AVISO IMPORTANTE:
* Nossa casa fica em Porto Alegre (RS), Av. 21 de Abril, 1385, Vila Elizabeth, Bairro Sarandi.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
domingo, 31 de março de 2013
Debatimentos de uma escrevinhadora
Estes dias recebi um e-mail da minha amiga Soninha Correa, idealizadora deste blog, jornalista por profissão e escrevinhadora por talento mesmo. Reproduzo a seguir, porque acho que muitas pessoas que, como ela, gostam de escrever o que se passa na mente e no coração, podem se beneficiar do mesmo.
Antes, gostaria de explicar, prá quem não sabe, que o termo 'escrevinhar', usa-se quando os escritos não tem maiores compromissos e, principalmente, quando se escreve por prazer, soltando as palavras no papel (ou no computador) como elas se apresentam.
Antes, gostaria de explicar, prá quem não sabe, que o termo 'escrevinhar', usa-se quando os escritos não tem maiores compromissos e, principalmente, quando se escreve por prazer, soltando as palavras no papel (ou no computador) como elas se apresentam.
" Já
faz muito tempo que eu escrevo e antes eu me perguntava, sem qualquer resposta,
de onde vinham aquelas coisas que eu escrevia.
Não
foram raras as vezes que eu precisava escrever algo, profissionalmente, já que
sou jornalista, e não conseguia fazer com que meu texto fluísse. Nestas
ocasiões, um fenômeno ocorria: eu adormecia e, no meio da noite, acordava com o
texto todinho pronto, do título ao ponto final.
Tinha
que correr para o computador, ou mesmo para o papel e caneta, com medo de perder
aquele “insite” noturno. Passei a dormir com um bloco e caneta ao meu lado.
Mas,
para além dos meus textos profissionais, com frequência me vinham outros
conjuntos de palavras, sobre temas diversos. E eu tinha que escrever.
Foi
a partir disso que eu resolvi criar um blog para juntar todas as minhas
manifestações escritas, embora, muitas vezes, eu desconfiasse que aquelas
manifestações não eram minhas. Aliás, fico bastante irritada quando algumas
pessoas tentam fazer adivinhações sobre supostas situações e/ou estado de
espírito que eu possa estar vivendo, com base no que escrevo no blog.
Pensando
nisso, tratei de colocar um aviso no blog, mesmo sabendo que os “enxeridos” não
vão ler, porque, quem se prende ao disse-me-disse, não está preocupado com o
fato e a verdade. Mesmo assim, o aviso está lá: “Às vezes eu escrevo na primeira
pessoa falando de outras pessoas. Ou não. Noutras vezes escrevo na terceira
pessoa falando de mim. Ou também não. Escrevo invenções e ficções. Verdades e
fatos. Sensações e episódios. Acontecimentos irreais. Lembranças do que nunca
aconteceu. Falo de mim, de ti, de ninguém. Nem eu sou capaz de me decifrar pela
escrita, pois ela não segue um nexo. Quer vir comigo, vem sem ajuizamento, para
não incorrer no erro da frustração. Escrever é a minha viagem, a minha fantasia,
a minha droga, o meu vício”.
Tentei
definir o que, para mim, é a “arte” da escrita, afirmando que escrever é
exteriorizar a angústia que me sufoca em palavras. Escrever é traduzir a loucura
dos versos, das expressões, dos vocábulos que bailam na mente e forçam a porta
de saída. Expressar é imprescindível aos escrevedores. Eu sou escrevedora de
coisas, de percepções, de ideias, de sonhos, de fantasias, de vontades, de
prosas, de amores, de minhas crenças, verdades e irrealidades. E revelo as
doidices que debelam meus pensamentos no meu blog.
Há
algum tempo comecei a entender que, talvez, eu pudesse ser um instrumento para
que “alguém” pudesse se manifestar. Entender, é modo de dizer. Comecei a
desconfiar, na verdade. Tudo é muito confuso na minha cabeça de aprendiz das
coisas que vão além da matéria.
E
no meio desta confusão, um outro texto foi fluindo de meus dedos no teclado do
computador, vindos sei lá de onde...
O
texto se chamou de “bloco de notas” e eu acho que ele, de certa forma, era uma
espécie de explicação para mim mesma. Gostaria que outras pessoas, médiuns mais
experientes, me ajudassem nesta compreensão. O texto diz o seguinte:
- Às
vezes eu nem quero escrever, mas aí, vem ela (ou ele, não sei) e sopram no meu
ouvido coisas desconexas ou cheias de nexo. Ficam brincando de ditado e as
palavras começam a fluir, fazendo festa e bagunçando a minha mente, me obrigando
a compor anotações.
Acho
que ela (ou ele, não sei) me transformou em instrumento de trabalho. Manipulam
minha mente, jogando lá coisas que me compelem a manifestar. E se não manifesto,
as palavras desvairadas me atormentam.
Não
sei fazer música, mas, acho que o João Nogueira expressou em “O Poder da
Criação” como eu sinto quando as palavras, frases, textos inteiros vem chegando
em mim. “Chega nos angustiar”...
Quem
cria não sou eu. Eu sou apenas o fio condutor dela (ou dele, não sei... ou delas
e deles) para enviar missivas desconexas ou cheias de nexos.
Quem
cria não sou eu. Sou apenas o bloco de notas.
Sônia
Corrêa
Brasília,
26 de março de 2013. "
Respondi a minha amiga, dizendo que toda inspiração vem
do mundo espiritual, seja ela para compor músicas, versos, textos, ou mesmo pra
compor uma ação, solitária ou conjunta.
Claro que temos os
nossos próprios arquivos de memória que, unidos à inspiração, dão o formato
final.
E quem nos
inspira?
Pode ser um amigo
espiritual, ou mais de um talvez, comprometido(s) com ela neste processo.
Pode ser uma memória de vidas passadas, que aflora de repente, até mesmo durante o sono físico
(mais fácil ainda), comprometida consigo mesma.
Como jornalista e
militante política, ela é formadora de opinião, veio com esta missão, de
informar, questionar, direcionar mentes e ações.
O compromisso é
grande e ninguém faz isso sozinho.
Ximplex axim, como
diria o Mestre Joaquim rsrsrsrs
terça-feira, 26 de março de 2013
Ver ou não ver, eis a questão!
Por Cândida Camini
Não costumo dormir à tarde, mas neste dia não teve jeito,
tive que sucumbir aos braços de Morfeu (não, não troquei de marido, é só uma
expressão que significa cair no sono; Morfeu é o Deus dos Sonhos).
Não sei quanto tempo dormi, porém quando acordei, ainda de
olhos fechados, tive a nítida sensação de estar visualizando formas e cores. E
o mais engraçado, só com o olho esquerdo. Não conseguia definir formas, pois se
movimentavam muito e por instantes me pareceu ser um bebê, dentro do útero. Mas
acho que foi só impressão mesmo.
Eu só conseguia pensar que não podia me mexer e, talvez, nem
respirar, por medo de perder a imagem, na expectativa de uma definição.
E...PUF...ela se foi. Bastou a preocupação com isso e a
imagem apagou-se completamente.
Como a minha mediunidade sempre foi muito baseada na
intuição mesmo (faz muito pouco tempo que tenho sentido mais de perto a
vibração de meus protetores), fiquei me perguntando se, finalmente, meu desejo inconsciente
de ‘algo mais’ esteja por se realizar.
Digo inconsciente, porque sei que a clarividência
(capacidade de ver o mundo espiritual) é uma faca de dois gumes. Ao mesmo tempo
em que os médiuns clarividentes podem ver os espíritos de luz, nada os impede
de ver também, os menos iluminados (e estou pegando leve no adjetivo).
Já faz alguns anos que participo de atendimentos com
apometria, e minha participação, além de doar energia, é basicamente relatar o
que os olhos do meu corpo espiritual vêem, já que eu não vejo nada. Explicando:
meu corpo espiritual está, desdobrado, em algum lugar, e envia ao meu cérebro a
informação do que está vendo. Ultimamente tenho sentido uma necessidade maior
de enxergar além da matéria e, de uma forma mais participativa, auxiliar nestes
trabalhos.
Atribuo este pequeno flash de imagens, aos exercícios que
tenho feito para abertura do chacra frontal e alinhamento de todos chacras que
tenho feito após meus exercícios vocais, diariamente.
E aí vem a pergunta: ver ou não ver?
Se por um lado nos dá mais confiança, por outro ficamos
suscetíveis às visões mais dantescas que o mundo astral pode proporcionar.
Sem falar que a intuição se mostra quase sempre mais
verdadeira que a própria clarividência, considerando-se que nem tudo que se vê
no astral é verdadeiro, já que os espíritos que dominam a técnica de manipulação
de energia podem muito bem plasmar (dar forma) qualquer coisa conforme a sua
vontade.
Então, fica o alerta aos clarividentes, que usem a sua
intuição para ter certeza do que estão vendo e, aos intuitivos, como eu, que
estão querendo muito abrir a clarividência, que não abandonem, jamais, a sua
intuição.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Diamante no lodo não deixa de ser diamante, só precisa ser trabalhado!
O médium
quando inicia suas descobertas sobre a espiritualidade, nem sempre compreende o
processo de reforma ao qual irá se submeter.
Geralmente é impulsionado pelo
fascínio diante do contato com o mundo espiritual, até então considerado como
algo sobrenatural.
Este
fascínio é comum à grande maioria, o que varia é o tempo em que ficaremos
apenas buscando informações sobre quem são as Entidades que nos acompanham,
quais trabalharão comigo, quem são meus Protetores e quais são as cores de suas
guias.
A oportunidade de conhecer esses Espíritos
que nos guiam nos enche o coração de esperança e entusiasmo, um misto de
curiosidade e felicidade. Poder incorporar uma Entidade respeitada e cultuada
por muitos, nos deixa orgulhosos de sermos esse intermediário entre os dois
mundos.
A empolgação
pode ser tanta que nos impede de refletirmos sobre a nossa real necessidade de
desenvolvimento mediúnico, tampouco nos darmos conta das mudanças intimas pelas
quais já estamos passando.
Todo
foco de atenção está direcionado em saber qual o tipo de mediunidade que
poderei com mais facilidade utilizar durante os trabalhos (clarividência, incorporação,
psicografia.....) Junte-se a isto, começar a receber nossos protetores e
ficamos por vezes perplexos, por vezes felizes com tantas descobertas.
Nada nesses
primeiros passos deve ser desconsiderado e/ou deixado para segundo plano, porém
não devemos nos preocupar somente com o que foi relatado anteriormente, precisamos
também nos permitir nos vermos como seres em desenvolvimento, e desta forma perceber
um pouco de reforma intima que está acontecendo.
Com certeza
o desenvolvimento mediúnico fará você assumir e habilitar o DOM com o qual foi
ungido, e uma das formas para facilitarmos essa primeira etapa de aprendizado e
evolução é dominarmos os medos e inseguranças, ansiedades e curiosidades, para
que possamos nos entregar confiantes às mudanças que acontecerão, guiadas pela
ESPIRITUALIDADE MAIOR.
Na caminhada
em busca da maioridade do espírito, tenhamos a certeza que neste inicio de
jornada se faz necessário alem dos conhecimentos de nossos Protetores,
reconhecermos que um dos maiores obstáculos pode ser nós mesmos, com todas as nossas
falhas, medos , anseios, conceitos e pré-conceitos, inerentes a todos os seres
humanos.
Que estejamos sempre atentos
aos nossos sentimentos, que estejamos sempre vigilantes aos nossos pensamentos,
para que dessa forma possamos lembrar de nossa condição de sermos seres em
busca de evolução, e através da mediunidade temos mais uma oportunidade.
Já é sabido
por todos que a Mediunidade é um mecanismo delicado e suscetível, e que deve
ser tratado com atenção, zelo e cuidado; controlar os nossos sentimentos, por
vezes parece tarefa tão árdua como convencermos um irmão desencarnado a seguir
um novo caminho.
Em alguns momentos parecemos perder as rédeas de nossos
sentimentos, por vezes amamos demais, por vezes amamos de menos; por vezes nos
preocupamos demais, por vezes nos preocupamos de menos; algumas oportunidades
nos fascinam demais outras de menos, e como controlar esse tipo de sentimento?
Como controlar essas sensações e mantermos o equilíbrio necessário para
realização de um bom trabalho e/ou um bom estudo e aprendizado.
Somos
intermediários do plano terrestre com o plano espiritual, sim! Mas isso não nos
coloca num patamar diferente dos demais.
Todo médium é uma criatura dotada de
certo grau elevado de sensibilidade.
Por decorrência, esta particularidade, que
no fundo é da própria essência da mediunidade, acaba por deixar o médium mais
suscetível, mais sensível à critica, à agressividade, tanto quanto ao elogio e à
bajulação.
É nesses momentos que precisamos estar muito atentos ao que sentimos, ao que falamos. Nestes
momentos é que a força e sabedoria das Entidades que nos guiam poderão se unir
a nós e possibilitar a junção de forças em busca de equilíbrio e aprendizado, e
que possamos neste momento lembrarmos de nossa condição de Médiuns Seres
Humanos, que se encontram em constante busca pela evolução.
Permita-se
manter o equilíbrio e harmonia de seus sentimentos; suas qualidades morais e
psíquicas não devem ser tomadas pela desordem emocional. Afinal de contas “um
instrumento desafinado não pode produzir fielmente, a melodia desejada”
Aos
companheiros de SEARA – um grande beijo.
Lissandro Silva - Médium da Casa
quarta-feira, 13 de março de 2013
Atendimentos para a Saúde
Dois dias por mês, mais especificamente, segunda e
quarta-feira da segunda semana de cada mês, trabalhamos com a Linha do Oriente,
para atendimentos de saúde.
São espíritos, não somente de orientais, mas qualquer espírito
que atue nesta área, que propiciam às pessoas a melhoria de seus estados físicos,
emocionais, mentais e também, espirituais.
Na Umbanda, existem outras linhas de trabalho que também atuam
na saúde, como os Pretos Velhos e o Povo da Mata.
O bom resultado destes atendimentos depende de vários fatores,
entre eles:
- Não descartar, em hipótese alguma, a consulta e o tratamento com os médicos da Terra, achando que só o atendimento espiritual é suficiente, principalmente quando há orientação específica para tal.
- Não deixar de tomar os remédios recomendados pelos médicos da Terra, pelos mesmos motivos.
- Prestar muita atenção às recomendações recebidas durante e após a consulta, seguindo as orientações à risca. Ficar atento principalmente quando é comentado sobre a origem do problema e de que forma você pode auxiliar a resolvê-lo.
- A fé e a determinação em seguir com o tratamento espiritual são fundamentais para que sejam atingidos os resultados almejados. Temos que ter em mente que as doenças têm sua origem em nosso corpo espiritual e, assim como demoram em se manifestar no corpo físico, o contrário também acontece. Mudança de hábitos e sentimentos também vai refletir na melhora do problema físico, mas leva algum tempo.
Nosso corpo reage de acordo com o
que acontece a nossa volta.
De modo geral, se existem situações
que demoramos a perceber como nos incomodam e não damos solução, nosso corpo nos
dá sinais. Por exemplo:
·
Dores crônicas no pescoço?
Quem o ou o quê está pesando
sobre ele.
·
Dores crônicas nas costas?
Quem ou o quê você está
carregando
·
Sua vista está falhando?
O que você não está querendo ver?
·
Laringite crônica?
O que você não quer dizer? Ou, o
que você disse e gostaria de não ter dito?
·
Audição começando a ter problemas?
O que está tentando não ouvir?
·
Problemas respiratórios crônicos?
O que você está reprimindo e
precisa por pra fora do peito?
·
Tonteiras?
Quem está tirando o seu equilíbrio?
A lista é infinita, estes são apenas exemplos mais freqüentes
de desconfortos com os quais nos ‘acostumamos’, pois parece mais simples conviver
com as dores do que tentar resolver os problemas que as causam.
Muitos, quando chegam para um atendimento espiritual, reclamando
de muitas dores, não têm um diagnóstico médico e vem em busca de uma solução rápida
e barata (um ‘milagre’, na verdade). E, quando recebem a orientação de que não existe
mal físico, custam a aceitar, pois as dores são reais. Nestes casos, o problema
pode ter origem espiritual (acompanhamento por algum espírito acometido destas dores;
demanda; vidas passadas), e/ou emocional (exemplos acima).
O principal é estar atento aos sinais que nosso corpo físico
nos manda, tanto quanto ele, o corpo físico, está atento e reage com doença,
aos sinais que enviamos a ele.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Serafina - Um conto de Umbanda
Por Cândida Camini
Nossa amiga Sara um dia me contou esta história e, na mesma hora, pensei em transformá-la num conto, de tão bonita que achei. Aí vai:
" Era final de tarde de um dia nublado, e Teresa estava sentada
na sala escura, fria e suja do que deveria ser um consultório médico.
A sua frente estava sentada uma mulher negra, com
seus grandes olhos fixos nela.
Já estava começando a se sentir incomodada, quando a
mulher lhe dirigiu a palavra:
- Você veio aqui para tirar esta criança não veio? –
perguntou sem rodeios
- Sim – Teresa respondeu num sussurro, como se temesse ouvir
a própria resposta.
- Não faça isto, eu lhe peço. Acredite em mim. Seja qual for o
motivo que te trouxe aqui, não faça isto. Eu prometo que vou cuidar dela pra
você. E quando ela nascer, só te peço que coloque nela o meu nome, Serafina.
Teresa suspirou fundo, fechou os olhos e, como em um filme,
reviu as cenas de sua vida.
O companheiro de família abastada, que nunca quis assumi-la
e aos seus outros dois filhos.
A própria família que a renegou por insistir nesta relação.
E agora ela estava grávida novamente e decidira que não iria
trazer ao mundo mais uma criança para passar fome, como seus irmãos.
Ao abrir os olhos, percebeu que a mulher desaparecera.
Mas de alguma forma, algo tinha mudado dentro dela.
Sem saber bem por que, saiu às pressas dali e decidiu que
iria ter o bebê.
E assim foi.
Logo Teresa tinha mais uma criança para criar. Era uma menina e ela não titubeou em dar-lhe o nome de Serafina.
Logo Teresa tinha mais uma criança para criar. Era uma menina e ela não titubeou em dar-lhe o nome de Serafina.
Mas a vida estava cada vez mais difícil. Ela não tinha como
alimentar tantos filhos.
E já estava grávida de outro, quando decidiu entregar Serafina para alguém que pudesse lhe dar o que ela não tinha condições.
E já estava grávida de outro, quando decidiu entregar Serafina para alguém que pudesse lhe dar o que ela não tinha condições.
Andando pela rua a esmo, já cansada e sem esperanças, parou
à frente de uma casa simples, porém bem cuidada. E ali ficou por um tempo que
não saberia precisar.
Até que a porta abriu-se e uma mulher perguntou o que ela
desejava.
Teresa contou sua história e a mulher aceitou ficar com
Serafina.
Mas Teresa impôs uma condição: que ela mantivesse o nome da
criança.
E Serafina passou então a chamar-se Sara Isabel Serafina,
porque a nova mãe fez questão de colocar na menina o nome de suas avós, Sara e
Isabel.
Os anos se passaram céleres, Sara casou, teve filhos e
um dia ficou sabendo que aquela Tia Teresa, que a visitava sempre, era na verdade a sua mãe biológica e os que considerava como primos, seus irmãos.
Certo dia, estava angustiada com um problema familiar e
recebeu o convite de um amigo de visitar um Terreiro de Umbanda. E lá se foi
ela, sem saber exatamente o que iria encontrar e como deveria se comportar.
Lá chegando, sentou-se à frente de um Preto Velho de nome
Joaquim, pelo qual se tomou de amores imediatamente.
A energia do local envolveu-a de forma indescritível e ela
sucumbiu ao convite de voltar outras vezes e, quem sabe, participar do grupo de
estudos da casa.
Aceitou o convite, mais por educação do que por saber
exatamente o que isto significava.
E no dia da reunião de estudos, lá estava Sara Serafina,
trêmula, ansiosa, sem saber ao certo o que fazer, o que esperar.
A primeira parte da reunião era teórica. Pai Joaquim estava
falando sobre o trabalho dos Pretos Velhos na Umbanda.
Sara ouvia tudo maravilhada. Ao mesmo tempo em que era
tudo muito novo para ela, parecia que era íntima dos Pretos Velhos.
E na segunda parte da reunião, quando os pontos começaram a
serem ouvidos no Terreiro, chamando os Pretos Velhos, Sara se deixou
envolver por aquela magia e logo percebeu que tinha alguém com ela.
Dividida entre o encanto e o medo, perguntou mentalmente
quem era.
E a resposta não tardou:
- Sou a Preta Serafina, fia, lembra? Conforme fiz o prometido a sua mãe, esta nega cuidou e vai
continuar cuidando d’ocê e, se ocê permiti, vamu trabaiá juntas nesta Seara de
Luz.
E imediatamente ela lembrou da história que sua mãe adotiva
havia lhe contado quando ela perguntou porquê ela era tão parecida com aqueles que considerava como seus primos.
Lágrimas de alegria e gratidão lavaram o seu rosto e sua
alma, por conta deste reencontro.
Salve os Pretos Velhos!
Agô Nega Serafina!
Agô Nega Serafina!
Salve a Umbanda Sagrada, que proporciona estes momentos lindos
aos seus filhos de fé! "
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
2 de Fevereiro, dia de saudar Iemanjá!
Dia 2 está chegando, pessoal! Dia em que muitos vão para a beira da praia louvar Iemanjá. Pedir, agradecer, homenagear!
Uma prece feita com o coração e, se assim o desejar, flores brancas, é o suficiente.
Nada de espelhinhos, garrafas de champanhe, copos, pulseirinhas, barquinhos de madeira cheio de pregos, e estas quinquilharias que só sujam o Seu reino e prejudicam os animais que nele habitam.
Mas se você faz tanta questão assim de oferendar, coloque sua oferenda longe da água e aguarde alguns minutos em oração, para que a energia ali colocada seja absorvida e canalizada aos seus pedidos.
Após, peça licença, recolha com respeito e coloque no lixo.
Não deixe na beira da praia e muito menos permita que a onda leve para o mar.
Mãe Iemanjá e a Mãe Natureza agradecem!
" Que as ondas de Iemanjá nos descarreguem, levando para as profundezas do mar sagrado as aflições do dia-a-dia, dando-nos a oportunidade de sepultar definitivamente aquilo que nos causa dor e que seu seio materno nos acolha e nos console. "
Odoyá, Iemanjá !
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