreiros da Luz nas Trevas. Sim, trabalhamos nas Trevas para a Luz, por opção nossa decidimos evoluir desta forma, opção nossa sim pois a todos nós foi dada a opção de escolha do trabalho a ser realizado. Como também poderíamos ter aceitado a opção de reencarnação, para evoluir através dela.

Temos ciência também que a qualquer momento se decidirmos reencarnar, poderemos pedir isto para a Lei que irá direcionar o nosso pedido e verificar quando e como poderemos fazê-lo.

Bem, para quem nunca usou este meio de comunicação já falei demais, mas um dia quem sabe possa vir e contar minha história que garanto não será as estórias que ouvem.

Deixo o meu agradecimento a este cavalo que psicografa e só peço a todos que lerem esta mensagem que ao menos reflitam sobre o que aqui foi exposto, tentem estudar, ganhem conhecimento e lembrem-se que seja qual for o conhecimento que chegar até vocês ele deve passar pelo crivo da lei da razão, não se tornem radicais, pois nenhum conhecimento está totalmente contido em um só lugar, ele sempre é dado aos poucos e um vai completando o outro.

Lembrem-se que a pior fé é a fé cega, a fé verdadeira é sempre baseada no amor.

Agora eu me vou, uma gostosa gargalhada para quem quiser assim, e um forte abraço para quem quiser me conhecer.

(ditado por Maria Mulambo, psicografado por Luconi)

segunda-feira, 11 de junho de 2012

QUEM NÃO É EXU

É só fazer uma pesquisa na Internet para encontrar uma enormidade de textos falando quem é Exu.
Aproveitando a proximidade da data em que fazemos nossas homenagens a esta poderosa Linha de Trabalho na Umbanda, vamos falar exatamente o contrário:
  • Exu na Umbanda NÃO é Orixá
  • Exu NÃO é o diabo
  • Exu NÃO tem chifres e pés de bode
  • Exu NÃO é um espírito das trevas, que realiza todos os desejos escusos
  • Exu NÃO recebe pagamento para executar a lei
  • Exu NÃO é vingativo e cruel
  • Exu NÃO precisa comer animais crus nem beber seu sangue
  • Exu NÃO bebe até deixar seus cavalos completamente embriagados
  • Exu NÃO fala palavrão nem ofende ninguém
  • Exu NÃO precisa de oferendas em encruzilhadas ou cemitérios
  • Exu NÃO trabalha para prejudicar quem quer que seja
  • Exu NÃO joga conversa fora, vai direto ao ponto
  • Exu NÃO exige de seus cavalos que se vistam com roupas coloridas para praticar a caridade
  • Exu NÃO é um espírito feio e deformado
  • Pomba Gira NÃO é prostituta
  • Pomba Gira NÃO trabalha sempre nua ou com os seios à mostra
  • Pomba Gira NÃO tira marido/esposa, namorado(a) de ninguém
  • Pomba Gira NÃO faz amarração
  • Pomba Gira NÃO pede jóias ou perfumes para realizar seu trabalho
  • Pomba Gira NÃO trabalha só para firmar ou desmanchar relacionamentos
Dia 13 de junho é o dia em que nos reunimos para homenagear e agradecer a esses espíritos, Exu e Pomba Gira, toda a proteção recebida durante o ano.


Alupo, Cumadres e Cumpadres!


Alupo Exu Caveira, que lidera o trabalho deste Povo em nossa Casa.


Que possamos ser sempre merecedores de sua proteção!



terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Diferença entre as Ciganas e as Pomba Giras Ciganas

Os Ciganos trabalham em todos os “lugares”, são livres para trabalhar e precisam dessa liberdade para sua evolução.
Os Ciganos não trabalham a serviço de um Orixá específico, eles respeitam os Pais e Mães Divinos dos médiun, por isso não são guardiões de um terreiro. Essa linha trabalha em paralelo e conjugada com as demais, onde o seu compromisso primeiro é com a caridade e não com nenhuma outra linha específica. 

Os Ciganos são protetores e não guardiões. 
Podem trabalhar dentro da linha de Exu porém sem função de chefia e de guarda. 
Já os Exus Ciganos e Pomba Giras Ciganas são Exus e Pomba Giras como outros quaisquer, exercendo todas as funções que qualquer Exu e Pomba Gira exercem. 
Em resumo: Cigano é uma coisa, Exu Cigano é outra. Eles têm funções diferentes, embora a mesma origem cigana. Os Ciganos se manifestam nos terreiros de Umbanda, justamente por ela ser uma religião aberta e dar liberdade para qualquer linha de trabalho que venha fazer caridade.
Por serem muito alegres, os médiuns começaram a se fascinar e ter excesso de culto por essa Linha. Aí começaram as vaidades, as roupas enfeitadas, bebidas, fumos, danças, firmezas, assentamentos, jogos em casa ou até mesmo no terreiro, e assim, infelizmente, muitos espíritos que ainda estavam em “desenvolvimento” para ingressar nessa Linha se perderam junto com os médiuns, e hoje podemos ver os absurdos que são feitos usando o nome de entidades de luz.
Lembrem sempre que todas as entidades são iguais, trabalham juntas em um único objetivo, a Caridade.
Pensem: a árvore para dar frutos e sombra precisa da água para germinar a terra, da terra para poder se fixar, ter um porto seguro e poder ter vida, do vento para espalhar suas sementes e assim formar uma mata, do calor do sol para o crescimento das sementes.

Agora vou mostrar como isso funciona dentro de um terreiro de Umbanda.
O médium precisa de um(a) dirigente espiritual para ajudá-lo a se desenvolver, do terreiro como um porto seguro para incorporar as entidades, de estar harmonizado com o alto para expandir a caridade, de estar equilibrado para doar energia e poder ajudar uma pessoa necessitada.
Cuidado:
Tudo em excesso pode ser destruidor.
Se há amor em excesso, há ciúmes e possessão,
Se há ódio, há morte,
Se há fascinação, há vaidade,
Se há alegria em excesso, há inveja,
Se há tristeza em excesso, há depressão,
Se há culto em excesso, há fanatismo.
É preciso que tudo na vida esteja bem equilibrado, e o equilíbrio tem um nome que se chama Umbanda. Umbanda é a paz interior, é fazer caridade ao desconhecido, é o amor pela vida e pelo próximo. Umbanda é luz, vida e amor.




CIGANAS
As Ciganas são muito queridas nas giras desta linha,e são entidades livres, que não costumam baixar em giras que não sejam específicas do seu Povo Cigano.
A Ciganas dançam de forma suave, sem muitas volta, sorriem sempre, mas não costumam gargalhar como as Pomba Giras.
Adoram conversar, ler mãos e jogar cartas…
Estão sempre dando palavras de conforto e de esperança, pois elas conhecem a vida como ninguém.
Os Ciganos trabalham com os quatro elementos da natureza: terra, água, ar e fogo.
Nem sempre esses elementos são usados de uma só vez, não precisam diretamente dos mesmos, podem plasmá-los perfeitamente usando o ectoplasma do médium.
Para um Cigano poder trabalhar em prol da caridade não é necessário um baralho, uma taça de vinho, ou qualquer outro elemento. Eles podem usar e usam elementos da natureza em alguns trabalhos, entretanto, quando estão incorporados nos médiuns, a energia de trabalho e o próprio corpo do médium limitam a visão e o campo de ação da entidade.
POMBA-GIRA, A GUARDIÃ:
Entidades que se manifestam nos cultos de matriz africana, as Pomba Giras são personagens bastante populares. Tanto as Pombas Giras quanto os Exus representam nossos bons companheiros, velhos “compadres e comadres” sempre prontos a nos ajudar. Também são conhecidas como vencedoras de demandas, das guerras, mulheres cheias de méritos que em seus pontos cantados sempre levam um tom sensual.
A Pomba Gira é a geradora do desejo, fundamental em nossas vidas, e pode ser ativada tanto para ajudar como para diminuir em determinada pessoa, de acordo com a necessidade que for demonstrada.
A morada das Pombas Giras está nas encruzilhadas em forma de T e cemitérios. Costumam trabalhar com a parte etérea das bebidas alcoólicas como aguardente, rum, whisky, licores e champanhe.
A Pomba Gira é uma entidade que está bem próxima a nós, encarnados; possuiu uma vida no passado que lhes permitem auxiliar nas áreas mais difíceis para as pessoas comuns: a vida emocional, o amor e a felicidade. Elas têm acesso às dimensões mais próximas do mundo da Natureza: os instintos, as aspirações e os desejos. O mais importante é compreendermos que são espíritos em busca de evolução, por isso, trabalham SEMPRE PRATICANDO O BEM, pois só assim poderão subir os degraus da ascenção espiritual.
Os grupos dos nossos amigos guardiões que mais se destacam nos terreiros, a falange do “Povo da Rua”, como carinhosamente são chamados esses espíritos amigos que sempre estão a postos para o caso de um pedido de ajuda, geralmente se divide em Exus e Pombas Giras das encruzilhadas, do cemitério e da natureza. É comum o uso de preto e vermelho para os exus e pombas-giras.

domingo, 15 de janeiro de 2012

A popularidade de Pomba Gira - por Rubens Sarraceni

" Com a liberação da mulher, vieram a responsabilidade, os direitos e os deveres. 
Pomba Gira popularizou-se com a expansão da Umbanda e dos demais cultos afro-brasileiros nos anos 60 e 70 do século XX e, em meio à multiplicidade de cultos com ela presente em todos, sua força era indiscutível e seu poder foi usufruído por todos os que iam se consultar com ela. 
Não demorou a descobrirem que ela atendia a todos os pedidos, inclusive aos de “amarrações para o amor”, para “separação de casais” e outros pedidos bem terrenos dos humanos.
Como ninguém se preocupou em fundamentá-la enquanto Mistério da Criação e instrumento repressor da Lei Maior e da Justiça Divina, temidíssima justamente em um dos campos mais controvertidos da natureza dos seres, que é justamente o da sexualidade, eis que não foram poucas as pessoas que foram pedir o mal ao próximo e adquiriram terríveis carmas, todos ligados aos relacionamentos amorosos ou passionais.
Nada como pedir para as “moças da rua” coisas que não seriam muito bem vistas pelo “povo da direita”.
Assim, Pomba-gira tornou-se a ouvinte e conselheira de muitas pessoas com problemas nos seus relacionamentos amorosos, procurando atender a maioria das solicitações, fixando em definitivo um arquétipo poderoso e acessível a todas as classes sociais.
Junto à explosão descontrolada das manifestações de Pombas Giras, vieram os males congênitos, que acompanham tudo o que é poderoso: os abusos em nome das entidades espirituais, tais como os pedidos de jóias e perfumes caríssimos, de vestes ricas e enfeitadas, de oferendas e mais oferendas caríssimas, de assentamentos luxuosos e ostentativos, de cobrança por trabalhos realizados por elas, mas recebidos em espécie por encarnados, etc.
Pomba Gira também serviu de desculpa para que algumas pessoas atribuíssem a ela seus comportamentos no campo da sexualidade.
Ainda que hoje saibamos que elas são esgotadoras do íntimo das pessoas negativadas por causa de decepções e frustrações nos campos do amor, no entanto ainda hoje vemos um caso ou outro que atribuem à Pomba Gira o fato de vibrarem determinados desejos ou compulsões ligadas ao sexo. 

Mas a verdade indica-nos exatamente o contrário disso, ou seja, a “mulher da rua” atua esgotando o íntimo de pessoas e de espíritos vítimas de desequilíbrios emocionais ou conscienciais, pois essa é uma de suas muitas funções na Criação. "


Alupo a todas as Cumadres da Umbanda!





segunda-feira, 13 de junho de 2011

13 de Junho: Salve todo o Povo da Rua!


                      Alupo, Exu!          Alupo, Gira!

Exu Caveira e Pomba Gira 7 Saias

Esta é uma das formas com as quais se cumprimenta Exu e Pomba Gira e a que usamos nesta casa.
Dia 13 de Junho foi o dia escolhido para homenagear esta falange, pois no sincretismo Cristão Exu foi associado à Imagem de Santo Antônio, embora pejorativamente também tenha sido associado à imagem do Demônio, o que demonstra ignorância e preconceito de quem o faz.

Neste dia, que não é só de homenagens, mas também e principalmente de agradecimento ao povo da rua, nossos queridos Exus e Pombas Giras, queremos agradecer também ao Senhor, nosso Pai, por criar esta falange tão próxima de nós, tão afim às nossas energias, pois é desta forma que eles conseguem nos ajudar em nossas dificuldades materiais.

Sabemos do valor e da importância deste povo guardião e por isto mesmo, pedimos muita luz para aqueles que almejam a evolução e muita força e proteção para aqueles que desejam permanecer nesta falange.

Permita ainda Senhor, que com a ajuda deste povo, possamos, todos nós, chegar cada vez mais perto da sua luz.

Que Assim Seja!

 
Alupo, Exu Caveira, responsável pelos Exus que trabalham nesta Casa!

Alupo Pomba Gira 7 Saias, sua companheira inseparável!

Alupo todos Exus e Pombas Giras!

Fica aqui nossa Homenagem!
 

quarta-feira, 16 de março de 2011

Pombas-Giras, Arreda Homem que aí vem mulher!

“Arreda homem que aí vem mulher" é um Ponto que canta a chegada das pombagiras no espaço ritual de alguns terreiros.

Se Exu já é mal interpretado, confundindo-o com o Diabo, quem dirá a Pomba-Gira?
Dizem que Pomba-Gira é uma mulher da rua, uma prostituta. 
As distorções e preconceitos são características dos seres humanos, quando eles não entendem corretamente algo, distorcendo-os.
Pomba-Gira é um Exu Feminino, não são prostitutas.

A função principal das Pombas-Giras está relacionada à sensualidade. Elas frenam os desvios sexuais dos seres humanos, direcionam as energias sexuais para a construção e evitam as destruições.
A sensualidade desenfreada é um dos "sete pecados capitais" que destroem o homem : a volúpia. Este vicio é alimentado tanto pelos encarnados, quanto pelos desencarnados, criando um ciclo ininterrupto, caso as pombas-giras não atuassem neste campo emocional.

As Pombas-Giras são grandes conhecedoras das fraquezas humanas. São, como qualquer Exu, executoras da Lei e do Karma.
Cabe à elas esgotar os vícios ligados ao sexo. Quando um espirito é extremamente viciado ao sexo, elas, às vezes, dão a ele "overdoses" de sexo, para esgotá-lo de uma vez por todas.


Elas, ao se manifestarem, carregam em si grande energia sensual, não significa que elas sejam desequilibradas, mas sim que elas recorrem a este expediente para "descarregar" o ambiente deste tipo de energia negativa.
São espíritos alegres e gostam de conversar sobre a vida. São astutas, pois conhecem a maioria das más intenções. Estendem os assuntos ou alguma situação, só para que chegue ao âmago do assunto.

A Legião das Guardiãs Pombas-Giras atuam:

• Nas descargas para neutralizar energias vampirizantes, que atuam negativamente, por meio do sexo, fazendo de suas vítimas verdadeiros escravos das distorções sensuais.

• Cortando trabalhos de magia sexual negativa e as ditas “amarrações”, pois ninguém deve se ligar a ninguém a força. Isto é considerado pelos tribunais do astral como desvio de carma e as sanções para aqueles que realizam tais trabalhos são as mais sérias possíveis.

• Cortando trabalhos de magia negra, pois não é permitido pela Lei Divina que as pessoas ou espíritos possam fazer o que bem entenderem, ainda mais ferindo o Livre Arbítrio alheio.

• Neutralizando correntes e trabalhos feitos para desmanchar casamentos.

• A Guardiã Pomba-Gira atua no combate aos quiumbas (na medida do possível ajudando-os a evoluir) e no combate das energias desvairadas e viciantes; nas cobranças e nos reajustamentos emotivos e passionais; nas cobranças da Lei Divina (carma); nas emoções e nas ações dos indivíduos.



Lembre-se que nenhuma Pomba-Gira jamais atua negativamente na vida de qualquer ser, promovendo desuniões, feitiçarias, magias negras, fofocas, maledicências e toda sorte de coisas ruins.

Infelizmente a maldade é um imperativo humano.

Saiba pedir à Pomba-Gira!