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* Nossa casa fica em Porto Alegre (RS), Av. 21 de Abril, 1385, Vila Elizabeth, Bairro Sarandi.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Quando o coração fala [5] -2ª parte

Em 7 de outubro de 2012 publiquei o relato da Ana, contando como foi o seu início de trabalho na Umbanda e nesta Casa (http://casapaijoaquimdecambinda.blogspot.com.br/2012/10/quando-o-coracao-fala-5.html) e falando de dois de seus guias, a Cigana Constanza e o Preto Velho (novo) Bento.
Hoje, damos continuidade a esta história, onde ela fala sobre a Cosme, Clarinha, a Oxum e o Caboclo Tupinambá. Segue:

CLARINHA: Como não falar dela sem me emocionar, minha princesa linda e muito sapeca, até demais inclusive, se o Bentinho como ela o chama, é minha pérola negra a Clarinha é minha pedra mais preciosa.
Sempre pensei que não receberia um Cosme, por motivos que não desejo relatar, até que um belo dia lá na terreira uma menina com cabelos claros cacheados e olhos azuis, usando um vestido rosa passou correndo em minha frente, me olhou, sorriu e chegou, foi a primeira entidade que consegui enxergar com muita nitidez e desde então ela chega com aquele sorriso doce, às vezes implicante, chorona, mas não poderia ser diferente, são semelhanças existentes entre mãe e filha e para quem me conhece sabe que tenho uma certa tendência ao choro. Esse foi outro dos tantos dias emocionantes e felizes que vivi dentro da casa, pois com ela conheci tudo que de maravilhoso  uma criança possui, a pureza, doçura, alegria, inocência, suas brincadeiras, e as vezes suas birras....e como é birrenta. Apesar de não estar presente fisicamente sei que ela está sempre comigo, com seus 4 aninhos, essa é a minha Clarinha, minha tão linda filha e protetora!

OXUM: Salve minha rica mãe... O que falar de uma entidade tão doce, amorosa que quando chega é como se minhas dificuldades e tristezas simplesmente sumissem.
Faz por mim exatamente o que uma mãe faz por seus filhos, me protege, me dá um colo e me leva para os seus rios, que é seu reino, e quando volto dessa “viagem” me sinto outra pessoa.
Apesar de trabalhar esporadicamente com ela, sei que está ali sempre me cuidando, me orientando e pronta para me abraçar quando mais preciso, e não poderia ser diferente, já que é minha mãe de cabeça.
Essa mãe que com seu pranto lava seus filhos, descarregando,limpando e os purificando.
Acho que uma das poucas se não a única vez que senti toda a força e energia de uma Oxum foi na limpeza dos médiuns feita no final de 2011, quando fui questionada pelo Seu Ogum se poderia ajudar com a minha Oxum, como sempre a primeira resposta que veio a minha cabeça foi dizer não, uma vez que trata-se de um trabalho de extrema importância e seriedade, mas ela não me deixou nem falar e com sua doçura olhou para ele e disse “será uma honra”, e realmente foi uma honra fazer aquele trabalho, sempre que lembro me emociono com belo trabalho que foi feito.
Essa é minha mãe e minha rainha.

TUPINAMBÁ: Não sei se por ser descendente de índios (minha bisavó não falava português, apenas o dialeto indígena), minha afinidade com esse povo é muito grande e tenho por eles um imenso respeito e admiração.
Um povo também discriminado, sofrido e perseguido, mas com a mesma proporcionalidade ou maior um povo de extrema elevação espiritual, tanto que hoje trabalhamos com eles, nosso tão admirável povo da mata.
Entidades de extrema força e firmeza, tanta que às vezes confundem com brabeza, inclusive eu já fiz isso logo que comecei a recebê-lo.
Sua energia é inigualável, quem os recebe sabe exatamente ao que me refiro, a energia o calor, a força que em determinadas situações nos deixa sem respiração, mas que ao mesmo tempo nos proporciona uma paz interior incrível.
Um povo que vive no que de mais belo nos foi proporcionado, na natureza, com seus rios, suas matas, seus animais, que conseguem viver harmoniosamente entre si, algo que os homens ainda precisam aprender.
Tupinambá foi e é um grande guerreiro como tantas outras entidades que trabalham na Casa, mas pra mim ele é o “meu índio”.



Esta história é longa, pois ainda falta contar sobre o Povo da Rua e o Oriental, mas vamos deixar para outra oportunidade.
O objetivo aqui é dividir experiências e falar do quanto é normal a emoção misturada com a insegurança no início de um trabalho mediúnico.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O Anjo da Misericórdia

O texto é um pouco longo, mas vale à pena reservar alguns minutos neste dia de Natal, para ler e refletir sobre o  que Ele nos deixou:


" Na tarde trágica e tormentosa do Calvário, quando Jesus se encontrava estiolado pelas ulcerações dos cravos e dos espinhos implantados na Sua carnes, ocorreu um inesperado acontecimento, que as testemunhas do lutuoso fato não puderam perceber, por transcorrer além das fronteiras objetivas da matéria. 
As vozes ululantes da Natureza dominavam a paisagem lúgubre, e os homens, atormentados, pareciam vencidos pelas cruéis expressões do primitivismo animal, em total alucinação diante do Justo crucificado.
Nos momentos finais do horrendo espetáculo, 3 vultos luminosos, reverentes, se acercaram do madeiro da agonia e um deles, jovem mulher iluminada, qual se fosse uma tocha de crepitante flama, após contemplar a face do Mestre, falou, comovida:  
- Senhor, venho oferecer-Te o testemunho do meu fracasso na tarefa em que fui investida. "Segui-Te os passos por toda a parte e procurei guarida nos corações que foram atraídos pela Tua palavra consoladora. 
" Levantei ânimos, impulsionei sentimentos desavisados à razão e convoquei servidores ao trabalho da fraternidade... 
" Não obstante, estive contigo no momento da defecção de Simão Pedro, quando Te negou conhecer, o que fez por três vezes consecutivas, expulsando-me dos seus sentimentos, nos quais estive agasalhada por largos meses. 
" Desiludida dos homens, venho rogar-Te licença para seguir, ao Teu lado, na direção dos Cimos Esplendorosos da Vida. 
" Tu sabes, eu sou a FÉ!... " 
O Mestre, em agonia, fitou-a, compungido, e sem dizer qualquer palavra, através da cortina de lágrimas sanguinolentas que lhe nublavam a claridade visual, olhou a segunda personagem, que também mais se acercou do instrumento da arbitrária punição e elucidou:  
- Vivi todas as Tuas instruções e procurei remodelar os campos moral e emocional dos homens que Te seguiram. 
" Vi muitos deles, que estavam a borda do desespero e da loucura, mas, graças à Tua palavra de libertação, fi-los esperar por melhores dias confiando nos retos deveres em favor de perspectivas futuras abençoadas. 
" Aqueles outros que se lamentavam sob o luto da saudade e o peso das agonias, consegui soerguer o ânimo e encorajá-los para a luta sem quartel do progresso. 
" Em todo o lugar, encontrei oportunidade de serviço e de ação edificante, que soube aproveitar... 
" Apesar disso, estava seguindo Judas e tentando convocá-lo à lucidez, arrependido como se apresentava, após a infame traição... Percebendo-lhe os pensamentos infelizes e o desespero envolvi-o em ternura chamando-o à ordem dizendo-lhe que sempre há oportunidade para quem deseja regenerar-se... 
" Ele, todavia preferiu o enforcamento covarde numa figueira brava... Ainda retenho na memória a visão do seu corpo oscilante na corda vigorosa em que ceifou a vida carnal... 
" Porque fracassei entre as criaturas venho rogar-Te permissão para acompanhar-Te ao solio do Altíssimo, abandonando a Terra... 
" Conforme Te recordas, eu sou a ESPERANÇA!..." 
Jesus estorcegou nas traves grosseiras, enquanto a moe humana, infrene e enlouquecida, agitava-se no acume do ensombrado morro da Caveira.  
E porque Ele tentasse ouvir, já nas últimas contorções do corpo exangue, a terceira visitante uniu-se às duas primeiras e, ainda luminosa, expôs: 
- Por onde o Teu olhar passeou ternura e amor, eu procurei alojamento e serviço. 
" Através das Tuas mãos, abri bocas sem melodia à música da palavra; descerrei ouvidos moucos aos sons da Natureza; conduzi pernas e corpos mortos ao movimento; tomei as doenças dominadoras e consegui mudá-las das pessoas que as padeciam... 
" Jamais vacilei em ajudar, gerando simpatia, sustentando a FÉ e motivando a ESPERANÇA. 
" As multidões esfaimadas, por meu intermédio e sob as Tuas ordens, receberam pães e peixes, o mesmo ocorrendo com a água em Caná, quando eu lhe facultei especial sabor na festa das bodas felizes... 
" Mesmo assim em face do abandono a que todos Te relegaram, e porque acabo de presenciar o legionário Longinus, no cúmulo da frieza moral de que é portador e sem qualquer compaixão lancetar-Te o peito, para apressar-Te a morte, não suporto mais tanta ingratidão. 
" Recorro, deste modo, à Tua aquiescência para sair do mundo e voar na direcção das estrelas, para onde seguirás... 
" Bem recordas, eu sou a CARIDADE!... "  
Em face do silêncio pesado, que se fez natural, naquela esfera transcendental, o Mestre, para surpresa geral, na noite que havia tombado sobre a tarde cruel, suplicou: 
- Perdoa-os (aos homens), meu Pai, porque eles não sabem o que fazem! 
Houve uma estranha movimentação no povo e nos milicianos, que não sabiam o que se passava. Naquele instante, porém, rasgou-se nas sombras espessas uma estrada luminosa e um ser, de esplêndida beleza, aproximou-se do Crucificado, e, respeitoso, falou, emocionado: - Eu sou o Anjo da MISERICÓRDIA, enviado pelo Pai, que Te atende o apelo. 
" Dize, Senhor, o que desejas de mim pois que eu o farei." 
Com a voz inaudível para os ouvidos humanos, no entanto, inteligível para o emissário de Deus, Jesus determinou, comovido: 
- Fica no mundo, levando contigo a FÉ, a ESPERANÇA e a CARIDADE, em meu nome, para que os homens, que me conheçam ou não, possam ter minoradas as suas dores e penas, evitando, quanto possível, as desventuras, sob o pálio do meu Amor. 
" Que permaneçam sem cansaço, nem desânimo até à consomação dos séculos, como luzes acesas apontando rumos felizes! " 
Automaticamente, as três Entidades - Virtudes abraçaram o Anjo da MISERICÓRDIA e partiram, para recolher, de início, o espírito Judas, em perturbação, prosseguindo na direção de Pedro, a fim de que este não enlouquecesse de remorso, de imediato colocando nos olhos apagados de Longinus a claridade da visão... 
Foi então, que Jesus inteiriçou-se na cruz e bradou: 
- Pai, nas Tuas Mãos entrego o meu espírito. Tudo está consumado!  
A partir daquela hora, quando as dores atingem o máximo de intensidade nos corações humanos; quando a hidra da guerra ceifa milhões de vidas indefesas; quando a amargura domina,esmagando os sentimentos; quando a vida parece sucumbir e todos os acontecimentos se apresentam com funestas perspectivas, o Anjo da MISERICÓRDIA envolve as criaturas, deixando aqui e ali, neste e naquele coração a chama da FÉ que reanima, ou a pulsação da ESPERANÇA que renova e encoraja, ou as mãos sublimes da CARIDADE, que sustenta e liberta, em nome do AMOR infinito do CRISTO, que não cessa jamais. "
Fonte: Livro “Pelos Caminhos de Jesus”
Autor Espiritual: Amélia Rodrigues
Psicografado por: Dival P.Franco

sábado, 22 de dezembro de 2012

Então, é Natal....

Mais um Natal para nos lembrar do aniversariante, d'Aquele que se doou incondicionalmente para tentar nos passar tantos ensinamentos que somente agora, no limiar de uma nova Era, a humanidade parece começar a compreender.
Mensagens e vídeos bombardeiam-nos através da Internet, trazendo 'novos códigos' evolutivos, que nada mais são do que o "amai-vos uns aos outros", ou "não faças aos outros o que não queres que te façam", ou ainda "não julgueis para não serdes julgados", apenas com uma nova roupagem.
É válido, porque o objetivo é mesmo chamar a atenção através do 'novo', afinal muitos ainda acham que é carolismo ficar falando de Jesus e suas mensagens.
Não importa a origem, não importa o autor. O mais importante sempre vai ser o teor da mensagem e a que ela se destina.
Para nós Umbandistas, a mensagem do Mestre Jesus, ao qual chamamos de Oxalá, sempre será soberana em sua simplicidade.
Quer algo mais simples, direto e sublime do que o "Orai e Vigiai" ou o "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo" ?
O Natal , mais do que qualquer outra celebração material, é tempo de reflexão.
Refletir a respeito de nossos pensamentos e atitudes durante todo o ano que passou. Pensar em quantas vezes fomos carinhosos e solidários e atenciosos com as pessoas que fazem parte do nosso dia a dia, como o somos efetivamente no Natal.
Oxalá os abençoe e tenham todos um Feliz Natal, com a presença do aniversariante em seus lares!

Cândida e Ricardo



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Quiumbas x Exus



Este relato foi feito por um membro de uma comunidade do Orkut, o qual não lembro o nome, do contrário, mencionaria aqui.

" Em nossa ultima reunião uma das médiuns foi levada a um local no umbral onde ela viu umas lanças em pé e um ser do outro lado, parecia preso.
Era uma criatura muito feia, peluda. Nós a libertamos e a trouxemos até nós.
Outra médium achou o ser muito feio mesmo e comentou em voz alta, ao que ele, já incorporando em outra médium do grupo, questionou por que ela tinha dito isso, já que ele era muito bonito.
Falou a outra médium que o ser horrível que ela viu não era ele.
Reclamou que a médium de incorporação não permitiu que ele chegasse dançando por que não pode apresentar a sua "graça" e quando questionado, afirmou ser o Exu Tiriri.
Disse que era muito bonito e que nos terreiros quando baixava, só faltava as mulheres 'tirarem a calcinha pra ele', segundo afirmou orgulhoso. Ainda complementando disse que se quisesse faria sexo com qualquer uma delas.
Conversando conosco ele revelou que fazia muitos tipos de trabalho para prejudicar as pessoas e que se alimentava de sangue e que precisava disso. Afirmou que gostava de negociar, que onde estavam brigavam até por um galo podre e que um 'quatro patas' é o que ele gostava mesmo (se referia a animais de quatro patas, geralmente cabritos, que são oferecidos a eles em troca de seus trabalhos).
Dialogamos com esse irmão perturbado e mostramos a ele primeiramente que ele não era 'bonito' como imaginava e ele ficou chocado quando percebeu que ele era o ser horrível visto pela outra médium.
Depois ainda lhe mostramos o futuro provável que ele teria em consequencia de suas ações e também como poderia ser esse futuro se mudasse de atitude.
Quando lhe dissemos que ele não era um 'exu' mas sim um 'quiumba' ele disse que sempre lhe disseram que ele era um exu e que as pessoas o chamavam e respeitavam nos terreiros e lhe ofereciam comida (sangue) e oferendas, em troca de seus serviços.
Perguntamos se ele queria ver um exu de verdade ele afirmou que agora já tinha visto, e apontou em uma direção da sala onde disse estar o exu que ele viu, e que ele sim era muito bonito.
Apos conversarmos mais com esse espírito e 'negociarmos' com ele dizendo que ele teria comida para onde iria (em dado momento ele afirmou que um dos motivos dele aceitar isso é por que  morreu de fome e que quem disse a ele que ele era um exu afirmou a ele que nunca passaria fome pois as pessoas sempre procuram os exus e lhe dão de comer para ele realizar os trabalhos).
Expliquei que ele não se alimentaria mais de sangue e que aprenderia a obter alimento de outras formas para onde iria e o incitei a nos ajudar a libertar os outros 'exus' que estavam no mesmo local onde ele se encontrava.
Ele aceitou e voltou lá com uma das médiuns videntes, que viu uma cena que lhe pareceu dantesca, pois os tais 'exus' estavam todos presos em jaulas que estavam empilhadas umas sobre as outras. Estavam tão hipnotizados se achando exus que mesmo após desmaterializarmos as jaulas não queriam sair de onde estavam sem que se cantasse algum ponto cantado (pequenos versos que se usa para invocar a entidade nos terreiros). Ele então entoou alguns pontos por que disse que também havia muitas Padilhas por lá, Sete Saias, etc (nomes de pomba-gira, exu feminino). Colocamos todos em uma enorme bolha que plasmamos e eles foram encaminhados para outro local pela equipe espiritual, a fim de serem tratados.
Muitas pessoas simploriamente classificam todas as entidades que se manifestam como boas ou más. Muitos desses espíritos que estão por ai fazendo coisas erradas são seres ainda ignorantes e que são escravizados e dirigidos por mentes poderosas ainda devotadas ao mal.
Sempre que se apresenta algum irmão perturbado, mesmo com a intenção declarada de nos prejudicar, tentamos demovê-lo de suas intenções lhe mostrando o mal que esta causando a si mesmo. Em muitos casos esses seres são libertados e encaminhados para uma vida nova, onde lhe serão apresentados os reais valores do espírito."

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O raio de Iansã, sou eu!

Minha singela homenagem, neste 4 de Dezembro!
 Epahei, minha Mãe!



"É vista quando há vento e grande vaga
Ela faz um ninho no rolar da fúria e voa firme e certa como bala
As suas asas empresta à tempestade
Quando os leões do mar rugem nas grutas,
Sobre os abismos, passa e vai em frente
Ela não busca a rocha, o cabo, o cais
Mas faz da insegurança a sua força e do risco de morrer, seu alimento
Por isso me parece imagem justa
Para quem vive e canta no mau tempo"
O raio de Iansã sou eu
Cegando o aço das armas de quem guerreia
E o vento de Iansã também sou eu
E Santa Bárbara é santa que me clareia (2x)
A minha voz é o vento de maio
Cruzando os ares, os mares, o chão
Meu olhar tem a força do raio que vem de dentro do meu coração
O raio de Iansã sou eu
Cegando o aço das armas de quem guerreia
E o vento de Iansã também sou eu
E Santa Bárbara é santa que me clareia
Eu não conheço rajada de vento mais poderosa que a minha paixão
Quando o amor relampeia aqui dentro, vira um corisco esse meu coração
Eu sou a casa do raio e do vento
Por onde eu passo é zunido, é clarão
Porque Iansã, desde o meu nascimento, tornou-se a dona do meu coração
O raio de Iansã sou eu...
Sem ela não se anda
Ela é a menina dos olhos de Oxum
Flecha que mira o Sol
Oyá de mim.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Dia Nacional da Umbanda

O dia 15 de Novembro foi escolhido como o Dia Nacional da Umbanda, pois foi neste dia que o Caboclo das 7 Encruzilhadas, incorporado em seu médium, o jovem Zélio Fernandino de Moraes, instituiu a Umbanda no Brasil (leia a história aqui mesmo no Blog, acessando o link: http://casapaijoaquimdecambinda.blogspot.com.br/2010/11/102-anos-da-umbanda.html).

Dia da Umbanda, são todos os dias, principalmente aqueles em que irmãos de fé se reúnem nos terreiros para a prática da caridade. Porém, instituir um dia para que esta religião de amor seja homenageada é uma demonstração de reconhecimento a todos que sofreram e ainda sofrem com o preconceito e a intolerância. É uma forma de divulgar e desmistificar a Umbanda. Mais do que tolerância, queremos respeito!
Salve a Umbanda e todos os espíritos que nela trabalham!
Salve a Umbanda e todos os trabalhadores que se doam para auxiliar o próximo!
Salve a Umbanda e todos aqueles que acreditam nela!
Salve nossos amado Pai Joaquim de Cambinda, que nos guia e é o nosso exemplo maior!


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Finados - A morte é uma ilusão



O hábito de visitar os mortos, como se o cemitério fosse sala de visitas do Além, é cultivado desde as culturas mais remotas. Mostra a tendência em confundir o indivíduo com seu corpo.
Há pessoas que, em desespero ante a morte de um ente querido, o "VISITAM" diariamente. Chegam a deitar-se no túmulo. Desejam estar perto do familiar.
Todos os espiritualistas, acreditam na existência e sobrevivência do Espírito. Obviamente, o ser etéreo não reside no cemitério.
Muitos preferem dizer que perderam o familiar, algo que mostra falta de convicção na sobrevivência do Espírito. Quem admite que a vida continua jamais afirmará que perdeu alguém. Ele simplesmente partiu. Quando dizemos "perdi um ente querido", estamos registrando sérios prejuízos emocionais. Se afirmarmos que ele partiu, haverá apenas o imposto da saudade, abençoada saudade, a mostrar que há amor em nosso coração, o sentimento supremo que nos realiza como filhos de Deus.
Em datas significativas, envolvendo aniversário de casamento, de morte, finados, Natal, Ano Novo, dia dos Pais, dia das Mães, sempre pensamos neles. 
COMO PODEMOS AJUDAR OS QUE PARTIRAM ANTES DE NÓS? Envolvendo o ser querido em vibrações de carinho, evocando as lembranças felizes, nunca as infelizes; enviando clichês mentais otimistas; fazendo o bem em memória dele, porque nos vinculamos com os Espíritos através do pensamento.
Além disso, orando por ele, realizando caridade em sua homenagem, tudo isso lhe chegará como sendo a nossa contribuição para a sua felicidade; a prece dá-lhe paz, diminui-lhe a dor e anima-o para o reencontro futuro que nos aguarda. 
PODEMOS CHORAR? Podemos chorar, é claro. Mas saibamos chorar. Que seja um choro de saudade e não de inconformação e revolta. O choro, a lamentação exagerada dos que ficaram causam sofrimento para quem partiu, porque eles precisam da nossa prece, da nossa ajuda para terem fé no futuro e confiança em Deus. Tal comportamento pode atrapalhar o reencontro com os que foram antes de nós. Porque se eles nos visitar ou se nós os visitarmos (através do sono) nosso desequilíbrio os perturbará. Se soubermos sofrer, ao chegar a nossa vez, nos reuniremos a eles, não há dúvida nenhuma. 
QUAL A IMPORTÂNCIA DO CORPO FÍSICO? O corpo físico é patrimônio que Deus elaborou para servir de veículo ao Espírito nas suas variadas reencarnaçõesÉ com ele que o Espírito pratica seus conhecimentos e vive experiências necessárias, melhorando-se dia-a-dia. Assim, devemos ter para com nosso corpo um carinho e uma atenção especial, zelando e ofertando-lhe o que de melhor a natureza pode lhe dar. Daí o necessário repúdio as drogas, desde as mais simples, como o cigarro e a bebida alcoólica, até as mais graves; daí também o cuidado com a higiene; com a alimentação e os sentimentos equilibrados, enfim, com a saúde do corpo. 
ENTÃO OS ESPÍRITAS NÃO VISITAM  O CEMITÉRIO? Nós espíritas não visitamos os cemitérios, porque homenageamos os “vivos desencarnados” todos os dias.  Mas a posição da Doutrina Espírita, quanto as homenagens (dos não espíritas), prestadas aos "MORTOS" neste Dia de Finados, ao contrário do que geralmente se pensa, é favorável, DESDE QUE SINCERAS E NÃO APENAS CONVENCIONAIS.
Os Espíritos, respondendo a perguntas de Kardec a respeito (em O Livro dos Espíritos), mostraram que os laços de amor existentes entre os que partiram e os que ficaram na Terra justificam esses atos. E declaram que no Dia de Finados os cemitérios ficam repletos de Espíritos que se alegram com a lembrança dos parentes e amigos. Há espíritos que só são lembrados nesta data, por isso, gostam da homenagem; há espíritos que gostariam de serem lembrados no recinto do lar. Porque, se ele desencarnou recentemente e ainda não está perfeitamente adaptado às novas realidades, irá sentir-se pouco à vontade na contemplação de seus despojos carnais; Espíritos com maior entendimento, pedem que usemos o dinheiro das flores em alimento aos pobres. Portanto, usemos o bom senso em nossas homenagens. Com a certeza que ELES VIVEM. E se eles vivem, nós também viveremos. E é nessa certeza que devemos aproveitar integralmente o tempo que estivermos encarnados, nos esforçando para oferecer o melhor de nós em favor da edificação humana. Só assim, teremos um feliz retorno à pátria espiritual. 
 
Fonte: http://grupoallankardec.no.comunidades.net/index.php?pagina=1722324882